Publicação

Políticas industriais na SADC e em Angola.

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho percorre, na diagonal, a teoria da integração e as teorias sobre políticas industriais, passando pela análise da SADC e desembocando em Angola, mais especificamente na fileira do algodão, para responder a duas perguntas: que políticas industriais para Angola? Valerá a pena investir na fileira do algodão? A teórica da integração surge para compreender a envolvente que condiciona o desenvolvimento industrial angolano. O destaque da SADC neste trabalho é compreensivel, já que o processo de integração irá subverter a distinção entre mercado interno e mercado externo. O mercado angolano deixará de estar protegido e a competição aumentará. Conhecer a evolução da SADC e os fundamentos das suas políticas é meio caminho para compreender a actual tendência do mercado integrado. Como. segundo a teoria da integração, é com a indústria que os Países em Vias de Desenvolvimento (PVD) obtêm ganhos com a integração económica, desliza-se para as políticas industriais. Mas Angola, acabada de sair de uma guerra de cerca de trinta anos, não poderá competir nesse mercado mais alargado e mais competitivo sem a adopção de politicas industriais. Saber que políticas, conduz a questão para a teoria das políticas industrias, com duas principais correntes; uma que defende uma actuação mais activa das politicas públicas e outra que fundamenta o livre mercado. E na primeira que Angola melhor se enquadra, dado ter uma economia dual e manifestações de falhas de mercado, apesar da SADC adiar a definição de políticas industriais, ou remetê-las, actualmente, para as forças do mercado, ou para os Estados membros. Como o objecto da análise foi a fileira do algodão desenharam-se as políticas industriais a partir do sistema de produção de bens e serviços. Depois de fazer o enquadramento teórico das políticas industriais em vigor em Angola, sugerem-se algumas políticas industriais para o país. Se a resposta à primeira pergunta foi relativamente fácil, já no caso da segunda há margem para outras conclusões, embora se avancem duas sugestões: a) se a intenção for a criação de postos de trabalho, deve-se defender a parte agrícola - produção de algodão em caroço e a instalação de algumas unidades de produção do tipo maquilhadoras, provavelmente de uma grande indústria de confecções localizada num dos países membros da SADC; b) se a intenção for a passagem para actividades de maior valor agregado, chave do processo de desenvolvimento económico, então Angola deverá defender as indústrias têxteis e de confecções.
Autores principais:Correia, Isabel Vaz Monteiro de Carvalho
Assunto:Integração Política industrial SADC Angola Algodão Têxteis Integration Industrial policy SADC Angola Cotton Textiles
Ano:2004
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O presente trabalho percorre, na diagonal, a teoria da integração e as teorias sobre políticas industriais, passando pela análise da SADC e desembocando em Angola, mais especificamente na fileira do algodão, para responder a duas perguntas: que políticas industriais para Angola? Valerá a pena investir na fileira do algodão? A teórica da integração surge para compreender a envolvente que condiciona o desenvolvimento industrial angolano. O destaque da SADC neste trabalho é compreensivel, já que o processo de integração irá subverter a distinção entre mercado interno e mercado externo. O mercado angolano deixará de estar protegido e a competição aumentará. Conhecer a evolução da SADC e os fundamentos das suas políticas é meio caminho para compreender a actual tendência do mercado integrado. Como. segundo a teoria da integração, é com a indústria que os Países em Vias de Desenvolvimento (PVD) obtêm ganhos com a integração económica, desliza-se para as políticas industriais. Mas Angola, acabada de sair de uma guerra de cerca de trinta anos, não poderá competir nesse mercado mais alargado e mais competitivo sem a adopção de politicas industriais. Saber que políticas, conduz a questão para a teoria das políticas industrias, com duas principais correntes; uma que defende uma actuação mais activa das politicas públicas e outra que fundamenta o livre mercado. E na primeira que Angola melhor se enquadra, dado ter uma economia dual e manifestações de falhas de mercado, apesar da SADC adiar a definição de políticas industriais, ou remetê-las, actualmente, para as forças do mercado, ou para os Estados membros. Como o objecto da análise foi a fileira do algodão desenharam-se as políticas industriais a partir do sistema de produção de bens e serviços. Depois de fazer o enquadramento teórico das políticas industriais em vigor em Angola, sugerem-se algumas políticas industriais para o país. Se a resposta à primeira pergunta foi relativamente fácil, já no caso da segunda há margem para outras conclusões, embora se avancem duas sugestões: a) se a intenção for a criação de postos de trabalho, deve-se defender a parte agrícola - produção de algodão em caroço e a instalação de algumas unidades de produção do tipo maquilhadoras, provavelmente de uma grande indústria de confecções localizada num dos países membros da SADC; b) se a intenção for a passagem para actividades de maior valor agregado, chave do processo de desenvolvimento económico, então Angola deverá defender as indústrias têxteis e de confecções.