Publicação
Antibiotic prophylaxis and infection treatment in cephalic duodenopancreatectomy : case series from a tertiary hospital in Portugal (2017-2020) and protocol proposal
| Resumo: | Apesar dos avanços na técnica cirúrgica da duodenopancreatectomia cefálica, as complicações peri-operatórias continuam a ser uma causa major de morbimortalidade nestes doentes. As infeções são como as mais comuns e requerem, muitas vezes, longos cursos de antibioterapia, prolongando os internamentos e custos inerentes. Este trabalho visa analisar a casuística do Hospital de Santa Maria entre 2017 e 2020, por forma a traçar o perfil microbiológico e o padrão de resistência das bacteriobilias e das infeções e os fatores preditores de infeção nestes doentes, nomeadamente no que concerne a meios complementares de diagnóstico invasivos. Interpretando os dados, pretendemos definir novas estratégias para adequar a profilaxia cirúrgica e o tratamento empírico das complicações infecciosas, ajustando-os à epidemiologia local, conforme já sugerido em estudos anteriores. De acordo com o nosso estudo, a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica aumenta a taxa de bacteriobilia. A profilaxia cirúrgica preconizada nas guidelines internacionais tem uma taxa de eficácia de 5.9%. Propomos a colheita de amostras de bílis pós-manipulação em CPRE e estudo de colonização retal de Enterobacterales produtoras de carbapenemases e/ou Enterococci resistentes à vancomicina, para ajuste da profilaxia cirúrgica no âmbito de uma consulta pré-operatória de Infecciologia (integrada no Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistência aos Antimicrobianos nacional). Se estes dados não estiverem disponíveis, sugerimos profilaxia cirúrgica com piperacilina/tazobactam (e tigeciclina se fatores de risco associados). Sugerimos ainda a colheita de amostras de bílis durante a cirurgia e tratamento da bacteriobilia. As infeções deverão ser tratadas de acordo com os agentes isolados na bacteriobilia ou, se indisponível, com meropenem, amicacina e vancomicina, até estarem disponíveis os resultados culturais. |
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| Autores principais: | Silva, Gustavo Filipe Almeida |
| Assunto: | Duodenopancreatectomia Profilaxia Antibióticos Infeção Bacteriobilia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Apesar dos avanços na técnica cirúrgica da duodenopancreatectomia cefálica, as complicações peri-operatórias continuam a ser uma causa major de morbimortalidade nestes doentes. As infeções são como as mais comuns e requerem, muitas vezes, longos cursos de antibioterapia, prolongando os internamentos e custos inerentes. Este trabalho visa analisar a casuística do Hospital de Santa Maria entre 2017 e 2020, por forma a traçar o perfil microbiológico e o padrão de resistência das bacteriobilias e das infeções e os fatores preditores de infeção nestes doentes, nomeadamente no que concerne a meios complementares de diagnóstico invasivos. Interpretando os dados, pretendemos definir novas estratégias para adequar a profilaxia cirúrgica e o tratamento empírico das complicações infecciosas, ajustando-os à epidemiologia local, conforme já sugerido em estudos anteriores. De acordo com o nosso estudo, a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica aumenta a taxa de bacteriobilia. A profilaxia cirúrgica preconizada nas guidelines internacionais tem uma taxa de eficácia de 5.9%. Propomos a colheita de amostras de bílis pós-manipulação em CPRE e estudo de colonização retal de Enterobacterales produtoras de carbapenemases e/ou Enterococci resistentes à vancomicina, para ajuste da profilaxia cirúrgica no âmbito de uma consulta pré-operatória de Infecciologia (integrada no Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e Resistência aos Antimicrobianos nacional). Se estes dados não estiverem disponíveis, sugerimos profilaxia cirúrgica com piperacilina/tazobactam (e tigeciclina se fatores de risco associados). Sugerimos ainda a colheita de amostras de bílis durante a cirurgia e tratamento da bacteriobilia. As infeções deverão ser tratadas de acordo com os agentes isolados na bacteriobilia ou, se indisponível, com meropenem, amicacina e vancomicina, até estarem disponíveis os resultados culturais. |
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