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Caracterização da utilização de nivolumab ao abrigo de Programa de Acesso Precoce em doentes com carcinoma do pulmão de não pequenas células

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Contexto: O nivolumab demonstrou eficácia e segurança em ensaios clínicos para o tratamento do carcinoma do pulmão de não pequenas células (CPNPC), existindo, no entanto, poucos dados sobre a sua utilização na prática clínica. Com este estudo pretende-se caracterizar a utilização de nivolumab ao abrigo de programa de acesso precoce (PAP) num Hospital Português e comparar os resultados obtidos com dados publicados recentemente. Métodos: Estudo descritivo, observacional retrospetivo que incluiu todos os doentes com CPNPC que iniciaram terapêutica com nivolumab ao abrigo de PAP. A segurança foi avaliada através da determinação da frequência e gravidade de potenciais reações adversas e a efetividade através da determinação da sobrevivência global, sobrevivência livre de progressão, sobrevivência livre de eventos e tempo de sobrevivência pós-terapêutica. Os dados foram recolhidos entre 28/03/2017 e 21/06/2017 a partir dos registos clínicos. Resultados: Dos 8 doentes incluídos, a maioria era do sexo masculino (6 doentes) com idade mediana de 65,5 anos. Todos apresentavam adenocarcinoma, com predominância para o estádio IV (62,5%) à data do diagnóstico. Na maioria dos doentes (62,5%) o nivolumab foi insittuído como terapêutica de 2ª linha. O tempo mediano desde o diagnóstico até ao início da terapêutica foi 15,1 meses. A duração média do tratamento foi 5,3 meses. 7 doentes tiveram potenciais reações adversas ao nivolumab, mas apenas 1 teve de suspender a terapêutica. A sobrevivência global mediana foi de 9,0 meses. A sobrevivência livre de progressão mediana foi de 8,4 meses. A sobrevivência livre de eventos mediana foi de 7,0 meses. O tempo de sobrevivência pós-terapêutica mediano foi 3,0 meses. Conclusão: Encontrou-se uma elevada proporção de doentes com potenciais reações adversas que justifica uma monitorização intensiva futura. A sobrevivência global mediana foi inferior e a sobrevivência livre de progressão mediana e a sobrevivência livre de eventos mediana foram superiores às observadas nos estudos consultados.
Autores principais:Gomes, Patrícia Gaspar
Assunto:Carcinoma do pulmão de não pequenas células Nivolumab Programa de acesso precoce Segurança Efetividade Mestrado Integrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Contexto: O nivolumab demonstrou eficácia e segurança em ensaios clínicos para o tratamento do carcinoma do pulmão de não pequenas células (CPNPC), existindo, no entanto, poucos dados sobre a sua utilização na prática clínica. Com este estudo pretende-se caracterizar a utilização de nivolumab ao abrigo de programa de acesso precoce (PAP) num Hospital Português e comparar os resultados obtidos com dados publicados recentemente. Métodos: Estudo descritivo, observacional retrospetivo que incluiu todos os doentes com CPNPC que iniciaram terapêutica com nivolumab ao abrigo de PAP. A segurança foi avaliada através da determinação da frequência e gravidade de potenciais reações adversas e a efetividade através da determinação da sobrevivência global, sobrevivência livre de progressão, sobrevivência livre de eventos e tempo de sobrevivência pós-terapêutica. Os dados foram recolhidos entre 28/03/2017 e 21/06/2017 a partir dos registos clínicos. Resultados: Dos 8 doentes incluídos, a maioria era do sexo masculino (6 doentes) com idade mediana de 65,5 anos. Todos apresentavam adenocarcinoma, com predominância para o estádio IV (62,5%) à data do diagnóstico. Na maioria dos doentes (62,5%) o nivolumab foi insittuído como terapêutica de 2ª linha. O tempo mediano desde o diagnóstico até ao início da terapêutica foi 15,1 meses. A duração média do tratamento foi 5,3 meses. 7 doentes tiveram potenciais reações adversas ao nivolumab, mas apenas 1 teve de suspender a terapêutica. A sobrevivência global mediana foi de 9,0 meses. A sobrevivência livre de progressão mediana foi de 8,4 meses. A sobrevivência livre de eventos mediana foi de 7,0 meses. O tempo de sobrevivência pós-terapêutica mediano foi 3,0 meses. Conclusão: Encontrou-se uma elevada proporção de doentes com potenciais reações adversas que justifica uma monitorização intensiva futura. A sobrevivência global mediana foi inferior e a sobrevivência livre de progressão mediana e a sobrevivência livre de eventos mediana foram superiores às observadas nos estudos consultados.