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Infeção congénita pelo vírus Zika : mecanismos patogénicos envolvidos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta revisão sistemática pretende reunir informação sobre a infeção congénita pelo vírus Zika, com foco nos mecanismos patogénicos envolvidos, e ressalvar a importância do diagnóstico e seguimento dos fetos infetados. Para isso, realizou-se uma pesquisa bibliográfica na base de dados PubMed, recorrendo às palavras-chave: “Zika Virus”, “Microcephaly” e “Congenital Zika Syndrome”. O vírus Zika é um arbovírus da família Flaviviridae, género Flavivirus, que foi isolado pela primeira vez no Uganda, em 1947, tendo sido associado aos humanos pela primeira vez em 2007, na Micronésia. Em 2015, ocorreu um surto de maiores dimensões, com ínicio na América do Sul, que atingiu numerosos países, tendo sido declarado pela Organização Mundial de Saúde como uma Emergência de Saúde Pública de Preocupação Internacional, em 2016. A transmissão do vírus Zika faz-se essencialmente por via vetorial, através de mosquitos do género Aedes, mas também por via sexual, sanguínea e vertical. Esta última tem particular relevo, uma vez que as principais consequências da infeção pelo vírus Zika incidem sobre os fetos, levando ao desenvolvimento da Sindrome Congénita do vírus Zika, que abrange uma gama alargada de anomalias no desenvolvimento fetal, nomeadamente anomalias morfológicas, cerebrais, oculares e motoras, sendo dado destaque à microcefalia e às sequelas que advêm da diminuição do perímetro cefálico. Todas as sequelas da infeção pelo vírus Zika durante a gestação estão associadas ao tropismo deste vírus, que tende a infetar preferencialmente as células progenitoras do sistema nervoso. No sentido de proteger os fetos dessas sequelas, desenvolveram-se medidas de prevenção da infeção a serem adotadas pelas mulheres grávidas. No entanto, estas não são realmente eficazes, pelo que, nos últimos anos, se têm vindo a estudar os mecanismos patogénicos envolvidos, de forma a ser possível o desenvolvimento de protocolos farmacológicos, bem como de vacinas que reforcem a prevenção da infeção.
Autores principais:Matias, Sofia Alexandra Abranches
Assunto:Química clínica Imunologia Microbiologia Hematologia Biologia molecular Teses de mestrado - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Esta revisão sistemática pretende reunir informação sobre a infeção congénita pelo vírus Zika, com foco nos mecanismos patogénicos envolvidos, e ressalvar a importância do diagnóstico e seguimento dos fetos infetados. Para isso, realizou-se uma pesquisa bibliográfica na base de dados PubMed, recorrendo às palavras-chave: “Zika Virus”, “Microcephaly” e “Congenital Zika Syndrome”. O vírus Zika é um arbovírus da família Flaviviridae, género Flavivirus, que foi isolado pela primeira vez no Uganda, em 1947, tendo sido associado aos humanos pela primeira vez em 2007, na Micronésia. Em 2015, ocorreu um surto de maiores dimensões, com ínicio na América do Sul, que atingiu numerosos países, tendo sido declarado pela Organização Mundial de Saúde como uma Emergência de Saúde Pública de Preocupação Internacional, em 2016. A transmissão do vírus Zika faz-se essencialmente por via vetorial, através de mosquitos do género Aedes, mas também por via sexual, sanguínea e vertical. Esta última tem particular relevo, uma vez que as principais consequências da infeção pelo vírus Zika incidem sobre os fetos, levando ao desenvolvimento da Sindrome Congénita do vírus Zika, que abrange uma gama alargada de anomalias no desenvolvimento fetal, nomeadamente anomalias morfológicas, cerebrais, oculares e motoras, sendo dado destaque à microcefalia e às sequelas que advêm da diminuição do perímetro cefálico. Todas as sequelas da infeção pelo vírus Zika durante a gestação estão associadas ao tropismo deste vírus, que tende a infetar preferencialmente as células progenitoras do sistema nervoso. No sentido de proteger os fetos dessas sequelas, desenvolveram-se medidas de prevenção da infeção a serem adotadas pelas mulheres grávidas. No entanto, estas não são realmente eficazes, pelo que, nos últimos anos, se têm vindo a estudar os mecanismos patogénicos envolvidos, de forma a ser possível o desenvolvimento de protocolos farmacológicos, bem como de vacinas que reforcem a prevenção da infeção.