Publicação
Potencialidades da heteroavaliação na capacitação de alunos do 8º ano de escolaridade para a aprendizagem ao longo da vida
| Resumo: | A aprendizagem ao longo da vida (ALV) é fundamental para o exercício de uma cidadania plena na sociedade atual, caracterizada pelo rápido avanço científico e tecnológico. As competências de desenvolvimento pessoal e autonomia (DPA) destacam-se na capacitação dos alunos para a ALV, havendo estudos que indicam a heteroavaliação como promotora deste tipo de competências, assim como de capacidades de autoavaliação nos alunos, as quais, por sua vez, são também promotoras de competências de DPA. Neste sentido, foi estudado o contributo da heteroavaliação na promoção de capacidades de autoavaliação e de competências de DPA, assim como na aprendizagem, numa turma de vinte alunos do 8.º ano de escolaridade de uma escola lisboeta, na lecionação da unidade “Fluxo de Energia e Ciclos de Matéria”, no âmbito da disciplina de Ciências Naturais. Os alunos realizaram quatro atividades abertas, nas quais ocorreu heteroavaliação, com recurso a rubricas com níveis e descritores, analisando e trocando feedback oral acerca dos trabalhos dos pares com vista à sua melhoria e reformulação antes da entrega final para classificação. Os dados da investigação foram recolhidos através da aplicação de questionários, observação direta, entrevistas a alguns alunos e da análise documental de alguns produtos. Os resultados mostram que a heteroavaliação melhorou as capacidades de autoavaliação dos alunos, tornando-se estes mais rigorosos e passando a utilizar critérios no processo; desenvolveu as competências de DPA, principalmente autorregulação, concedendo-lhes um maior controlo sobre a sua aprendizagem; conduziu a melhorias cada vez maiores nos trabalhos, devidas maioritariamente ao feedback dos colegas, apesar de ter havido aproveitamento diferencial, com os alunos com pior desempenho a terem beneficiado mais do feedback dos pares. Os alunos consideraram a heteroavaliação equiparável à avaliação realizada por um professor em parâmetros como justiça ou utilidade, mas menos fidedigna, tendo sentido como maior dificuldade a motivação para reformular os trabalhos. |
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| Autores principais: | Amaral, Gerson Leonel Asper |
| Assunto: | Aprendizagem ao longo da vida Auto-avaliação Avaliação Desenvolvimento pessoal Autonomia Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2023 |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A aprendizagem ao longo da vida (ALV) é fundamental para o exercício de uma cidadania plena na sociedade atual, caracterizada pelo rápido avanço científico e tecnológico. As competências de desenvolvimento pessoal e autonomia (DPA) destacam-se na capacitação dos alunos para a ALV, havendo estudos que indicam a heteroavaliação como promotora deste tipo de competências, assim como de capacidades de autoavaliação nos alunos, as quais, por sua vez, são também promotoras de competências de DPA. Neste sentido, foi estudado o contributo da heteroavaliação na promoção de capacidades de autoavaliação e de competências de DPA, assim como na aprendizagem, numa turma de vinte alunos do 8.º ano de escolaridade de uma escola lisboeta, na lecionação da unidade “Fluxo de Energia e Ciclos de Matéria”, no âmbito da disciplina de Ciências Naturais. Os alunos realizaram quatro atividades abertas, nas quais ocorreu heteroavaliação, com recurso a rubricas com níveis e descritores, analisando e trocando feedback oral acerca dos trabalhos dos pares com vista à sua melhoria e reformulação antes da entrega final para classificação. Os dados da investigação foram recolhidos através da aplicação de questionários, observação direta, entrevistas a alguns alunos e da análise documental de alguns produtos. Os resultados mostram que a heteroavaliação melhorou as capacidades de autoavaliação dos alunos, tornando-se estes mais rigorosos e passando a utilizar critérios no processo; desenvolveu as competências de DPA, principalmente autorregulação, concedendo-lhes um maior controlo sobre a sua aprendizagem; conduziu a melhorias cada vez maiores nos trabalhos, devidas maioritariamente ao feedback dos colegas, apesar de ter havido aproveitamento diferencial, com os alunos com pior desempenho a terem beneficiado mais do feedback dos pares. Os alunos consideraram a heteroavaliação equiparável à avaliação realizada por um professor em parâmetros como justiça ou utilidade, mas menos fidedigna, tendo sentido como maior dificuldade a motivação para reformular os trabalhos. |
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