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Adaptabilidade e empregabilidade numa perspectiva construtivista:(estudo com desempregados em contexto de formação)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A questão de investigação do trabalho que se apresenta incide no estudo da adaptabilidade e da empregabilidade numa amostra de 300 desempregados em contexto de formação profissional. Os construtos estudados são de natureza psicossocial e fundamentam-se em duas abordagens teóricas: o conceito de adaptabilidade na carreira da abordagem construtivista (Savickas, 2005), com cinco dimensões (Preocupação, Controlo, Curiosidade, Cooperação e Confiança); e o conceito de empregabilidade disposicional (Fugate & Kinicki, 2008), com cinco dimensões (Abertura a mudanças no trabalho, Proactividade no trabalho e na carreira, Motivação na carreira, Resiliência no trabalho e na carreira e Identidade de trabalho). Destes construtos decorrem instrumentos de avaliação psicológica – Inventário sobre Adaptabilidade e Inventário sobre Empregabilidade – traduzidos e adaptados para Portugal no âmbito desta investigação. As medidas revelam adequação psicométrica e os resultados corroboram a relação positiva entre adaptabilidade na carreira e empregabilidade (enquanto adaptabilidade proactiva especifica do trabalho). Os estudos diferenciais sugerem que desempregados entre os 31 e os 45 anos auto-avaliam maior adaptabilidade e empregabilidade comparativamente aos mais jovens e mais velhos. Na comparação entre homens e mulheres não se verificam diferenças significativas para a adaptabilidade; para a empregabilidade, as mulheres auto-avaliam maior proactividade no trabalho e na carreira. Esta dimensão também distingue indivíduos em primeira situação de desemprego daqueles que vivenciam pelo menos a segunda situação, em favor destes últimos. A análise de conteúdo de dados qualitativos sugere que alguns dos motivos para o desemprego se relacionam com a necessidade de formação qualificante e com factores de natureza económica e laboral. A aquisição de formação continua a ser valorizada e um dos motivos para a ausência de uma procura activa de emprego; aqueles que procuram, valorizam sobretudo fontes e tarefas tradicionais. No final tecem-se algumas considerações sobre a necessidade de políticas de incentivo à criação de emprego, de acesso ao primeiro emprego e de programas de estágio, e sobre a importância do aconselhamento de carreira/vida construtivista na ajuda para a construção da carreira e para o desenvolvimento de recursos de adaptabilidade e de competências de empregabilidade.
Autores principais:Fraga, Sandra Isabel Dias, 1977-
Assunto:Teses de doutoramento - 2013
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A questão de investigação do trabalho que se apresenta incide no estudo da adaptabilidade e da empregabilidade numa amostra de 300 desempregados em contexto de formação profissional. Os construtos estudados são de natureza psicossocial e fundamentam-se em duas abordagens teóricas: o conceito de adaptabilidade na carreira da abordagem construtivista (Savickas, 2005), com cinco dimensões (Preocupação, Controlo, Curiosidade, Cooperação e Confiança); e o conceito de empregabilidade disposicional (Fugate & Kinicki, 2008), com cinco dimensões (Abertura a mudanças no trabalho, Proactividade no trabalho e na carreira, Motivação na carreira, Resiliência no trabalho e na carreira e Identidade de trabalho). Destes construtos decorrem instrumentos de avaliação psicológica – Inventário sobre Adaptabilidade e Inventário sobre Empregabilidade – traduzidos e adaptados para Portugal no âmbito desta investigação. As medidas revelam adequação psicométrica e os resultados corroboram a relação positiva entre adaptabilidade na carreira e empregabilidade (enquanto adaptabilidade proactiva especifica do trabalho). Os estudos diferenciais sugerem que desempregados entre os 31 e os 45 anos auto-avaliam maior adaptabilidade e empregabilidade comparativamente aos mais jovens e mais velhos. Na comparação entre homens e mulheres não se verificam diferenças significativas para a adaptabilidade; para a empregabilidade, as mulheres auto-avaliam maior proactividade no trabalho e na carreira. Esta dimensão também distingue indivíduos em primeira situação de desemprego daqueles que vivenciam pelo menos a segunda situação, em favor destes últimos. A análise de conteúdo de dados qualitativos sugere que alguns dos motivos para o desemprego se relacionam com a necessidade de formação qualificante e com factores de natureza económica e laboral. A aquisição de formação continua a ser valorizada e um dos motivos para a ausência de uma procura activa de emprego; aqueles que procuram, valorizam sobretudo fontes e tarefas tradicionais. No final tecem-se algumas considerações sobre a necessidade de políticas de incentivo à criação de emprego, de acesso ao primeiro emprego e de programas de estágio, e sobre a importância do aconselhamento de carreira/vida construtivista na ajuda para a construção da carreira e para o desenvolvimento de recursos de adaptabilidade e de competências de empregabilidade.