Publicação
X-linked hypophosphatemic rickets : a new treatment strategy era
| Resumo: | O raquitismo hipofosfatémico ligado ao X (XLHR) é uma doença rara e monogénica, caracterizada por baixos níveis plasmáticos de fosfato. O XLHR tem sido associado a mutações com perda de função no gene PHEX, o que causa um aumento dos níveis do fator de crescimento fibroblástico 23 (FGF23). Esta hormona inibe a reabsorção de fosfato nos túbulos renais, levando a perda renal de fosfato. Além disso, o FGF23 bloqueia a síntese da forma ativa da vitamina D. Uma diminuição dos níveis de 1,25 dihidroxicolecalciferol diminui a absorção intestinal de fosfato e contribui para a hipofosfatémia caraterística desta doença. A hipofosfatémia altera a mineralização óssea, causando raquitismo em crianças e osteomalácia em adultos. O fenótipo de XLHR é heterogéneo. Os doentes geralmente têm baixa estatura, crescimento desproporcional, deformidades dos membros, dor osteoarticular, alterações dentárias, dificuldades auditivas e entesopatia. Até recentemente, o tratamento de XLHR consistia em suplementos de fosfato e análogos da forma ativa da vitamina D, e cirurgia ortopédica, se necessário, para corrigir deformidades. Em 2018, o burosumab, um anticorpo IgG1 monoclonal recombinante humano anti-FGF23, foi aprovado para o tratamento de XLHR. Nesta tese, serão relatados duas doentes com XLHR, uma menina de 4 anos e uma menina de 16 anos. As duas apresentavam deformidades dos membros inferiores e marcha anormal, associado a hiperfosfatúria e hipofostatémia. A menina de 16 anos apresentava baixa estatura, alterações dentárias e dores musculoesqueléticas frequentes, o que reduzia o seu envolvimento em atividades físicas. Esta doente foi submetida a um total de oito cirurgias ortopédicas corretivas. A menina de 4 anos tinha uma malformação Arnold Chiari assintomática e desenvolveu diarreia, nefrocalcinose e hiperparatiroidismo secundários à terapêutica convencional com suplementos de fosfato. Iremos rever o diagnóstico, tratamento e seguimento do XLHR nesta nova era de tratamento. |
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| Autores principais: | Almeida, Isabel Rodrigues Leal Moitinho de |
| Assunto: | Raquitismo hipofosfatémico ligado ao X Fator de crescimento fibroblástico 23 (FGF23) Burosumab Pediatria |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O raquitismo hipofosfatémico ligado ao X (XLHR) é uma doença rara e monogénica, caracterizada por baixos níveis plasmáticos de fosfato. O XLHR tem sido associado a mutações com perda de função no gene PHEX, o que causa um aumento dos níveis do fator de crescimento fibroblástico 23 (FGF23). Esta hormona inibe a reabsorção de fosfato nos túbulos renais, levando a perda renal de fosfato. Além disso, o FGF23 bloqueia a síntese da forma ativa da vitamina D. Uma diminuição dos níveis de 1,25 dihidroxicolecalciferol diminui a absorção intestinal de fosfato e contribui para a hipofosfatémia caraterística desta doença. A hipofosfatémia altera a mineralização óssea, causando raquitismo em crianças e osteomalácia em adultos. O fenótipo de XLHR é heterogéneo. Os doentes geralmente têm baixa estatura, crescimento desproporcional, deformidades dos membros, dor osteoarticular, alterações dentárias, dificuldades auditivas e entesopatia. Até recentemente, o tratamento de XLHR consistia em suplementos de fosfato e análogos da forma ativa da vitamina D, e cirurgia ortopédica, se necessário, para corrigir deformidades. Em 2018, o burosumab, um anticorpo IgG1 monoclonal recombinante humano anti-FGF23, foi aprovado para o tratamento de XLHR. Nesta tese, serão relatados duas doentes com XLHR, uma menina de 4 anos e uma menina de 16 anos. As duas apresentavam deformidades dos membros inferiores e marcha anormal, associado a hiperfosfatúria e hipofostatémia. A menina de 16 anos apresentava baixa estatura, alterações dentárias e dores musculoesqueléticas frequentes, o que reduzia o seu envolvimento em atividades físicas. Esta doente foi submetida a um total de oito cirurgias ortopédicas corretivas. A menina de 4 anos tinha uma malformação Arnold Chiari assintomática e desenvolveu diarreia, nefrocalcinose e hiperparatiroidismo secundários à terapêutica convencional com suplementos de fosfato. Iremos rever o diagnóstico, tratamento e seguimento do XLHR nesta nova era de tratamento. |
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