Publicação
As estratégias de coping e a adaptação na transição para o ensino superior
| Resumo: | Este trabalho pretende estudar quais os melhores preditores do rendimento académico nos estudantes que frequentam o primeiro ano da universidade e analisar o valor preditivo das estratégias de coping sobre a adaptação ao ensino superior. O Coping é considerado como um factor indispensável para lidar com os acontecimentos de vida, de forma a acentuar a sua especial utilidade na análise da adaptação às mudanças de desenvolvimento no jovem. Alguns autores consideram mesmo que o coping do adolescente é a variável que diferencia os resultados adaptativos (Garmezy, 1983), e coloca a ênfase na competência para lidar com as tarefas específicas da idade como variável preditora mais consistente em termos de bem-estar psicológico (Compas et al., 1987). Almeida e Carneiro (1999) efectuaram um estudo que teve como objectivo compreender a relação entre as estratégias de coping e a adaptação académica dos alunos do 1° ano do Ensino Superior. Os resultados apontam para níveis superiores de adaptação académica por parte dos alunos com estratégias de coping de tipo confronto activo, embora os coeficientes de correlação não sejam elevados. Leong et al. (1997) são da opinião que o coping activo pode predizer um bom ajustamento pessoal e emocional, logo contribui de forma favorável para o sucesso académico. Outros estudos também suportam a ideia de que o coping activo, tal como o coping focado no problema e a procura de suporte social estão associados a uma boa adaptação aos acontecimentos ''stressantes''' (Zea, Reisen & Poppen, 1999; Leiter & Harvie, 1996; Smith, 1996; Feinstein, Taylor & Falke, 1992, Holahan & Moos, 1991). Logo, é neste sentido que, ao longo do estudo, considera-se que a ideia do coping activo como respostas aos acontecimentos "stressantes'' será benéfico para investigar a relação existente entre as estratégias de coping dos jovens e as diversas dimensões do seu ajustamento académico na entrada ao Ensino Superior. Numa primeira fase, aplicar-se-á o Ways of Coping Questionnaire, (Lazarus & Folkman, 1988, adaptado por Ribeiro e Santos, 2001) e o Questionário de Adaptação ao Ensino Superior (Lencastre, Guerra, Lemos & Pereira, 1999) a 315 alunos entre os 18 e os 25 anos, a frequentar o primeiro ano das quatro escolas do Instituto Politécnico de Beja e do Instituto Superior de Serviço Social. Numa segunda fase, são apresentados os resultados descritivos das diferentes variáveis e as análises de regressão múltipla para analisar os preditores do rendimento académico e os valores preditivos das estratégias do coping sobre a adaptação. Por fim, estes resultados são discutidos de acordo com as hipóteses colocadas e segundo os modelos teóricos referenciados. Por último, são discutidas as limitações e as implicações do presente estudo para futuras investigações. |
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| Autores principais: | Rocha, Ana Teresa Martins, 1978- |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2006 Adaptação Estratégias de coping Ensino superior |
| Ano: | 2006 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este trabalho pretende estudar quais os melhores preditores do rendimento académico nos estudantes que frequentam o primeiro ano da universidade e analisar o valor preditivo das estratégias de coping sobre a adaptação ao ensino superior. O Coping é considerado como um factor indispensável para lidar com os acontecimentos de vida, de forma a acentuar a sua especial utilidade na análise da adaptação às mudanças de desenvolvimento no jovem. Alguns autores consideram mesmo que o coping do adolescente é a variável que diferencia os resultados adaptativos (Garmezy, 1983), e coloca a ênfase na competência para lidar com as tarefas específicas da idade como variável preditora mais consistente em termos de bem-estar psicológico (Compas et al., 1987). Almeida e Carneiro (1999) efectuaram um estudo que teve como objectivo compreender a relação entre as estratégias de coping e a adaptação académica dos alunos do 1° ano do Ensino Superior. Os resultados apontam para níveis superiores de adaptação académica por parte dos alunos com estratégias de coping de tipo confronto activo, embora os coeficientes de correlação não sejam elevados. Leong et al. (1997) são da opinião que o coping activo pode predizer um bom ajustamento pessoal e emocional, logo contribui de forma favorável para o sucesso académico. Outros estudos também suportam a ideia de que o coping activo, tal como o coping focado no problema e a procura de suporte social estão associados a uma boa adaptação aos acontecimentos ''stressantes''' (Zea, Reisen & Poppen, 1999; Leiter & Harvie, 1996; Smith, 1996; Feinstein, Taylor & Falke, 1992, Holahan & Moos, 1991). Logo, é neste sentido que, ao longo do estudo, considera-se que a ideia do coping activo como respostas aos acontecimentos "stressantes'' será benéfico para investigar a relação existente entre as estratégias de coping dos jovens e as diversas dimensões do seu ajustamento académico na entrada ao Ensino Superior. Numa primeira fase, aplicar-se-á o Ways of Coping Questionnaire, (Lazarus & Folkman, 1988, adaptado por Ribeiro e Santos, 2001) e o Questionário de Adaptação ao Ensino Superior (Lencastre, Guerra, Lemos & Pereira, 1999) a 315 alunos entre os 18 e os 25 anos, a frequentar o primeiro ano das quatro escolas do Instituto Politécnico de Beja e do Instituto Superior de Serviço Social. Numa segunda fase, são apresentados os resultados descritivos das diferentes variáveis e as análises de regressão múltipla para analisar os preditores do rendimento académico e os valores preditivos das estratégias do coping sobre a adaptação. Por fim, estes resultados são discutidos de acordo com as hipóteses colocadas e segundo os modelos teóricos referenciados. Por último, são discutidas as limitações e as implicações do presente estudo para futuras investigações. |
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