Publicação
Aplicação da psicoterapia psicodinâmica na crise no contexto do internamento psiquiátrico
| Resumo: | Este estudo debruçou-se sobre a aplicação dos modelos de psicoterapia psicodinâmica, em pacientes em crise, no contexto do internamento psiquiátrico, numa unidade de agudos. Apresenta-se uma breve revisão de literatura sobre a temática em estudo, enquadrando teoricamente as diferenciações dos vários tipos de psicoterapia psicodinâmica. Aprofundamos as dimensões e as técnicas da psicoterapia psicodinâmica de apoio e a psicoterapia psicodinâmica expressiva, limitada ou não no tempo. Apresentamos vários modelos de intervenção, numa perspetiva histórica, tendo em conta os conceitos teóricos mais relevantes, o tipo de pacientes e os resultados obtidos. As alterações preconizadas ao nível da técnica em função do tipo de pacientes, foram igualmente estudadas e feita uma reflexão sobre os elementos mais importantes para a nossa prática clínica. É referida a evolução das metodologias de investigação em psicoterapia psicodinâmica, assim como do processo psicoterapêutico em si. As evidências científicas, de diferentes métodos de intervenção psicoterapêutica são consideradas, apresentando-se estudos relativos ao processo psicoterapêutico, investigações com pacientes de diagnóstico psiquiátrico diferenciado, estudos comparativos e meta-análises de intervenções psicoterapêuticas diferenciadas, como a psicoterapia cognitvo -comportamental e a psicofarmacologia. O modelo de Gilliéron (2004), é aquele que mais se aproxima da nossa conceção e técnica, apresentando uma maior adequação ao contexto da nossa prática, por ser um modelo inclusivo na escolha do tipo de intervenção e nos objetivos terapêuticos pretendidos. O modelo de intervenção psicoterapêutico por nós utilizado é descrito nas suas duas fases, articulando aspetos teóricos e de aplicação prática através do recurso a quatro casos clínicos. Concluímos que a diferenciação entre as mudanças psicológicas, que permitam o manejo futuro de situações de uma forma mais adequada ou o restabelecimento do equilíbrio anterior à crise, parece dever-se ao tipo de patologia, organização de personalidade e da motivação para a mudança. Efetuamos algumas considerações finais resultantes da articulação teórico-prática. |
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| Autores principais: | Costa, Rita Margarida Fonseca e |
| Assunto: | Psicoterapia dinâmica Internamento psiquiátrico Processo terapêutico Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este estudo debruçou-se sobre a aplicação dos modelos de psicoterapia psicodinâmica, em pacientes em crise, no contexto do internamento psiquiátrico, numa unidade de agudos. Apresenta-se uma breve revisão de literatura sobre a temática em estudo, enquadrando teoricamente as diferenciações dos vários tipos de psicoterapia psicodinâmica. Aprofundamos as dimensões e as técnicas da psicoterapia psicodinâmica de apoio e a psicoterapia psicodinâmica expressiva, limitada ou não no tempo. Apresentamos vários modelos de intervenção, numa perspetiva histórica, tendo em conta os conceitos teóricos mais relevantes, o tipo de pacientes e os resultados obtidos. As alterações preconizadas ao nível da técnica em função do tipo de pacientes, foram igualmente estudadas e feita uma reflexão sobre os elementos mais importantes para a nossa prática clínica. É referida a evolução das metodologias de investigação em psicoterapia psicodinâmica, assim como do processo psicoterapêutico em si. As evidências científicas, de diferentes métodos de intervenção psicoterapêutica são consideradas, apresentando-se estudos relativos ao processo psicoterapêutico, investigações com pacientes de diagnóstico psiquiátrico diferenciado, estudos comparativos e meta-análises de intervenções psicoterapêuticas diferenciadas, como a psicoterapia cognitvo -comportamental e a psicofarmacologia. O modelo de Gilliéron (2004), é aquele que mais se aproxima da nossa conceção e técnica, apresentando uma maior adequação ao contexto da nossa prática, por ser um modelo inclusivo na escolha do tipo de intervenção e nos objetivos terapêuticos pretendidos. O modelo de intervenção psicoterapêutico por nós utilizado é descrito nas suas duas fases, articulando aspetos teóricos e de aplicação prática através do recurso a quatro casos clínicos. Concluímos que a diferenciação entre as mudanças psicológicas, que permitam o manejo futuro de situações de uma forma mais adequada ou o restabelecimento do equilíbrio anterior à crise, parece dever-se ao tipo de patologia, organização de personalidade e da motivação para a mudança. Efetuamos algumas considerações finais resultantes da articulação teórico-prática. |
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