Publicação
Desenvolvimento de dosímetros de cintilador de plástico para dosimetria em tomossíntese
| Resumo: | O cancro da mama, embora não constitua a neoplasia com a maior taxa de mortalidade, é altamente incidente na população feminina mundial. Em particular, surgem actualmente cerca de 4500 novos casos por ano em Portugal, num universo de aproximadamente 5 milhões de mulheres. A tomossíntese é um método de diagnóstico que permite a reconstrução da imagem da mama a partir de diferentes projecções radiográficas. Esta técnica imagiológica utiliza radiação ionizante para a obtenção de imagens, sendo por isso necessária uma monitorização dos níveis de dose administrados ao paciente. No âmbito clínico, a escolha de um dosímetro para rastreio da dose obedece a vários parâmetros, nomeadamente a adequação às energias de radiação utilizadas, segurança, bem como a facilidade de acomodação do dispositivo durante a medição. Os dosímetros de cintilador de plástico conferem diversas vantagens sob este ponto de vista: a sua densidade é próxima da densidade da água (que por sua vez é próxima da densidade dos tecidos corporais), exibem ainda uma relação de linearidade e boa sensibilidade na gama de energias utilizadas em radiologia (inferior a 150 keV), podem ser de pequenas dimensões e são relativamente transparentes à imagem radiográfica. Neste trabalho é desenvolvido um dosímetro de cintilador de plástico para monitorização da dose em exames de tomossíntese. Foram testados três diferentes plásticos de cintilação:BC-404 e BCF-60 (Saint-Gobain) e RP-200A (Rexon), assim como dois fotodetectores distintos: um fotomultiplicador R647P (Hamamatsu) e um fotodíodo S9195 (Hamamatsu). Os testes realizados às diferentes combinações de cintiladores e fotodetectores têm como objectivo optimizar o dispositivo de detecção. Os mesmos foram realizados em ambiente laboratorial e, posteriormente, em ambiente clínico. O estudo permitiu concluir que a combinação cintilador-fotodetector que possibilita uma melhor monitorização da dose consiste no acoplamento do cintilador BC-404 com o fotomultipicador R647. As vantagens desta combinação traduzem-se numa maior sensibilidade do dosímetro, linearidade de resposta e numa dependência energética muito pouco significativa nas energias utilizadas em ambiente clínico. Observou-se ainda que para os três cintiladores, o coeficiente de dependência em temperatura nunca excedeu 0.6% °C1 para um intervalo de temperaturas de 0 a 40 °C. |
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| Autores principais: | Antunes, João Bernardo Pires |
| Assunto: | Cintilador Dosimetria Tomossíntese Fotodetector Optimização de dosímetro Teses de mestrado - 2016 |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O cancro da mama, embora não constitua a neoplasia com a maior taxa de mortalidade, é altamente incidente na população feminina mundial. Em particular, surgem actualmente cerca de 4500 novos casos por ano em Portugal, num universo de aproximadamente 5 milhões de mulheres. A tomossíntese é um método de diagnóstico que permite a reconstrução da imagem da mama a partir de diferentes projecções radiográficas. Esta técnica imagiológica utiliza radiação ionizante para a obtenção de imagens, sendo por isso necessária uma monitorização dos níveis de dose administrados ao paciente. No âmbito clínico, a escolha de um dosímetro para rastreio da dose obedece a vários parâmetros, nomeadamente a adequação às energias de radiação utilizadas, segurança, bem como a facilidade de acomodação do dispositivo durante a medição. Os dosímetros de cintilador de plástico conferem diversas vantagens sob este ponto de vista: a sua densidade é próxima da densidade da água (que por sua vez é próxima da densidade dos tecidos corporais), exibem ainda uma relação de linearidade e boa sensibilidade na gama de energias utilizadas em radiologia (inferior a 150 keV), podem ser de pequenas dimensões e são relativamente transparentes à imagem radiográfica. Neste trabalho é desenvolvido um dosímetro de cintilador de plástico para monitorização da dose em exames de tomossíntese. Foram testados três diferentes plásticos de cintilação:BC-404 e BCF-60 (Saint-Gobain) e RP-200A (Rexon), assim como dois fotodetectores distintos: um fotomultiplicador R647P (Hamamatsu) e um fotodíodo S9195 (Hamamatsu). Os testes realizados às diferentes combinações de cintiladores e fotodetectores têm como objectivo optimizar o dispositivo de detecção. Os mesmos foram realizados em ambiente laboratorial e, posteriormente, em ambiente clínico. O estudo permitiu concluir que a combinação cintilador-fotodetector que possibilita uma melhor monitorização da dose consiste no acoplamento do cintilador BC-404 com o fotomultipicador R647. As vantagens desta combinação traduzem-se numa maior sensibilidade do dosímetro, linearidade de resposta e numa dependência energética muito pouco significativa nas energias utilizadas em ambiente clínico. Observou-se ainda que para os três cintiladores, o coeficiente de dependência em temperatura nunca excedeu 0.6% °C1 para um intervalo de temperaturas de 0 a 40 °C. |
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