Publicação
Contributo para o estudo dos determinantes genéticos na suscetiblidade e resposta à terapêutica na asma
| Resumo: | A asma é uma doença inflamatória crónica das vias respiratórias caracterizada por uma obstrução brônquica reversível e que desencadeia episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto torácico e tosse. A patogénese da asma associa-se a mecanismos moleculares e celulares da inflamação característicos de uma resposta de linfócitos auxiliares do tipo Th2. Esta é uma doença que afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo de todas as idades e etnias. Em Portugal estima-se que a asma afete 10% da população. A asma é uma doença heterogénea, com uma forte relação entre fatores ambientais e fatores genéticos. Os estudos genéticos são importantes pois permitem associar polimorfismos genéticos ao desenvolvimento da doença e à variabilidade interpessoal na resposta à terapêutica. Estima-se que cerca de 80% da variabilidade na resposta a terapêutica tem uma base genética. Neste âmbito estudou-se o polimorfismo de repetição de 27 pb no intrão 4 do gene da sintase do óxido nítrico endotelial (eNOS), uma enzima envolvida na formação do óxido nítrico, e os polimorfismos de uma única base no codão 16 e 27 do gene do recetor β2-adrenérgico (ADRβ2) que está envolvido no relaxamento do músculo liso das vias aéreas e é o alvo de alguns dos medicamentos usados no tratamento da doença. Existem diferenças significativas na distribuição genotípica da eNOS entre asmáticos e o grupo controlo (p=0,016) e um dos genótipos (aa) representa-se como um fator de proteção para a doença (OR=0,095; IC=0,012 a 0,727). Não foi encontrada nenhuma associação entre os polimorfismos da eNOS e do ADRβ2 e a resposta à terapêutica Os resultados sugerem que existe uma associação entre o polimorfismo de repetição do gene eNOS e a suscetibilidade para asma, embora este resultado esteja condicionado pela escolha do grupo controlo, e que os polimorfismos estudados não têm influência no controlo da doença. |
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| Autores principais: | Albuquerque, José Miguel Beirão de, 1989- |
| Assunto: | Biologia molecular Asma Polimorfismo genético Farmacogenética Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A asma é uma doença inflamatória crónica das vias respiratórias caracterizada por uma obstrução brônquica reversível e que desencadeia episódios recorrentes de sibilância, dispneia, aperto torácico e tosse. A patogénese da asma associa-se a mecanismos moleculares e celulares da inflamação característicos de uma resposta de linfócitos auxiliares do tipo Th2. Esta é uma doença que afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo de todas as idades e etnias. Em Portugal estima-se que a asma afete 10% da população. A asma é uma doença heterogénea, com uma forte relação entre fatores ambientais e fatores genéticos. Os estudos genéticos são importantes pois permitem associar polimorfismos genéticos ao desenvolvimento da doença e à variabilidade interpessoal na resposta à terapêutica. Estima-se que cerca de 80% da variabilidade na resposta a terapêutica tem uma base genética. Neste âmbito estudou-se o polimorfismo de repetição de 27 pb no intrão 4 do gene da sintase do óxido nítrico endotelial (eNOS), uma enzima envolvida na formação do óxido nítrico, e os polimorfismos de uma única base no codão 16 e 27 do gene do recetor β2-adrenérgico (ADRβ2) que está envolvido no relaxamento do músculo liso das vias aéreas e é o alvo de alguns dos medicamentos usados no tratamento da doença. Existem diferenças significativas na distribuição genotípica da eNOS entre asmáticos e o grupo controlo (p=0,016) e um dos genótipos (aa) representa-se como um fator de proteção para a doença (OR=0,095; IC=0,012 a 0,727). Não foi encontrada nenhuma associação entre os polimorfismos da eNOS e do ADRβ2 e a resposta à terapêutica Os resultados sugerem que existe uma associação entre o polimorfismo de repetição do gene eNOS e a suscetibilidade para asma, embora este resultado esteja condicionado pela escolha do grupo controlo, e que os polimorfismos estudados não têm influência no controlo da doença. |
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