Publicação
Abordagem terapêutica e fatores de prognóstico na colite ulcerosa grave : um caso clínico
| Resumo: | A colite ulcerosa faz parte do espectro de doenças que constituem as doenças inflamatórias crónicas idiopáticas do intestino, em conjunto com a doença de Crohn. É uma doença do foro autoimune, que surge habitualmente no adolescente ou jovem adulto, e está associada a manifestações intestinais e extraintestinais. Associa-se a uma grande morbilidade, redução da qualidade de vida e risco aumentado de neoplasia colorretal. A gestão destes doentes nem sempre é fácil, principalmente pelo facto desta doença não ter cura e por muitas vezes ser difícil a sua estabilização. Os doentes com fenótipos graves da doença são sem dúvida um desafio para o gastrenterologista, com necessidade de instituição de várias terapêuticas imunossupressoras e uma vigilância bastante apertada pelo risco alto de descompensação. Nas últimas duas décadas, a terapêutica destes doentes tem sofrido bastantes alterações, com o maior conhecimento fisiopatológico da doença, o que permitiu a introdução de novos fármacos e alterar bastante a sobrevida destes doentes, mesmo naqueles com doença grave. Este mesmo conhecimento tem permitido também perceber quais os doentes que poderão ou não beneficiar de certas terapêuticas, e assim fazer uma medicina mais adequada ao doente, e quais aqueles em que a progressão da doença será mais preocupante, permitindo determinar estratégias de tratamento e vigilância mais apertadas. Apresenta-se aqui um caso clínico de uma doente jovem com diagnóstico de colite ulcerosa grave, explicitando o seu percurso clínico ao longo dos anos, mostrando a importância da terapêutica biológica para controlo destes casos e do contributo dos fatores de prognóstico que ajudam a determinar a melhor abordagem nestes casos, controlando a doença e evitando a cirurgia como último recurso. |
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| Autores principais: | Luz, João Manuel Mirinha da |
| Assunto: | Colite ulcerosa Terapêutica biológica Vedolizumab Cirurgia Neoplasia colorretal |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A colite ulcerosa faz parte do espectro de doenças que constituem as doenças inflamatórias crónicas idiopáticas do intestino, em conjunto com a doença de Crohn. É uma doença do foro autoimune, que surge habitualmente no adolescente ou jovem adulto, e está associada a manifestações intestinais e extraintestinais. Associa-se a uma grande morbilidade, redução da qualidade de vida e risco aumentado de neoplasia colorretal. A gestão destes doentes nem sempre é fácil, principalmente pelo facto desta doença não ter cura e por muitas vezes ser difícil a sua estabilização. Os doentes com fenótipos graves da doença são sem dúvida um desafio para o gastrenterologista, com necessidade de instituição de várias terapêuticas imunossupressoras e uma vigilância bastante apertada pelo risco alto de descompensação. Nas últimas duas décadas, a terapêutica destes doentes tem sofrido bastantes alterações, com o maior conhecimento fisiopatológico da doença, o que permitiu a introdução de novos fármacos e alterar bastante a sobrevida destes doentes, mesmo naqueles com doença grave. Este mesmo conhecimento tem permitido também perceber quais os doentes que poderão ou não beneficiar de certas terapêuticas, e assim fazer uma medicina mais adequada ao doente, e quais aqueles em que a progressão da doença será mais preocupante, permitindo determinar estratégias de tratamento e vigilância mais apertadas. Apresenta-se aqui um caso clínico de uma doente jovem com diagnóstico de colite ulcerosa grave, explicitando o seu percurso clínico ao longo dos anos, mostrando a importância da terapêutica biológica para controlo destes casos e do contributo dos fatores de prognóstico que ajudam a determinar a melhor abordagem nestes casos, controlando a doença e evitando a cirurgia como último recurso. |
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