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Arte e natureza no budismo japonês: recursos conceptuais para uma estética do ambiente

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A dissertação é um exame crítico da possibilidade teórica do Budismo japonês poder fornecer recursos conceptuais profícuos para a compreenssão de um tipo de relação diferente com a natureza; sugerida por Lynn White, essa possibilidade poderia encetar tipologias de posturas diferentes daquelas que o autor advoga terem conduzido à crise do ambiente contemporânea. O primeiro capítulo concerna à exposição teorética das principais ideias e pontos de partida das correntes de pensamento oriental que influenciaram o Budismo japonês. O segundo capítulo versa sobre a especificidade do Budismo japonês e da forma como a sensibilidade estética nativa é transfigurada religiosamente através da vivência do mundo natural. Esta evidência teórica é demonstrada pela génese de várias obras de arte de cariz naturalista, entre as quais a poesia errante, a pintura paisagística e os jardins japoneses. O terceiro capítulo aborda a questão de como é que o Budismo japonês e a estética homóloga poderão contribuir para o entendimento e resolução crise do ambiente hodierna. Será defendido que ambos encerram a possibilidade de uma estética do ambiente semelhante à defendida por alguns autores contemporâneos e que essa mesma estética do ambiente é relevante para a compreensão crise do ambiente.
Autores principais:Carvalho, Tiago Mesquita
Assunto:Budismo - Japão Budismo e arte - Japão Natureza (Estética) - Japão Estética do ambiente - Japão Teses de mestrado - 2012
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A dissertação é um exame crítico da possibilidade teórica do Budismo japonês poder fornecer recursos conceptuais profícuos para a compreenssão de um tipo de relação diferente com a natureza; sugerida por Lynn White, essa possibilidade poderia encetar tipologias de posturas diferentes daquelas que o autor advoga terem conduzido à crise do ambiente contemporânea. O primeiro capítulo concerna à exposição teorética das principais ideias e pontos de partida das correntes de pensamento oriental que influenciaram o Budismo japonês. O segundo capítulo versa sobre a especificidade do Budismo japonês e da forma como a sensibilidade estética nativa é transfigurada religiosamente através da vivência do mundo natural. Esta evidência teórica é demonstrada pela génese de várias obras de arte de cariz naturalista, entre as quais a poesia errante, a pintura paisagística e os jardins japoneses. O terceiro capítulo aborda a questão de como é que o Budismo japonês e a estética homóloga poderão contribuir para o entendimento e resolução crise do ambiente hodierna. Será defendido que ambos encerram a possibilidade de uma estética do ambiente semelhante à defendida por alguns autores contemporâneos e que essa mesma estética do ambiente é relevante para a compreensão crise do ambiente.