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Central hypogonadism in diabetic male patients

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Diabetes Mellitus é uma doença crónica extremamente prevalente caracterizada por um conjunto de complicações a nível micro e macro vascular. Tem-se vindo a verificar que o hipogonadismo pode complicar a Diabetes e que baixos valores de testosterona poderão estar interrelacionados com a obesidade e a síndrome metabólica. Desta forma, a reconhecimento e a caracterização do hipogonadismo em doentes diabéticos do sexo masculino tem-se tornado clinicamente relevante. Neste trabalho, procurou-se identificar a presença de hipogonadismo em doentes diabéticos do sexo masculino, no sentido de caracterizar a condição e isolar os fatores e as consequências mais relevantes. Definiu-se uma base de dados (IBM SPSS, Statistical Package for the Social Sciences, Chicago) onde se incluiu dados relativos aos doentes diabéticos do sexo masculino assistidos por um médico do departamento de endocrinologia de um hospital público central. Foram incluídos 349 doentes diabéticos do sexo masculino. O mesmo programa (IBM SPSS) foi utilizado para a análise estatística. Verificou-se que o hipogonadismo é bastante comum em doentes diabéticos do sexo masculino (30%) e que este é, na sua grande maioria, um hipogonadismo central ou secundário, que está relacionado com a idade e com fatores diabéticos como o tempo desde o diagnóstico, o controlo metabólico e índice de massa corporal. Está também relacionado com a dislipidemia, a hipertensão arterial, valores elevados de triglicéridos e provavelmente também com a doença microvascular, não se tendo verificado, no entanto, qualquer relação com a doença macrovascular. Estará também provavelmente dependente dos efeitos adversos de alguns fármacos como estatinas, biguanidas e iECAs/ARAs (inibidores da ECA e Antagonistas dos Receptores de Aldosterona), no entanto, será necessária uma investigação mais aprofundada. Apesar deste trabalho não apresentar dados relativos ao tratamento com testosterona em doentes diabéticos, sugere a sua relevância, assim como a necessidade de avaliar mais cuidadosamente este grupo de doentes.
Autores principais:Jorge, Mafalda de Pina Afonso
Assunto:Diabetes mellitus Hipogonadismo Testosterona Obesidade Síndrome metabólica Endocrinologia
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:inglês
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A Diabetes Mellitus é uma doença crónica extremamente prevalente caracterizada por um conjunto de complicações a nível micro e macro vascular. Tem-se vindo a verificar que o hipogonadismo pode complicar a Diabetes e que baixos valores de testosterona poderão estar interrelacionados com a obesidade e a síndrome metabólica. Desta forma, a reconhecimento e a caracterização do hipogonadismo em doentes diabéticos do sexo masculino tem-se tornado clinicamente relevante. Neste trabalho, procurou-se identificar a presença de hipogonadismo em doentes diabéticos do sexo masculino, no sentido de caracterizar a condição e isolar os fatores e as consequências mais relevantes. Definiu-se uma base de dados (IBM SPSS, Statistical Package for the Social Sciences, Chicago) onde se incluiu dados relativos aos doentes diabéticos do sexo masculino assistidos por um médico do departamento de endocrinologia de um hospital público central. Foram incluídos 349 doentes diabéticos do sexo masculino. O mesmo programa (IBM SPSS) foi utilizado para a análise estatística. Verificou-se que o hipogonadismo é bastante comum em doentes diabéticos do sexo masculino (30%) e que este é, na sua grande maioria, um hipogonadismo central ou secundário, que está relacionado com a idade e com fatores diabéticos como o tempo desde o diagnóstico, o controlo metabólico e índice de massa corporal. Está também relacionado com a dislipidemia, a hipertensão arterial, valores elevados de triglicéridos e provavelmente também com a doença microvascular, não se tendo verificado, no entanto, qualquer relação com a doença macrovascular. Estará também provavelmente dependente dos efeitos adversos de alguns fármacos como estatinas, biguanidas e iECAs/ARAs (inibidores da ECA e Antagonistas dos Receptores de Aldosterona), no entanto, será necessária uma investigação mais aprofundada. Apesar deste trabalho não apresentar dados relativos ao tratamento com testosterona em doentes diabéticos, sugere a sua relevância, assim como a necessidade de avaliar mais cuidadosamente este grupo de doentes.