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No rasgão das Sombras Exumação e mobilidade das dores da alma entre os muros e arquivos manicomiais.

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Neste ensaio tratamos das deslocações para os espaços manicomiais, com a intenção de acessar os seus arquivos, pois queremos encontrar e exumar as vozes-gestos silenciadas entre as muralhas do primeiro manicómio português, Rilhafoles fundado em 1848-1850 em Lisboa. Contudo, alargamos as nossas lentes para outros manicómios, a exemplo de Bethlem em Londres, San Servolo e San Clemente em Veneza. Após revisão de literatura, deambulações nestes lugares e acessos aos seus arquivos, destacamos a riqueza singular dos arquivos dos manicómios de Veneza e de Lisboa, pois enquanto aqueles carregaram nas tintas, produzindo um espantoso acervo de fotografia, este carregou nos verbos, dramatizando as dores da alma de homens e mulheres que, por algum ou diversos motivos, foram encurralados entre as muralhas e paredes abobadadas do antigo convento português, situado no coração de Lisboa.
Autores principais:Pontes, Jamila
Assunto:Deslocamento Manicómio Arquivo Vozes
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Neste ensaio tratamos das deslocações para os espaços manicomiais, com a intenção de acessar os seus arquivos, pois queremos encontrar e exumar as vozes-gestos silenciadas entre as muralhas do primeiro manicómio português, Rilhafoles fundado em 1848-1850 em Lisboa. Contudo, alargamos as nossas lentes para outros manicómios, a exemplo de Bethlem em Londres, San Servolo e San Clemente em Veneza. Após revisão de literatura, deambulações nestes lugares e acessos aos seus arquivos, destacamos a riqueza singular dos arquivos dos manicómios de Veneza e de Lisboa, pois enquanto aqueles carregaram nas tintas, produzindo um espantoso acervo de fotografia, este carregou nos verbos, dramatizando as dores da alma de homens e mulheres que, por algum ou diversos motivos, foram encurralados entre as muralhas e paredes abobadadas do antigo convento português, situado no coração de Lisboa.