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Estudo das frequências das respostas à prova "Era uma vez..." em função do género

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Prova “Era Uma Vez…” (Fagulha, 1992) consiste numa prova projectiva de completamento de histórias, destinada a crianças dos 5 aos 11/12 anos tendo como objectivo descrever como as crianças lidam com emoções de ansiedade e de prazer. A versão original tem sete cartões, dois quais dois correspondem a situações prazerosas (aniversário e relação de pares) e cinco representam situações ansiogénicas (a criança perder-se da mãe, doença, pesadelo, discussão parental, dificuldades na escola). Recentemente (Santos, 2013) acrescentou-se à prova dois cartões (quebra de normas parentais e nascimento de irmão). O presente estudo teve como objectivo contribuir para a base de dados normativos da população e avaliar a forma como crianças respondem à prova “Era Uma Vez…” na versão de nove cartões mediante o género das crianças. A partir de uma amostra de 51 sujeitos, com idades compreendidas entre os 5 anos e os 10 anos, a amostra foi separada entre crianças do sexo feminino e crianças do sexo masculino, cujas respostas foram comparadas. A comparação destas respostas à Prova “Era Uma Vez…” incidiu sobre os seguintes elementos: as categorias das cenas escolhidas e a sua posição na sequência, relativamente aos nove cartões. Assim como diversos estudos têm demonstrado a influência do género nas respostas de crianças (Monteiro, 2013; Lohaus et al, 2007; Rebelsky et al, 1963) procedeu-se à comparação de subgrupos na mesma faixa etária. Os resultados revelam diferenças nas respostas entre géneros nos cartões ansiogénicos. Estas diferenças encontram-se nas escolhas das cenas da primeira e ultima sequência. As diferenças demonstram uma predominância das crianças do sexo feminino escolherem predominantemente cenas de “Aflição” e “Realidade” a cartões ansiogénicos, enquanto as crianças do sexo masculino escolhem predominantemente cenas de “Fantasia”. Nos cartões que evocam histórias prazerosas, tanto as crianças do sexo feminino como as crianças do sexo masculino escolhem predominantemente cenas de “Realidade” em detrimento de cenas de “Aflição”. Estas diferenças são significativas na medida em que espelham conclusões de estudos semelhantes sobre diferenças de género nas respostas emocionais de crianças.
Autores principais:Romana, Rafael Pedro Correia da Silva da
Assunto:Prova projectiva "Era uma vez..." Diferenças de género Idade escolar Teses de mestrado - 2015
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Prova “Era Uma Vez…” (Fagulha, 1992) consiste numa prova projectiva de completamento de histórias, destinada a crianças dos 5 aos 11/12 anos tendo como objectivo descrever como as crianças lidam com emoções de ansiedade e de prazer. A versão original tem sete cartões, dois quais dois correspondem a situações prazerosas (aniversário e relação de pares) e cinco representam situações ansiogénicas (a criança perder-se da mãe, doença, pesadelo, discussão parental, dificuldades na escola). Recentemente (Santos, 2013) acrescentou-se à prova dois cartões (quebra de normas parentais e nascimento de irmão). O presente estudo teve como objectivo contribuir para a base de dados normativos da população e avaliar a forma como crianças respondem à prova “Era Uma Vez…” na versão de nove cartões mediante o género das crianças. A partir de uma amostra de 51 sujeitos, com idades compreendidas entre os 5 anos e os 10 anos, a amostra foi separada entre crianças do sexo feminino e crianças do sexo masculino, cujas respostas foram comparadas. A comparação destas respostas à Prova “Era Uma Vez…” incidiu sobre os seguintes elementos: as categorias das cenas escolhidas e a sua posição na sequência, relativamente aos nove cartões. Assim como diversos estudos têm demonstrado a influência do género nas respostas de crianças (Monteiro, 2013; Lohaus et al, 2007; Rebelsky et al, 1963) procedeu-se à comparação de subgrupos na mesma faixa etária. Os resultados revelam diferenças nas respostas entre géneros nos cartões ansiogénicos. Estas diferenças encontram-se nas escolhas das cenas da primeira e ultima sequência. As diferenças demonstram uma predominância das crianças do sexo feminino escolherem predominantemente cenas de “Aflição” e “Realidade” a cartões ansiogénicos, enquanto as crianças do sexo masculino escolhem predominantemente cenas de “Fantasia”. Nos cartões que evocam histórias prazerosas, tanto as crianças do sexo feminino como as crianças do sexo masculino escolhem predominantemente cenas de “Realidade” em detrimento de cenas de “Aflição”. Estas diferenças são significativas na medida em que espelham conclusões de estudos semelhantes sobre diferenças de género nas respostas emocionais de crianças.