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Estudo ergonómico no setor do retalho e distribuição : análise da capacidade de trabalho e do risco de lesões músculo-esqueléticas ligadas ao trabalho

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Resumo:Os objetivos deste estudo foram compreender as relações entre a capacidade de trabalho, os fatores psicossociais e a sintomatologia músculo-esquelética auto-referida em trabalhadores do setor do retalho e distribuição, e caracterizar o risco de lesão músculo-esquelética relacionada ao trabalho. Na primeira parte do estudo, a amostra integrou 293 trabalhadores e, na segunda parte, 6 operadores do setor da Peixaria. Para caracterizar a capacidade para o trabalho utilizou-se o Índice de Capacidade para o Trabalho (Silva, et al., 2011), na caracterização dos fatores de risco psicossociais foi utilizado o COPSOQII (Silva et al., 2012) e para caracterizar a sintomatologia músculo-esquelética foi utilizado o Questionário Nórdico (Lopes, Uva, & Serranheira, 2008). A sintomatologia músculo-esquelética auto-referida apresentou taxas de resposta de 42,3% na cervical, 41,3% na dorsal e 46,8% na lombar. A média do ICT foi de 40,50 (±5,50), o que correspondeu a “boa” capacidade de trabalho. O sexo masculino apresentou melhores valores (42,10±4,58), bem como os operadores que praticam regularmente exercício físico (41,73±5,30). Os resultados do COPSOQ mostraram que nas escalas em que o valor mais baixo corresponde ao pior resultado, a “influência no trabalho” apresentou um valor crítico, globalmente. Na comparação do ICT com as escalas do COPSOQ II, verifica-se que o ICT melhora quanto menores forem as Exigências Quantitativas e Emocionais, os Conflitos Laborais, os Conflitos Trabalho/Família, os Comportamentos Ofensivos, os Problemas em Dormir, o Burnout, o Stress e os Sintomas Depressivos. O ICT melhora também quanto melhor a Confiança Horizontal e os níveis de Saúde. O ICT será também melhor quanto melhor for a perceção de Possibilidades de Desenvolvimento, a Previsibilidade, a Transparência do Papel Laboral Desempenhado, as Recompensas/Reconhecimento, o Apoio Social de Colegas, o Apoio Social de Superiores, a Comunidade Social no Trabalho, a Qualidade da Liderança, a Confiança Vertical, a Justiça e Respeito, a Autoeficácia, o Significado do Trabalho, o Compromisso face ao Local de Trabalho e a Satisfação no Trabalho. Na análise das situações mais penosas e após o cálculo do valor do REBA, verificou-se a necessidade urgente de implementar mudanças nas tarefas analisadas.
Autores principais:Cravo, Filipe Miguel Costa
Assunto:Capacidade de Trabalho Fatores de Risco Psicossociais ICT COPSOQ II Questionário Nórdico Sintomatologia Músculo-Esquelética Retalho e Distribuição Lesão Músculo-Esquelética Ligada ao Trabalho Risco Ocupacional Ergonomia Work Ability Psychosocial Risk Factors WAI Nordic Questionnaire Musculoskeletal Symtomatology Retail and Distribution Work-Related Musculoskeletal Disorders Occupational Risks Ergonomics
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os objetivos deste estudo foram compreender as relações entre a capacidade de trabalho, os fatores psicossociais e a sintomatologia músculo-esquelética auto-referida em trabalhadores do setor do retalho e distribuição, e caracterizar o risco de lesão músculo-esquelética relacionada ao trabalho. Na primeira parte do estudo, a amostra integrou 293 trabalhadores e, na segunda parte, 6 operadores do setor da Peixaria. Para caracterizar a capacidade para o trabalho utilizou-se o Índice de Capacidade para o Trabalho (Silva, et al., 2011), na caracterização dos fatores de risco psicossociais foi utilizado o COPSOQII (Silva et al., 2012) e para caracterizar a sintomatologia músculo-esquelética foi utilizado o Questionário Nórdico (Lopes, Uva, & Serranheira, 2008). A sintomatologia músculo-esquelética auto-referida apresentou taxas de resposta de 42,3% na cervical, 41,3% na dorsal e 46,8% na lombar. A média do ICT foi de 40,50 (±5,50), o que correspondeu a “boa” capacidade de trabalho. O sexo masculino apresentou melhores valores (42,10±4,58), bem como os operadores que praticam regularmente exercício físico (41,73±5,30). Os resultados do COPSOQ mostraram que nas escalas em que o valor mais baixo corresponde ao pior resultado, a “influência no trabalho” apresentou um valor crítico, globalmente. Na comparação do ICT com as escalas do COPSOQ II, verifica-se que o ICT melhora quanto menores forem as Exigências Quantitativas e Emocionais, os Conflitos Laborais, os Conflitos Trabalho/Família, os Comportamentos Ofensivos, os Problemas em Dormir, o Burnout, o Stress e os Sintomas Depressivos. O ICT melhora também quanto melhor a Confiança Horizontal e os níveis de Saúde. O ICT será também melhor quanto melhor for a perceção de Possibilidades de Desenvolvimento, a Previsibilidade, a Transparência do Papel Laboral Desempenhado, as Recompensas/Reconhecimento, o Apoio Social de Colegas, o Apoio Social de Superiores, a Comunidade Social no Trabalho, a Qualidade da Liderança, a Confiança Vertical, a Justiça e Respeito, a Autoeficácia, o Significado do Trabalho, o Compromisso face ao Local de Trabalho e a Satisfação no Trabalho. Na análise das situações mais penosas e após o cálculo do valor do REBA, verificou-se a necessidade urgente de implementar mudanças nas tarefas analisadas.