Publicação
NOACs/DOACs vs VKA in patients with Antiphospholipid Syndrome : systematic review and meta-analysis
| Resumo: | Introdução: Os antagonistas da vitamina K (AVK) são a escolha de eleição no tratamento dos doentes com o Síndrome dos Anticorpos Antifosfolipídicos (SAAF). Apesar disso, os novos anticoagulantes (NOACs) têm sido utilizados off label. Objetivos: Pretendemos realizar uma revisão sistemática comparando NOACs e AVK, relativamente aos eventos tromboembólicos, hemorrágicos e mortalidade em doentes com SAAF. Métodos: Realizamos uma pesquisa eletrónica através das plataformas MEDLINE, CENTRAL e Web os Science. Após a extração dos dados apresentámo-los agrupados utilizando Risk Ratio (RR) com intervalos de confiança 95% (95% IC) e, a heterogeneidade foi calculada utilizando I². Analisámos os eventos tromboembólicos como outcome primário e eventos hemorrágicos major, todos os eventos hemorrágicos e mortalidade como outcomes secundários. A metodologia GRADE foi utilizada para avaliar o grau de confiança dos resultados. Estudo registado na plataforma PROSPERO (CRD42020216178). Resultados: Incluímos 7 estudos, com 835 doentes. Os eventos tromboembólicos estão significativamente aumentados no braço dos NOACs - RR 1.69, 95% CI 1.09 - 2.62, I² 24%, n = 719, 6 estudos. Considerando apenas os estudos com utilização exclusiva de Rivaroxabano (fármaco mais frequentemente utilizado) o risco triplica (RR 3.36, 95% CI 1.53 - 7.37). Não houve diferença estatisticamente significativa relativamente a eventos hemorrágicos major, todos os eventos hemorrágicos e mortalidade. O grau de confiança dos nossos resultados é muito baixo. Conclusão: A evidência atualmente disponível sugere que a utilização dos NOACs nos doentes com SAAF, e particularmente Rivaroxabano, é menos eficaz a comparar com os antagonistas da vitamina K, uma vez que está associada a um aumento de 69% do risco de eventos tromboembólicos. |
|---|---|
| Autores principais: | Koval, Nazariy |
| Assunto: | Síndrome dos anticorpos antifosfolipídicos Anticoagulantes Tromboembolismo Eventos hemorrágicos Mortalidade Cardiologia |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: Os antagonistas da vitamina K (AVK) são a escolha de eleição no tratamento dos doentes com o Síndrome dos Anticorpos Antifosfolipídicos (SAAF). Apesar disso, os novos anticoagulantes (NOACs) têm sido utilizados off label. Objetivos: Pretendemos realizar uma revisão sistemática comparando NOACs e AVK, relativamente aos eventos tromboembólicos, hemorrágicos e mortalidade em doentes com SAAF. Métodos: Realizamos uma pesquisa eletrónica através das plataformas MEDLINE, CENTRAL e Web os Science. Após a extração dos dados apresentámo-los agrupados utilizando Risk Ratio (RR) com intervalos de confiança 95% (95% IC) e, a heterogeneidade foi calculada utilizando I². Analisámos os eventos tromboembólicos como outcome primário e eventos hemorrágicos major, todos os eventos hemorrágicos e mortalidade como outcomes secundários. A metodologia GRADE foi utilizada para avaliar o grau de confiança dos resultados. Estudo registado na plataforma PROSPERO (CRD42020216178). Resultados: Incluímos 7 estudos, com 835 doentes. Os eventos tromboembólicos estão significativamente aumentados no braço dos NOACs - RR 1.69, 95% CI 1.09 - 2.62, I² 24%, n = 719, 6 estudos. Considerando apenas os estudos com utilização exclusiva de Rivaroxabano (fármaco mais frequentemente utilizado) o risco triplica (RR 3.36, 95% CI 1.53 - 7.37). Não houve diferença estatisticamente significativa relativamente a eventos hemorrágicos major, todos os eventos hemorrágicos e mortalidade. O grau de confiança dos nossos resultados é muito baixo. Conclusão: A evidência atualmente disponível sugere que a utilização dos NOACs nos doentes com SAAF, e particularmente Rivaroxabano, é menos eficaz a comparar com os antagonistas da vitamina K, uma vez que está associada a um aumento de 69% do risco de eventos tromboembólicos. |
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