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Válvula aórtica bicúspide submetida a cirurgia cardíaca : uma população portuguesa

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A Válvula Aórtica Bicúspide (VAB) é uma das malformações cardíacas mais prevalentes no mundo. No entanto, são ainda insuficientes os trabalhos de caracterização de populações com VAB submetidas a cirurgia cardíaca. Objetivos: Caracterizar uma população com VAB submetida a cirurgia cardíaca; analisar diferenças ecocardiográficas de VAB estenosantes e regurgitantes; aferir a taxa de intervenção concomitante na aorta. Métodos: Foi recolhida informação clínica, incluindo parâmetros ecocardiográficos pré-operatórios de doentes com VAB submetidos a cirurgia e dados clínicos intraoperatórios. Resultados: Foram incluídos no estudo 133 doentes, com uma mediana de idades de 62 anos. O grupo com predominância de regurgitação teve uma idade mediana 7.5 anos inferior à da totalidade da população. O sexo masculino foi o mais prevalente (75.19%). As comorbilidades mais frequentes foram: (1) Hipertensão Arterial (54.14%), com uma prevalência significativamente menor no grupo da regurgitação (34.61%) quando comparado com os restantes (p=0.03); (2) Dislipidemia, com especial enfoque no grupo com estenose (45.98%), com uma prevalência duas a três vezes superior à dos restantes grupos (p=0.009). No que à morfologia diz respeito, verificou-se um predomínio da VAB tipo 1 de Sievers (61.03%). O diâmetro anular foi significativamente maior nos doentes com estenose e regurgitação concomitantes (41 mm vs “Estenose” – 34 mm vs “Regurgitação” – 36 mm, p=0.02). Não se verificou diferença estatisticamente significativa no diâmetro da aorta ascendente. Os doentes com VAB regurgitante foram mais vezes alvo de intervenção cirúrgica na aorta do que os com VAB estenosante (p=0.04). A cirurgia mais frequente na VAB estenosante foi a substituição da aorta ascendente (63%) e na VAB regurgitante foi a cirurgia de Bentall (64%). Conclusão: Neste estudo verificou-se que os doentes com VAB regurgitante têm maior taxa de intervenção na aorta, quando comparado com VAB estenosante. Quando intervencionados, a cirurgia é também mais complexa.
Autores principais:Costa, David Ribeiro Pinheiro de Mendonça
Assunto:Válvula aórtica bicúspide Regurgitação aórtica Estenose aórtica Cirurgia cardíaca Cirurgia aórtica Cardiologia
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A Válvula Aórtica Bicúspide (VAB) é uma das malformações cardíacas mais prevalentes no mundo. No entanto, são ainda insuficientes os trabalhos de caracterização de populações com VAB submetidas a cirurgia cardíaca. Objetivos: Caracterizar uma população com VAB submetida a cirurgia cardíaca; analisar diferenças ecocardiográficas de VAB estenosantes e regurgitantes; aferir a taxa de intervenção concomitante na aorta. Métodos: Foi recolhida informação clínica, incluindo parâmetros ecocardiográficos pré-operatórios de doentes com VAB submetidos a cirurgia e dados clínicos intraoperatórios. Resultados: Foram incluídos no estudo 133 doentes, com uma mediana de idades de 62 anos. O grupo com predominância de regurgitação teve uma idade mediana 7.5 anos inferior à da totalidade da população. O sexo masculino foi o mais prevalente (75.19%). As comorbilidades mais frequentes foram: (1) Hipertensão Arterial (54.14%), com uma prevalência significativamente menor no grupo da regurgitação (34.61%) quando comparado com os restantes (p=0.03); (2) Dislipidemia, com especial enfoque no grupo com estenose (45.98%), com uma prevalência duas a três vezes superior à dos restantes grupos (p=0.009). No que à morfologia diz respeito, verificou-se um predomínio da VAB tipo 1 de Sievers (61.03%). O diâmetro anular foi significativamente maior nos doentes com estenose e regurgitação concomitantes (41 mm vs “Estenose” – 34 mm vs “Regurgitação” – 36 mm, p=0.02). Não se verificou diferença estatisticamente significativa no diâmetro da aorta ascendente. Os doentes com VAB regurgitante foram mais vezes alvo de intervenção cirúrgica na aorta do que os com VAB estenosante (p=0.04). A cirurgia mais frequente na VAB estenosante foi a substituição da aorta ascendente (63%) e na VAB regurgitante foi a cirurgia de Bentall (64%). Conclusão: Neste estudo verificou-se que os doentes com VAB regurgitante têm maior taxa de intervenção na aorta, quando comparado com VAB estenosante. Quando intervencionados, a cirurgia é também mais complexa.