Publicação
O caminho para uma nova agenda securitária- contributos do neorrealismo -
| Resumo: | Para compreendermos a construção de uma Nova Agenda Securitária, e os respectivos potenciais contributos que o neorrealismo e, por acréscimo, que o realismo neoclássico têm a oferecer na mesma, devemos entender e apreender novos conceitos como, por exemplo, o da Segurança Humana, como processos analíticos descritivos e conceitos prescritivos ao mesmo tempo; como duas imagens sobrepostas. O Século XXI é marcado por uma materialização de diversos paradigmas que incorporam não só uma evolução complexa a nível de consciência social e política a nível internacional como integram também, em conjugação com essa evolução de consciência, diversos avanços técnicos e tecnológicos que eram apenas imaginados pela criatividade de alguns escritores há meros 20 anos. Estes paradigmas trouxeram e trazem alterações indeléveis à dinâmica interna e externa dos estados e às suas respectivas projecções securitárias. Seja no que concerne à análise, resposta ou doutrina, a digitalização da ameaça, em junção com a compreensão alargada e percepção unificada da existência efectiva de ameaças ecosistémicas (como exemplificado por Peter Stoett), levou a um novo e aprofundado entendimento multidimensional da Segurança. Este novo entendimento deve levar forçosamente a uma reforma, ou actualização, da Segurança (o conceito) e das propostas materiais (a praxis securitária) que esta deve conter. Achamos, assim, que o neorrealismo (e, de certa forma, o realismo neoclássico) tem um contributo de inegável relevo a oferecer nesta transformação e reavaliação, tanto teórica como prática, das prioridades securitárias e da agenda que estas devem ocupar. |
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| Autores principais: | Freitas, João Pedro Lopes Teixeira de |
| Assunto: | Neorrealismo Reformismo-Teórico Praxis Securitária Lógica Sistémica-Bipartida Segurança-Humana Ameaças Emergentes Hobbes Waltz Spykman Geopolítica Anarquia Estrutural Binómio-de-Segurança |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Para compreendermos a construção de uma Nova Agenda Securitária, e os respectivos potenciais contributos que o neorrealismo e, por acréscimo, que o realismo neoclássico têm a oferecer na mesma, devemos entender e apreender novos conceitos como, por exemplo, o da Segurança Humana, como processos analíticos descritivos e conceitos prescritivos ao mesmo tempo; como duas imagens sobrepostas. O Século XXI é marcado por uma materialização de diversos paradigmas que incorporam não só uma evolução complexa a nível de consciência social e política a nível internacional como integram também, em conjugação com essa evolução de consciência, diversos avanços técnicos e tecnológicos que eram apenas imaginados pela criatividade de alguns escritores há meros 20 anos. Estes paradigmas trouxeram e trazem alterações indeléveis à dinâmica interna e externa dos estados e às suas respectivas projecções securitárias. Seja no que concerne à análise, resposta ou doutrina, a digitalização da ameaça, em junção com a compreensão alargada e percepção unificada da existência efectiva de ameaças ecosistémicas (como exemplificado por Peter Stoett), levou a um novo e aprofundado entendimento multidimensional da Segurança. Este novo entendimento deve levar forçosamente a uma reforma, ou actualização, da Segurança (o conceito) e das propostas materiais (a praxis securitária) que esta deve conter. Achamos, assim, que o neorrealismo (e, de certa forma, o realismo neoclássico) tem um contributo de inegável relevo a oferecer nesta transformação e reavaliação, tanto teórica como prática, das prioridades securitárias e da agenda que estas devem ocupar. |
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