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Uma análise da descriminalização do crime de aborto a partir da decisão na ADPF 442

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A análise da descriminalização do aborto à luz da decisão na ADPF 442 revela um problema central: como equilibrar a proteção da vida desde a concepção com os direitos e a saúde das mulheres em um contexto social e cultural complexo? A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a descriminalização do aborto nos três primeiros meses de gestação acendeu um debate controverso. Embora alguns considerem a decisão um avanço, surgem preocupações sobre a ampliação das permissões para o aborto e a proteção da vida. A flexibilização das restrições legais pode desestabilizar normas sociais que sustentam essa proteção e gerar consequências negativas para a saúde e bem-estar das mulheres, como a pressão para optar pelo aborto e a desconexão de recursos de apoio. Além disso, a via judicial pode ser inadequada, levantando questionamentos sobre a legalidade da decisão. Assim, uma análise crítica é fundamental para compreender os impactos éticos, morais e sociais, promovendo a proteção da vida e a dignidade humana desde a concepção.
Autores principais:Silva, João Rodrigo de Luna e
Assunto:Discriminalização do aborto Saúde pública Direitos reprodutivos Dignidade humana Teses de mestrado - 2025 Decriminalization of abortion Public health Reproductive rights Human Dignity
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A análise da descriminalização do aborto à luz da decisão na ADPF 442 revela um problema central: como equilibrar a proteção da vida desde a concepção com os direitos e a saúde das mulheres em um contexto social e cultural complexo? A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a descriminalização do aborto nos três primeiros meses de gestação acendeu um debate controverso. Embora alguns considerem a decisão um avanço, surgem preocupações sobre a ampliação das permissões para o aborto e a proteção da vida. A flexibilização das restrições legais pode desestabilizar normas sociais que sustentam essa proteção e gerar consequências negativas para a saúde e bem-estar das mulheres, como a pressão para optar pelo aborto e a desconexão de recursos de apoio. Além disso, a via judicial pode ser inadequada, levantando questionamentos sobre a legalidade da decisão. Assim, uma análise crítica é fundamental para compreender os impactos éticos, morais e sociais, promovendo a proteção da vida e a dignidade humana desde a concepção.