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Monitorização de Sesamia nonagrioides (Lef.), Ostrinia nubilalis (Hbn.) e Spodoptera exigua (Hbn.) na cultura do milho de regadio na região do Ribatejo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O milho é uma das principais culturas de primavera/verão de Portugal, e do Ribatejo em particular, sendo dezenas as espécies de insetos associadas a esta cultura mas relativamente poucas apresentam as características necessárias para causarem estragos; com o aumento dos esforços políticos por parte da União Europeia para reduzir o uso de pesticidas e promover a proteção e produção integradas, torna-se necessário aprofundar o conhecimento da biologia e da importância económica das pragas do milho. A Bayer Crop Science© desenvolveu o projeto piloto (BayMonitor) de monitorização das lagartas do milho (Sesamia nonagrioides, Ostrinia nubilalis e Spodoptera exigua), com o objetivo de obter resultados mais precisos para o Ribatejo, no que diz respeito às espécies do complexo de lagartas do milho, assim como a importância dos seus estragos na cultura. Nas campanhas agrícolas 2016 e 2017 instalaram-se armadilhas com feromonas sexuais das três espécies, em parcelas representativas da região, expectando-se monitorizar e definir as curvas de voo, com o objetivo de prever, através da incorporação deste tipo de dados em modelos, a sua presença e ciclo biológico no Ribatejo nos anos vindouros. Sesamia nonagrioides causou estragos na cultura, ultrapassando o NEA, mas o total de capturas de machos nas armadilhas foi reduzido; capturou-se um elevado número de machos de S. exigua, mas os estragos não ultrapassaram o NEA; não se capturaram machos de O. nubilalis. Sesamia nonagrioides e S. exigua estão presentes no Ribatejo, tratando-se provavelmente de pragas ocasionais do milho. O. nubilalis não é uma praga-chave do milho no Ribatejo, podendo mesmo não estar presente na região. Os modelos de graus-dia acumulados aliados a contagens das armadilhas e a observações semanais de plantas constituem uma boa forma de monitorização das pragas, permitindo terse noção dos períodos de maior risco para a cultura.
Autores principais:Damásio, Rita Margarida Borrego
Assunto:Sesamia nonagrioides Ostrinia nubulalis Spodoptera exigua armadilha de feromona sexual milho de regadio Ribatejo
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:O milho é uma das principais culturas de primavera/verão de Portugal, e do Ribatejo em particular, sendo dezenas as espécies de insetos associadas a esta cultura mas relativamente poucas apresentam as características necessárias para causarem estragos; com o aumento dos esforços políticos por parte da União Europeia para reduzir o uso de pesticidas e promover a proteção e produção integradas, torna-se necessário aprofundar o conhecimento da biologia e da importância económica das pragas do milho. A Bayer Crop Science© desenvolveu o projeto piloto (BayMonitor) de monitorização das lagartas do milho (Sesamia nonagrioides, Ostrinia nubilalis e Spodoptera exigua), com o objetivo de obter resultados mais precisos para o Ribatejo, no que diz respeito às espécies do complexo de lagartas do milho, assim como a importância dos seus estragos na cultura. Nas campanhas agrícolas 2016 e 2017 instalaram-se armadilhas com feromonas sexuais das três espécies, em parcelas representativas da região, expectando-se monitorizar e definir as curvas de voo, com o objetivo de prever, através da incorporação deste tipo de dados em modelos, a sua presença e ciclo biológico no Ribatejo nos anos vindouros. Sesamia nonagrioides causou estragos na cultura, ultrapassando o NEA, mas o total de capturas de machos nas armadilhas foi reduzido; capturou-se um elevado número de machos de S. exigua, mas os estragos não ultrapassaram o NEA; não se capturaram machos de O. nubilalis. Sesamia nonagrioides e S. exigua estão presentes no Ribatejo, tratando-se provavelmente de pragas ocasionais do milho. O. nubilalis não é uma praga-chave do milho no Ribatejo, podendo mesmo não estar presente na região. Os modelos de graus-dia acumulados aliados a contagens das armadilhas e a observações semanais de plantas constituem uma boa forma de monitorização das pragas, permitindo terse noção dos períodos de maior risco para a cultura.