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Identificação de fatores que influenciam a persistência na terapêutica de uma doença crónica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Com o crescente envelhecimento da população tem-se verificado um aumento da incidência de doenças crónicas, geralmente associadas a condições debilitantes ou fisicamente dolorosas, levando por isso a uma redução da qualidade de vida dos doentes. Vários estudos mostram que a adesão e a persistência à terapêutica de doenças crónicas são fundamentais na melhoria dos resultados em saúde, sendo essencial compreender os fatores que as influenciam. No presente estudo pretende-se identificar os fatores que influenciam o tempo até à não persistência à terapêutica de uma determinada doença crónica. Diferentes famílias de modelos de sobrevivência são também exploradas, por forma a averiguar qual a que melhor descreve o tempo até ao acontecimento em estudo. Foram analisados dados de um estudo observacional prospetivo, no qual uma coorte de 360 indivíduos com uma dada doença crónica foi seguida por um período de 18 meses. Foram considerados na análise os fatores sociodemográficos e de saúde recolhidos aquando do recrutamento dos indivíduos. Numa fase preliminar da análise de sobrevivência foram utilizados métodos não paramétricos, através dos quais se verificou que apenas as variáveis Idade, Vive sozinho e Terapêutica se mostraram relevantes. A influência destes fatores no tempo até à não persistência foi estudada através do ajustamento e comparação dos resultados obtidos através do modelo de Cox, dos modelos paramétricos de Weibull, log-normal e log-logístico e dos modelos paramétricos flexíveis propostos por Royston e Parmar. Com a modelação paramétrica espera-se obter uma melhor compreensão do perfil de risco dos doentes ao longo do tempo. Com o modelo de Cox foram selecionadas apenas as variáveis Idade, Vive sozinho e Terapêutica como as que influenciam de forma significativa o tempo até à não persistência à terapêutica. A comparação dos gráficos das estimativas das funções de sobrevivência, obtidas pelos modelos paramétricos com uma covariável e pelos modelos flexíveis, mostra como a introdução de um spline cúbico com m nós internos aumenta bastante a flexibilidade dos modelos paramétricos. O aumento do número de nós internos incluídos no modelo (até um máximo de 3 nós) contribui para a obtenção de estimativas mais precisas, fazendo também diminuir o valor de AIC associado a cada modelo. Segundo este critério e optando pelo modelo mais parcimonioso, é o modelo flexível de riscos proporcionais com 2 nós internos que se revela o mais adequado, entre os modelos ajustados. Toda a análise estatística foi feita no software R versão 3.0.1.
Autores principais:Godinho, Ana Rita dos Santos
Assunto:Persistência à terapêutica para doença crónica Análise de sobrevivência Modelos flexíveis de Royston e Parmar Modelos paramétricos Modelo de Cox Teses de mestrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Com o crescente envelhecimento da população tem-se verificado um aumento da incidência de doenças crónicas, geralmente associadas a condições debilitantes ou fisicamente dolorosas, levando por isso a uma redução da qualidade de vida dos doentes. Vários estudos mostram que a adesão e a persistência à terapêutica de doenças crónicas são fundamentais na melhoria dos resultados em saúde, sendo essencial compreender os fatores que as influenciam. No presente estudo pretende-se identificar os fatores que influenciam o tempo até à não persistência à terapêutica de uma determinada doença crónica. Diferentes famílias de modelos de sobrevivência são também exploradas, por forma a averiguar qual a que melhor descreve o tempo até ao acontecimento em estudo. Foram analisados dados de um estudo observacional prospetivo, no qual uma coorte de 360 indivíduos com uma dada doença crónica foi seguida por um período de 18 meses. Foram considerados na análise os fatores sociodemográficos e de saúde recolhidos aquando do recrutamento dos indivíduos. Numa fase preliminar da análise de sobrevivência foram utilizados métodos não paramétricos, através dos quais se verificou que apenas as variáveis Idade, Vive sozinho e Terapêutica se mostraram relevantes. A influência destes fatores no tempo até à não persistência foi estudada através do ajustamento e comparação dos resultados obtidos através do modelo de Cox, dos modelos paramétricos de Weibull, log-normal e log-logístico e dos modelos paramétricos flexíveis propostos por Royston e Parmar. Com a modelação paramétrica espera-se obter uma melhor compreensão do perfil de risco dos doentes ao longo do tempo. Com o modelo de Cox foram selecionadas apenas as variáveis Idade, Vive sozinho e Terapêutica como as que influenciam de forma significativa o tempo até à não persistência à terapêutica. A comparação dos gráficos das estimativas das funções de sobrevivência, obtidas pelos modelos paramétricos com uma covariável e pelos modelos flexíveis, mostra como a introdução de um spline cúbico com m nós internos aumenta bastante a flexibilidade dos modelos paramétricos. O aumento do número de nós internos incluídos no modelo (até um máximo de 3 nós) contribui para a obtenção de estimativas mais precisas, fazendo também diminuir o valor de AIC associado a cada modelo. Segundo este critério e optando pelo modelo mais parcimonioso, é o modelo flexível de riscos proporcionais com 2 nós internos que se revela o mais adequado, entre os modelos ajustados. Toda a análise estatística foi feita no software R versão 3.0.1.