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Clorohexidina: influência na durabilidade da adesão resina-dentina

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho teve como objectivo fazer uma pesquisa bibliográfica acerca da influência da clorohexidina na adesão resina-dentina. Foi feita uma pesquisa nas bases de dados PUBMED/MedLine, a qual abordou o período compreendido entre 1954 e 2012. Foram ainda consultados livros e revistas científicas relevantes para o tema, disponíveis na biblioteca da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa. A análise da bibliografia consultada evidencia a capacidade da clorohexidina tornar mais durável a adesão de restaurações em resina à dentina (Moon et al. 2010), o maior desafio na adesão dentária até à presente data (Kugel & Ferrari, 2000). A clorohexidina é, há várias décadas, uma substância utilizada em diversas áreas da medicina dentária enquanto antiséptico (Lindhe, 2003; Slot, 2011) e, recentemente, também aplicada como inibidor enzimático de metaloproteinases de matriz, no âmbito da adesão dentária (Pashley et al., 2004). As metaloproteinases de matriz presentes na dentina têm mostrado ser umas das responsáveis pela degradação da matriz de colagénio da camada híbrida da adesão e pela perda da sua estabilidade ao longo do tempo (Pashley et al., 2004). Tem surgido uma crescente evidência científica do benefício da clorohexidina, a qual apresenta capacidade de inibir as referidas metaloproteinases (Gendron et al., 1999), para a manutenção da integridade da camada híbrida (Moon et al., 2010). Actualmente, pode assim ser sugerido um protocolo de adesão que contemple a aplicação de clorohexidina a 2%, durante 30-60 segundos após o condicionamento ácido da dentina, em sistemas adesivos total etch, para promover uma adesão mais estável e durável (Hebling et al., 2005; Brackett et al., 2007; Carrilho et al., 2007b; Brackett et al., 2009; Moon et al., 2010). Protocolos mais simplificados encontram-se presentemente em estudo e, apesar de uma melhor compreensão dos mecanismos por detrás deste efeito benéfico da clorohexidina ser necessária, os resultados apresentam-se como promissoramente positivos e são, no seu todo, de particular relevância para o clínico no sentido de obter um maior sucesso e durabilidade das suas restaurações (Moon et al., 2010).
Autores principais:Vinagre, João Henrique Palma Agostinho da Silva
Assunto:Dentisteria operatória Teses de mestrado - 2012
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este trabalho teve como objectivo fazer uma pesquisa bibliográfica acerca da influência da clorohexidina na adesão resina-dentina. Foi feita uma pesquisa nas bases de dados PUBMED/MedLine, a qual abordou o período compreendido entre 1954 e 2012. Foram ainda consultados livros e revistas científicas relevantes para o tema, disponíveis na biblioteca da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa. A análise da bibliografia consultada evidencia a capacidade da clorohexidina tornar mais durável a adesão de restaurações em resina à dentina (Moon et al. 2010), o maior desafio na adesão dentária até à presente data (Kugel & Ferrari, 2000). A clorohexidina é, há várias décadas, uma substância utilizada em diversas áreas da medicina dentária enquanto antiséptico (Lindhe, 2003; Slot, 2011) e, recentemente, também aplicada como inibidor enzimático de metaloproteinases de matriz, no âmbito da adesão dentária (Pashley et al., 2004). As metaloproteinases de matriz presentes na dentina têm mostrado ser umas das responsáveis pela degradação da matriz de colagénio da camada híbrida da adesão e pela perda da sua estabilidade ao longo do tempo (Pashley et al., 2004). Tem surgido uma crescente evidência científica do benefício da clorohexidina, a qual apresenta capacidade de inibir as referidas metaloproteinases (Gendron et al., 1999), para a manutenção da integridade da camada híbrida (Moon et al., 2010). Actualmente, pode assim ser sugerido um protocolo de adesão que contemple a aplicação de clorohexidina a 2%, durante 30-60 segundos após o condicionamento ácido da dentina, em sistemas adesivos total etch, para promover uma adesão mais estável e durável (Hebling et al., 2005; Brackett et al., 2007; Carrilho et al., 2007b; Brackett et al., 2009; Moon et al., 2010). Protocolos mais simplificados encontram-se presentemente em estudo e, apesar de uma melhor compreensão dos mecanismos por detrás deste efeito benéfico da clorohexidina ser necessária, os resultados apresentam-se como promissoramente positivos e são, no seu todo, de particular relevância para o clínico no sentido de obter um maior sucesso e durabilidade das suas restaurações (Moon et al., 2010).