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Estudo VEDOSS : fatores preditores de progressão para esclerose sistémica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução/objetivo: A esclerose sistémica (SSc) é uma doença do tecido conjuntivo, multissistémica rara, com manifestações graves e potencialmente fatais. Os critérios para Very Early Diagnosis of Systemic Sclerosis (VEDOSS) foram desenvolvidos com o objetivo de identificar formas muito precoces de SSc, permitindo uma abordagem precoce e melhoria do prognóstico destes doentes. Existe ainda dificuldade em identificar os doentes que cumprem critérios VEDOSS que irão progredir para SSc definitiva. O objetivo primário deste estudo foi identificar os fatores preditores de progressão de VEDOSS para SSc. Materiais e métodos: Este é um estudo observacional retrospetivo de uma amostra de doentes registados na plataforma nacional de registo dos doentes reumáticos (Reuma.pt), que apresentavam critérios para VEDOSS no início do seguimento na consulta externa de reumatologia do Hospital de Santa Maria (HSM). Foi realizada uma caraterização demográfica, clínica e serológica da população e foram comparados os dados entre o grupo que não progrediu e o que progrediu para SSc. Resultados: No total, 94 doentes foram incluídos, 95.7% do sexo feminino, com uma idade média de 62.0 ± 13.6 anos. O fenómeno de Raynaud foi a manifestação mais frequente (98.9%). 49 dos 94 doentes com VEDOSS progrediram para SSc. A presença de puffy fingers e de alterações na capilaroscopia, os diferentes padrões capilaroscópicos e uma pontuação mais elevada nos Critérios de Classificação da American College of Rheumatology /European League Against Rheumatism (ACR/EULAR) de SSc de 2013, no início do seguimento dos doentes que cumpriam critérios VEDOSS, foram identificados como fatores preditores de progressão para SSc. Conclusão: A identificação dos fatores preditores de progressão para SSc permite selecionar os doentes que irão beneficiar de um seguimento mais apertado e uma intervenção terapêutica precoce, com o objetivo de atrasar a progressão da doença.
Autores principais:Basílio, Carolina Ornelas
Assunto:Esclerose sistémica (SSc) Very Early Diagnosis of Systemic Sclerosis (VEDOSS) Fenómeno de Raynaud Puffy fingers Capilaroscopia Reumatologia
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução/objetivo: A esclerose sistémica (SSc) é uma doença do tecido conjuntivo, multissistémica rara, com manifestações graves e potencialmente fatais. Os critérios para Very Early Diagnosis of Systemic Sclerosis (VEDOSS) foram desenvolvidos com o objetivo de identificar formas muito precoces de SSc, permitindo uma abordagem precoce e melhoria do prognóstico destes doentes. Existe ainda dificuldade em identificar os doentes que cumprem critérios VEDOSS que irão progredir para SSc definitiva. O objetivo primário deste estudo foi identificar os fatores preditores de progressão de VEDOSS para SSc. Materiais e métodos: Este é um estudo observacional retrospetivo de uma amostra de doentes registados na plataforma nacional de registo dos doentes reumáticos (Reuma.pt), que apresentavam critérios para VEDOSS no início do seguimento na consulta externa de reumatologia do Hospital de Santa Maria (HSM). Foi realizada uma caraterização demográfica, clínica e serológica da população e foram comparados os dados entre o grupo que não progrediu e o que progrediu para SSc. Resultados: No total, 94 doentes foram incluídos, 95.7% do sexo feminino, com uma idade média de 62.0 ± 13.6 anos. O fenómeno de Raynaud foi a manifestação mais frequente (98.9%). 49 dos 94 doentes com VEDOSS progrediram para SSc. A presença de puffy fingers e de alterações na capilaroscopia, os diferentes padrões capilaroscópicos e uma pontuação mais elevada nos Critérios de Classificação da American College of Rheumatology /European League Against Rheumatism (ACR/EULAR) de SSc de 2013, no início do seguimento dos doentes que cumpriam critérios VEDOSS, foram identificados como fatores preditores de progressão para SSc. Conclusão: A identificação dos fatores preditores de progressão para SSc permite selecionar os doentes que irão beneficiar de um seguimento mais apertado e uma intervenção terapêutica precoce, com o objetivo de atrasar a progressão da doença.