Publicação
Utilização de matérias-primas não convencionais oriundas de São Tomé e Príncipe no contexto da alimentação de aves e suínos
| Resumo: | Este trabalho tem como objectivo estimar o valor nutricional de 25 amostras de matérias-primas de origem tropical provenientes de São Tomé e Príncipe (STP) e do comércio local com vista a equacionar a sua utilização como matérias-primas não convencionais em regimes alimentares de aves e suínos. O objectivo é conseguir uma alternativa aos alimentos convencionais utilizados nas rações e consequentemente reduzir os custos da alimentação animal, e não fazer concorrência aos alimentos consumidos pela população local. Utilizaram-se o cacau (casca, semente com casca e sem casca), a copra (farinha e casca), a matabala (miolo e casca+miolo), a fruta-pão, a Moringa oleifera, a farinha de peixe, o caule de bananeira - matérias provenientes de STP; a batata-doce, o gengibre, a farinha de milho, milho para pipocas, feijão vermelho, feijão preto, amendoim (semente e casca), banana (plátano, da Madeira, verde e madura) – matérias-primas comerciais; e sementes de tabaco e de Paspalum dilatatum – matérias-primas provenientes de sub-produtos da indústria. Através de análises laboratoriais das matérias-primas procedeu-se à determinação da matéria seca, cinza, fibra bruta, proteína bruta, gordura bruta com vista à incorporação destas em regimes alimentares para aves e suínos. Procedeu-se igualmente à determinação da digestibilidade in vitro de algumas das amostras: farinha de copra, semente de cacau sem casca, banana (entre outras) por serem as produções mais abundantes em STP, e de semente de tabaco e semente de Paspalum dilatatum por existirem poucos estudos sobre estas matérias no que concerne à alimentação animal. Assim, por exemplo, a farinha de copra apresenta um teor de proteína bruta (PB) de 24,2% e digestibilidade da proteína bruta (Dig. PB) de 86,9%, estando de acordo com os valores de literatura (15-25% e 70,9% respectivamente); e a banana apresenta 5,1% de PB e uma Dig. PB de 52,6% estando em conformidade com os valores de literatura (5,3% e 46,9% respectivamente). Os resultados obtidos apontam para a possibilidade da utilização das matérias-primas analisadas na formulação de regimes alimentares para monogástricos, uma vez que as exigências nutricionais de PB de aves e suínos variam entre 16 a 21% e 11 a 21% respectivamente. No entanto é essencial alargar o estudo à análise de aminoácidos para confirmação dos teores de incorporação |
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| Autores principais: | Botelho, Joana Lopes Correia |
| Assunto: | alimentação monogástricos São Tomé e Príncipe matérias-primas não convencionais sub-produtos |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Este trabalho tem como objectivo estimar o valor nutricional de 25 amostras de matérias-primas de origem tropical provenientes de São Tomé e Príncipe (STP) e do comércio local com vista a equacionar a sua utilização como matérias-primas não convencionais em regimes alimentares de aves e suínos. O objectivo é conseguir uma alternativa aos alimentos convencionais utilizados nas rações e consequentemente reduzir os custos da alimentação animal, e não fazer concorrência aos alimentos consumidos pela população local. Utilizaram-se o cacau (casca, semente com casca e sem casca), a copra (farinha e casca), a matabala (miolo e casca+miolo), a fruta-pão, a Moringa oleifera, a farinha de peixe, o caule de bananeira - matérias provenientes de STP; a batata-doce, o gengibre, a farinha de milho, milho para pipocas, feijão vermelho, feijão preto, amendoim (semente e casca), banana (plátano, da Madeira, verde e madura) – matérias-primas comerciais; e sementes de tabaco e de Paspalum dilatatum – matérias-primas provenientes de sub-produtos da indústria. Através de análises laboratoriais das matérias-primas procedeu-se à determinação da matéria seca, cinza, fibra bruta, proteína bruta, gordura bruta com vista à incorporação destas em regimes alimentares para aves e suínos. Procedeu-se igualmente à determinação da digestibilidade in vitro de algumas das amostras: farinha de copra, semente de cacau sem casca, banana (entre outras) por serem as produções mais abundantes em STP, e de semente de tabaco e semente de Paspalum dilatatum por existirem poucos estudos sobre estas matérias no que concerne à alimentação animal. Assim, por exemplo, a farinha de copra apresenta um teor de proteína bruta (PB) de 24,2% e digestibilidade da proteína bruta (Dig. PB) de 86,9%, estando de acordo com os valores de literatura (15-25% e 70,9% respectivamente); e a banana apresenta 5,1% de PB e uma Dig. PB de 52,6% estando em conformidade com os valores de literatura (5,3% e 46,9% respectivamente). Os resultados obtidos apontam para a possibilidade da utilização das matérias-primas analisadas na formulação de regimes alimentares para monogástricos, uma vez que as exigências nutricionais de PB de aves e suínos variam entre 16 a 21% e 11 a 21% respectivamente. No entanto é essencial alargar o estudo à análise de aminoácidos para confirmação dos teores de incorporação |
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