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Síndrome do choque tóxico estreptocócico : a propósito de dois casos clínicos
| Resumo: | Resumo: O Síndrome do Choque Tóxico Estreptocócico habitualmente define-se pelo isolamento do agente Streptococcus do grupo A colhido de um local habitualmente estéril em conjunto com o início súbito de choque e lesão de órgão. Entre os anos de 1980 e 2000 a incidência do Síndrome do Choque Tóxico Estreptocócico sofreu um grande aumento, essencialmente devido a diversos fatores que contribuíram para um aumento da virulência da bactéria: proteínas de superfície, produção de toxinas e ainda fatores do hospedeiro. Como fatores de risco importantes para o desenvolvimento de doença invasiva pelo Streptococcus pyogenes, em crianças saudáveis, destaca-se: a varicela, uso de AINEs e os traumatismos minor. As portas de entrada mais frequentes deste agente são a pele e as mucosas, sendo que nalguns casos raros pode ocorrer como complicação de faringite. Desde a sua descrição inicial, avanços consideráveis no conhecimento relativo à patogénese desta patologia foram adquiridos. No entanto, os mecanismos patogénicos da Síndrome do Choque Tóxico Estreptocócico ainda não são totalmente conhecidos. Foi sugerida a associação com as exotoxinas pirogénicas, também responsáveis pelo exantema da escarlatina, que estimulam a proliferação e ativação de linfócitos T. Esta ativação tem com consequente produção de citocinas, culminando em choque e necrose tecidular. A sua evolução é, muitas vezes, extremamente rápida, sendo necessário um elevado grau de suspeita diagnóstica e início atempado da terapêutica adequada, assim como abordagem cirúrgica da infeção dos tecidos moles, quando indicado. Neste trabalho são expostos e discutidos dois casos clínicos de choque tóxico por Streptococcus pyogenes, que diferem na idade do doente, fatores predisponentes, manifestações clínicas e evolução do quadro. São apresentados estes casos pela sua atualidade, gravidade das situações clínicas e questões que levantam. |
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| Autores principais: | Roldão, Marta Custódio |
| Assunto: | Síndrome do choque tóxico estreptocócico Pediatria Streptococcus pyogenes |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Resumo: O Síndrome do Choque Tóxico Estreptocócico habitualmente define-se pelo isolamento do agente Streptococcus do grupo A colhido de um local habitualmente estéril em conjunto com o início súbito de choque e lesão de órgão. Entre os anos de 1980 e 2000 a incidência do Síndrome do Choque Tóxico Estreptocócico sofreu um grande aumento, essencialmente devido a diversos fatores que contribuíram para um aumento da virulência da bactéria: proteínas de superfície, produção de toxinas e ainda fatores do hospedeiro. Como fatores de risco importantes para o desenvolvimento de doença invasiva pelo Streptococcus pyogenes, em crianças saudáveis, destaca-se: a varicela, uso de AINEs e os traumatismos minor. As portas de entrada mais frequentes deste agente são a pele e as mucosas, sendo que nalguns casos raros pode ocorrer como complicação de faringite. Desde a sua descrição inicial, avanços consideráveis no conhecimento relativo à patogénese desta patologia foram adquiridos. No entanto, os mecanismos patogénicos da Síndrome do Choque Tóxico Estreptocócico ainda não são totalmente conhecidos. Foi sugerida a associação com as exotoxinas pirogénicas, também responsáveis pelo exantema da escarlatina, que estimulam a proliferação e ativação de linfócitos T. Esta ativação tem com consequente produção de citocinas, culminando em choque e necrose tecidular. A sua evolução é, muitas vezes, extremamente rápida, sendo necessário um elevado grau de suspeita diagnóstica e início atempado da terapêutica adequada, assim como abordagem cirúrgica da infeção dos tecidos moles, quando indicado. Neste trabalho são expostos e discutidos dois casos clínicos de choque tóxico por Streptococcus pyogenes, que diferem na idade do doente, fatores predisponentes, manifestações clínicas e evolução do quadro. São apresentados estes casos pela sua atualidade, gravidade das situações clínicas e questões que levantam. |
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