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Sistema elástico da laringe : revisão de alguns aspectos anatómicos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A fibras elásticas do ligamento vocal e da mucosa da laringe foram muitas vezes investigadas desde a sua descoberta e a sua importância funcional na produção e modificação da voz tem despertado interesse acerca da sua distribuição e arranjo. A laringe adulta está situada na parte média do pescoço, actua como um esfíncter. Podemos considerar que o lúmen da laringe é dividido em compartimentos diferentes por duas pregas emparelhadas, as bandas ventriculares (também denominadas pregas ventriculares ou falsas cordas) e as cordas vocais. A região delimitada pelas cordas vocais chama-se glote abaixo desta, subglote. O termo supraglote refere-se à região da laringe acima da glote. A laringe evoluiu e tem como função a passagem do ar, proteção e limpeza da via aérea, mas a sua complexa anatomia endolaríngea toma um papel central na fonação humana. A camada superficial das cordas vocais é formada por epitélio ciliado e em certos locais por estratificado não queratinizado, na parte profunda do epitélio está localizada a membrana basal. Abaixo do epitélio podemos encontrar a lâmina própria, que por sua vez está dividida em superficial, intermédia e camada profunda. Os componentes da matriz extracelular, secretados pelas células da lâmina própria ou fibroblastos. A elastina é responsável pela maior parte das propriedades que fazem com que as cordas vocais sejam capazes de esticar e voltar a sua forma original. Cada vez mais novas intervenções exploram este conhecimento crescente acerca da histologia das cordas vocais, de modo a desenvolver terapêuticas que atrasem o envelhecimento e curem patologias.
Autores principais:Nabais, Mariana Valente, 1991-
Assunto:Laringe Tecido elástico Prega vocal Otorrinolaringologia
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A fibras elásticas do ligamento vocal e da mucosa da laringe foram muitas vezes investigadas desde a sua descoberta e a sua importância funcional na produção e modificação da voz tem despertado interesse acerca da sua distribuição e arranjo. A laringe adulta está situada na parte média do pescoço, actua como um esfíncter. Podemos considerar que o lúmen da laringe é dividido em compartimentos diferentes por duas pregas emparelhadas, as bandas ventriculares (também denominadas pregas ventriculares ou falsas cordas) e as cordas vocais. A região delimitada pelas cordas vocais chama-se glote abaixo desta, subglote. O termo supraglote refere-se à região da laringe acima da glote. A laringe evoluiu e tem como função a passagem do ar, proteção e limpeza da via aérea, mas a sua complexa anatomia endolaríngea toma um papel central na fonação humana. A camada superficial das cordas vocais é formada por epitélio ciliado e em certos locais por estratificado não queratinizado, na parte profunda do epitélio está localizada a membrana basal. Abaixo do epitélio podemos encontrar a lâmina própria, que por sua vez está dividida em superficial, intermédia e camada profunda. Os componentes da matriz extracelular, secretados pelas células da lâmina própria ou fibroblastos. A elastina é responsável pela maior parte das propriedades que fazem com que as cordas vocais sejam capazes de esticar e voltar a sua forma original. Cada vez mais novas intervenções exploram este conhecimento crescente acerca da histologia das cordas vocais, de modo a desenvolver terapêuticas que atrasem o envelhecimento e curem patologias.