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Anticoagulação em doentes em ECMO-VV/ECMO-VA : uma revisão narrativa da literatura

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A técnica de oxigenação por membrana extracorporal (ECMO) constitui, numa versão simplificada, um substituto aos sistemas de circulação permitindo a substituição parcial ou total da função respiratória e/ou circulatória. No entanto, embora necessária em cenários concretos, não é isenta de complicações, sendo os eventos trombóticos e os eventos hemorrágicos, quer associados à anticoagulação instituída, quer à técnica em si, umas das complicações mais frequentes. Desta forma, durante o uso de ECMO-VV/ECMO-VA, é necessário um equilíbrio muito apertado tendo como objetivos a prevenção de complicações trombóticas dentro do circuito, bem como os eventos hemorrágicos nos doentes, sendo necessária uma precisão extrema no manuseamento farmacológico – balanceando o risco pró- coagulante e anticoagulante. Apesar desta técnica ter vindo a ser cada vez mais atualizada e estudada, os efeitos deletérios continuam a ser bastante elevados, uma vez que a própria anticoagulação não é isenta de riscos, dependendo de um conjunto de fatores, nomeadamente, as alterações hemostáticas inerentes a comorbilidades, as diferentes patologias e etiologias de base que determinam os diferentes riscos e a interação circuito-doente. Com esta revisão narrativa da literatura, temos como objetivo demonstrar a melhor evidência sobre os diferentes fármacos que atualmente temos à disposição – tendo como principal foco a heparina não fracionada e a bivalirudina; que parâmetros analíticos são mais relevantes na avaliação da resposta do doente à terapêutica – contagem plaquetar, tempo de coagulação ativado, testes viscoelásticos, anti fator-Xa e o tempo de tromboplastina parcialmente ativada; quais os principais objetivos no tratamento destes doentes; e, finalmente, a gestão das complicações que são mais comuns e deletérias para os doentes e que forma temos de as prevenir.
Autores principais:Cachopo, André Coimbra
Assunto:Oxigenação por membrana extracorporal Anticoagulação Heparina Bivalirudina Antitrombina Tempo de coagulação ativado Testes viscoelásticos Anti fator-Xa Tempo de tromboplastina parcialmente ativado
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A técnica de oxigenação por membrana extracorporal (ECMO) constitui, numa versão simplificada, um substituto aos sistemas de circulação permitindo a substituição parcial ou total da função respiratória e/ou circulatória. No entanto, embora necessária em cenários concretos, não é isenta de complicações, sendo os eventos trombóticos e os eventos hemorrágicos, quer associados à anticoagulação instituída, quer à técnica em si, umas das complicações mais frequentes. Desta forma, durante o uso de ECMO-VV/ECMO-VA, é necessário um equilíbrio muito apertado tendo como objetivos a prevenção de complicações trombóticas dentro do circuito, bem como os eventos hemorrágicos nos doentes, sendo necessária uma precisão extrema no manuseamento farmacológico – balanceando o risco pró- coagulante e anticoagulante. Apesar desta técnica ter vindo a ser cada vez mais atualizada e estudada, os efeitos deletérios continuam a ser bastante elevados, uma vez que a própria anticoagulação não é isenta de riscos, dependendo de um conjunto de fatores, nomeadamente, as alterações hemostáticas inerentes a comorbilidades, as diferentes patologias e etiologias de base que determinam os diferentes riscos e a interação circuito-doente. Com esta revisão narrativa da literatura, temos como objetivo demonstrar a melhor evidência sobre os diferentes fármacos que atualmente temos à disposição – tendo como principal foco a heparina não fracionada e a bivalirudina; que parâmetros analíticos são mais relevantes na avaliação da resposta do doente à terapêutica – contagem plaquetar, tempo de coagulação ativado, testes viscoelásticos, anti fator-Xa e o tempo de tromboplastina parcialmente ativada; quais os principais objetivos no tratamento destes doentes; e, finalmente, a gestão das complicações que são mais comuns e deletérias para os doentes e que forma temos de as prevenir.