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Inside Out, Ljubljana

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Resumo:“It is difficult to design a space that will not attract people. What is remarkable is how often this has been accomplished.” - William H. Whyte “É difícil conceber um espaço que não atraia pessoas. O que é notável é a frequência com que isto tem sido conseguido”. - William H. Whyte Vazio urbano sempre foi associado a um espaço vacante, um lugar abandonado ao tempo do qual ditará o seu futuro. Porém, são espaços com uma história, uma vivência que se perdeu que pode ser recuperada através de uma análise do problema e qual a solução. A questão prende-se: que condições um vazio reúne para ter potencial? Quais as suas origens? E até que ponto pode ser inserido na comunidade local, não como uma peça aderente, mas sim algo que faça parte da cidade, da sua cultura e da sua comunidade? Ljubljana é uma cidade desenhada em torno da natureza, onde um rio comunica com as várias ruas que se desdobram e vão ao seu encontro, sem esquecer as cores vivas das fachadas e do verde das árvores, que contrastam com o azul-esverdeado. A proposta pretende atuar num quarteirão junto à fronteira entre o tecido medieval e o moderno, onde as várias intervenções acabaram por isolar o quarteirão cada vez mais, deixando um espaço negligenciado ao longo dos séculos, destruindo um eixo que dera origem ao mesmo. Desta forma, questiona-se como se pode revitalizar um bloco, mais propriamente um vazio gerado no seu interior, onde o seu eixo é apenas uma memória nas fachadas que o intersectam. Pretende-se a abertura do invisível para o visível, de pegar num espaço que cresceu numa bolha, resultado de uma apropriação não qualificada do local, conferindo características de mão uso, levando ao abandono e desinteresse do local pela comunidade. Sendo necessário conectá-lo sem destruir a sua memória e identidade, deste modo, o lugar deixa de ser um estranho corpo no quarteirão e sim um espaço pertencente a este e à cidade. A proposta visa manter o eixo que o criou, conferindo um novo olhar sobre o mesmo, de onde este se volta a recontar à cidade através de uma análise que visa continuar o legado deixado pelo homem que revolucionou Ljubljana, conferindo-lhe o ar que hoje têm. O projeto assume-se como uma mera ferramenta na resolução de um vazio, onde o importante não é o objeto, mas sim as vivências que se cria e o que este traz para a comunidade, onde o objeto torna-se invisível e o espaço visível.
Autores principais:Fachada, Vasco Principe Soeiro
Assunto:Vazio Fronteira Memória Espacialidade Invisibilidade
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:“It is difficult to design a space that will not attract people. What is remarkable is how often this has been accomplished.” - William H. Whyte “É difícil conceber um espaço que não atraia pessoas. O que é notável é a frequência com que isto tem sido conseguido”. - William H. Whyte Vazio urbano sempre foi associado a um espaço vacante, um lugar abandonado ao tempo do qual ditará o seu futuro. Porém, são espaços com uma história, uma vivência que se perdeu que pode ser recuperada através de uma análise do problema e qual a solução. A questão prende-se: que condições um vazio reúne para ter potencial? Quais as suas origens? E até que ponto pode ser inserido na comunidade local, não como uma peça aderente, mas sim algo que faça parte da cidade, da sua cultura e da sua comunidade? Ljubljana é uma cidade desenhada em torno da natureza, onde um rio comunica com as várias ruas que se desdobram e vão ao seu encontro, sem esquecer as cores vivas das fachadas e do verde das árvores, que contrastam com o azul-esverdeado. A proposta pretende atuar num quarteirão junto à fronteira entre o tecido medieval e o moderno, onde as várias intervenções acabaram por isolar o quarteirão cada vez mais, deixando um espaço negligenciado ao longo dos séculos, destruindo um eixo que dera origem ao mesmo. Desta forma, questiona-se como se pode revitalizar um bloco, mais propriamente um vazio gerado no seu interior, onde o seu eixo é apenas uma memória nas fachadas que o intersectam. Pretende-se a abertura do invisível para o visível, de pegar num espaço que cresceu numa bolha, resultado de uma apropriação não qualificada do local, conferindo características de mão uso, levando ao abandono e desinteresse do local pela comunidade. Sendo necessário conectá-lo sem destruir a sua memória e identidade, deste modo, o lugar deixa de ser um estranho corpo no quarteirão e sim um espaço pertencente a este e à cidade. A proposta visa manter o eixo que o criou, conferindo um novo olhar sobre o mesmo, de onde este se volta a recontar à cidade através de uma análise que visa continuar o legado deixado pelo homem que revolucionou Ljubljana, conferindo-lhe o ar que hoje têm. O projeto assume-se como uma mera ferramenta na resolução de um vazio, onde o importante não é o objeto, mas sim as vivências que se cria e o que este traz para a comunidade, onde o objeto torna-se invisível e o espaço visível.