Publicação
Queda de árvores motivada por ventos fortes em Lisboa
| Resumo: | A presença de árvores nas cidades traz benefícios, mas pode também causar danos humanos e materiais devido à sua queda. Em Lisboa a queda de árvores e ramos é frequente e tem aumentado nos últimos anos. Este estudo dá continuidade ao trabalho iniciado sobre este tema pelo Projecto UrbKlim do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa. A actualização da base de dados com as quedas de 2007 e 2008, fornecida pelo Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, permitiu adicionar 436 ocorrências, divididas por quedas de árvores e ramos e separadas por direcções predominantes de vento forte e por estação do ano. Efectuou-se um estudo das quedas por rumo de vento, segundo a orientação das ruas da cidade de Lisboa, para determinar a relevância da orientação das ruas no número de ocorrências. Efectuou-se igualmente a análise do número de eventos de vento forte nos anos em estudo (1990-2008) e elaboraram-se mapas de perigosidade, vulnerabilidade e risco. Foram estimados os custos associados aos danos provocados pela queda de árvores sobre viaturas estacionadas na via pública e analisados relatos de ocorrências na comunicação social para avaliar a forma como os “media” transmitem e comentam estas ocorrências e o grau de adequação dos avisos de alerta feitos, nesses meios de comunicação, às populações. Concluiu-se que o número de quedas nos dois últimos anos mantém a tendência de subida, havendo mais quedas em zonas onde existem mais árvores e com maior propensão em ruas de orientação Norte/Sul, continuando-se a verificar mais quedas no Outono, e nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro. O aumento de quedas também pode estar ligado a causas fitossanitárias, mas sem investigação nesse campo, o vento continua a ser o elemento que explica mais consistentemente as quedas de árvores. Com o regime de Nortada caem mais ramos e pernadas, e o rumo Sul e Sudoeste apresenta maior número de viaturas danificadas segundo a orientação das ruas. Não obstante o período estudado ser muito pequeno para se verificar uma regra, a análise dos eventos de vento forte pressupõe que o número de eventos alterna entre valores máximos e mínimos, num ciclo de 4 a 5 anos. O custo médio por viatura danificada calculou-se em 1817€, valor que foi utilizado para o cálculo do risco de quedas que atingem viaturas. A informação transmitida pelos jornais é na maioria dos casos realista mas o grau de alerta às populações não é o mais adequado. O mapa de perigosidade confirmou quatro áreas de maior perigo de queda de árvores, coincidentes com o estudo anterior. A principal situa-se entre o Aeroporto e a Baixa com sentido geral Norte/Sul, situação confirmada nos mapas de vulnerabilidade e de risco, as outras nas freguesias de Campo de Ourique, Olivais e Chelas, e Benfica. O município não investe em melhoramentos no parque arbóreo, preferindo o pagamento dos prejuízos causados pelas tempestades de vento. No futuro é importante desenvolver um plano de alerta e informação para a cidade quando em condições de ventos fortes. |
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| Autores principais: | Ribeiro, Paulo José do Rosário, 1971- |
| Assunto: | Árvores - Efeitos do vento - Lisboa (Portugal) Tempestades - Medidas de segurança Teses de mestrado - 2011 |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presença de árvores nas cidades traz benefícios, mas pode também causar danos humanos e materiais devido à sua queda. Em Lisboa a queda de árvores e ramos é frequente e tem aumentado nos últimos anos. Este estudo dá continuidade ao trabalho iniciado sobre este tema pelo Projecto UrbKlim do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa. A actualização da base de dados com as quedas de 2007 e 2008, fornecida pelo Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, permitiu adicionar 436 ocorrências, divididas por quedas de árvores e ramos e separadas por direcções predominantes de vento forte e por estação do ano. Efectuou-se um estudo das quedas por rumo de vento, segundo a orientação das ruas da cidade de Lisboa, para determinar a relevância da orientação das ruas no número de ocorrências. Efectuou-se igualmente a análise do número de eventos de vento forte nos anos em estudo (1990-2008) e elaboraram-se mapas de perigosidade, vulnerabilidade e risco. Foram estimados os custos associados aos danos provocados pela queda de árvores sobre viaturas estacionadas na via pública e analisados relatos de ocorrências na comunicação social para avaliar a forma como os “media” transmitem e comentam estas ocorrências e o grau de adequação dos avisos de alerta feitos, nesses meios de comunicação, às populações. Concluiu-se que o número de quedas nos dois últimos anos mantém a tendência de subida, havendo mais quedas em zonas onde existem mais árvores e com maior propensão em ruas de orientação Norte/Sul, continuando-se a verificar mais quedas no Outono, e nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro. O aumento de quedas também pode estar ligado a causas fitossanitárias, mas sem investigação nesse campo, o vento continua a ser o elemento que explica mais consistentemente as quedas de árvores. Com o regime de Nortada caem mais ramos e pernadas, e o rumo Sul e Sudoeste apresenta maior número de viaturas danificadas segundo a orientação das ruas. Não obstante o período estudado ser muito pequeno para se verificar uma regra, a análise dos eventos de vento forte pressupõe que o número de eventos alterna entre valores máximos e mínimos, num ciclo de 4 a 5 anos. O custo médio por viatura danificada calculou-se em 1817€, valor que foi utilizado para o cálculo do risco de quedas que atingem viaturas. A informação transmitida pelos jornais é na maioria dos casos realista mas o grau de alerta às populações não é o mais adequado. O mapa de perigosidade confirmou quatro áreas de maior perigo de queda de árvores, coincidentes com o estudo anterior. A principal situa-se entre o Aeroporto e a Baixa com sentido geral Norte/Sul, situação confirmada nos mapas de vulnerabilidade e de risco, as outras nas freguesias de Campo de Ourique, Olivais e Chelas, e Benfica. O município não investe em melhoramentos no parque arbóreo, preferindo o pagamento dos prejuízos causados pelas tempestades de vento. No futuro é importante desenvolver um plano de alerta e informação para a cidade quando em condições de ventos fortes. |
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