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Avaliação da fluência leitora : estudo exploratório de adaptação do Gray Oral Reading Tests 4, GORT 4, em crianças com e sem dificuldades na leitura do 3º ano do 1º CEB de um Agrupamento de Escolas de Leiria

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presente investigação subordina-se à temática da avaliação da Fluência na Leitura, que é considerada, atualmente, como uma competência ponte entre a descodificação e a compreensão (Esteves e Cruz, 2008). O estudo foi realizado com uma amostra de 51 crianças do Agrupamento de Escolas Caranguejeira-Santa Catarina da Serra divididas em dois grupos: grupo sem dificuldades na leitura e grupo com dificuldades na leitura. Estes grupos foram organizados com base no parecer dos professores titulares de turma e na aplicação da Prova de Avaliação da Fluência na Leitura (PAFL) (Esteves, 2012). O primeiro objetivo da investigação incidiu na tradução e adaptação do Gray Oral Reading Tests 4 (GORT 4) (Wiederholt e Bryant, 2001), e no estudo da sua validade, enquanto caraterística psicométrica. O segundo objetivo foi verificar se existem diferenças estatisticamente significativas entre grupos (com e sem dificuldades na leitura). Para a concretização do primeiro objetivo, recorreu-se ao estabelecimento de correlações entre as diferentes provas da PAFL e do GORT 4, tendo em conta as variáveis: tempo, palavras corretamente lidas, precisão leitora, velocidade leitora, expressividade e ritmo. O segundo objetivo foi estudado com recurso ao teste não paramétrico Mann Whitney. Os resultados deste estudo apontam para a existência de correlações fortes entre as diferentes provas aplicadas, nas variáveis: tempo, palavras corretamente lidas, precisão, velocidade e ritmo, o que parece indicar o GORT 4 como um teste válido para a avaliação da fluência. Não obstante, após a discussão de resultados chegou-se à conclusão que este pode não ser o teste mais adequado para a avaliação de crianças portuguesas. Relativamente aos grupos, encontraram-se diferenças estatisticamente significativas entre os mesmos para a maioria das variáveis (exceção da expressividade). Esta investigação reforça a importância no investimento ao nível da avaliação da fluência para identificação e monotorização de dificuldades na leitura.
Autores principais:Estrela, Joana Catarina Mónico
Assunto:Fluência na leitura Avaliação Gray Oral Reading Tests (GORT4) Prova de Avaliação da Fluência na Leitura (PAFL) Dificuldades na leitura Reading fluency Assessment Reading Disabilities
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A presente investigação subordina-se à temática da avaliação da Fluência na Leitura, que é considerada, atualmente, como uma competência ponte entre a descodificação e a compreensão (Esteves e Cruz, 2008). O estudo foi realizado com uma amostra de 51 crianças do Agrupamento de Escolas Caranguejeira-Santa Catarina da Serra divididas em dois grupos: grupo sem dificuldades na leitura e grupo com dificuldades na leitura. Estes grupos foram organizados com base no parecer dos professores titulares de turma e na aplicação da Prova de Avaliação da Fluência na Leitura (PAFL) (Esteves, 2012). O primeiro objetivo da investigação incidiu na tradução e adaptação do Gray Oral Reading Tests 4 (GORT 4) (Wiederholt e Bryant, 2001), e no estudo da sua validade, enquanto caraterística psicométrica. O segundo objetivo foi verificar se existem diferenças estatisticamente significativas entre grupos (com e sem dificuldades na leitura). Para a concretização do primeiro objetivo, recorreu-se ao estabelecimento de correlações entre as diferentes provas da PAFL e do GORT 4, tendo em conta as variáveis: tempo, palavras corretamente lidas, precisão leitora, velocidade leitora, expressividade e ritmo. O segundo objetivo foi estudado com recurso ao teste não paramétrico Mann Whitney. Os resultados deste estudo apontam para a existência de correlações fortes entre as diferentes provas aplicadas, nas variáveis: tempo, palavras corretamente lidas, precisão, velocidade e ritmo, o que parece indicar o GORT 4 como um teste válido para a avaliação da fluência. Não obstante, após a discussão de resultados chegou-se à conclusão que este pode não ser o teste mais adequado para a avaliação de crianças portuguesas. Relativamente aos grupos, encontraram-se diferenças estatisticamente significativas entre os mesmos para a maioria das variáveis (exceção da expressividade). Esta investigação reforça a importância no investimento ao nível da avaliação da fluência para identificação e monotorização de dificuldades na leitura.