Publicação
Análise molecular e serológica de herpesvírus canino, CHV-1, em canideos de canis da Região de Lisboa e Vale do Tejo e do Distrito de Coimbra
| Resumo: | O herpesvírus canino tipo I (CHV-1) é um vírus, monotípico, pertencente à família Herpesviridae, subfamília Alphaherpesvirinae, género Varicellovirus, e que tem como hospedeiros, canídeos domésticos e selvagens. É responsável por induzir uma necrose hemorrágica sistémica fatal em cachorros com menos de três semanas de vida e por provocar sinais clínicos respiratórios, oculares e reprodutivos em cães adultos, sobretudo jovens e imunodeprimidos. Após o contacto com o vírus, este permanece latente nos tecidos linfoides e nervosos dos animais infetados, podendo haver períodos de reativação viral, geralmente associados a períodos de stress, tais como gestação, introdução de novos animais, doenças, entre outros. O objetivo deste estudo foi a deteção molecular do ácido nucleico do CHV-1 (por qPCR) e deteção de anticorpos específicos contra o vírus (por imunofluorescência indireta) em cadelas de canis da Grande Lisboa e do distrito de Coimbra, e avaliar se existe uma associação entre a infeção por CHV-1 e a dimensão do canil (nº de animais), número de gestações, idade, historial de problemas reprodutivos, presença de traqueobronquite infeciosa no efetivo e a fase do ciclo éstrico. As cadelas com potencial reprodutivo são um grupo de particular interesse, uma vez que cadelas gestantes sem títulos protetores de anticorpos (o que acontece geralmente no primeiro contacto destas com o vírus) podem sofrer abortos e infertilidade. Se estes títulos se mantiverem baixos ao longo da gestação o colostro ingerido pelos cachorros não lhes irá conferir proteção contra o CHV-1. A amostra deste estudo incluiu 49 cadelas de 11 criadores nacionais e de 2 associações de animais, às quais foi colhido sangue para análise serológica e 3 amostras por zaragatoa de secreções nasal, vaginal e ocular, para análise molecular por qPCR. Todas as amostras foram negativas na análise por qPCR, não sendo possível detetar qualquer ADN viral nas secreções analisadas, pelo que foi concluído que nenhuma das cadelas em estudo estava a excretar o vírus. A análise serológica revelou uma proporção de 75,5% de seropositivos e observou-se uma associação significativa (p=0.006), entre a seropositividade e a idade dos animais, concluindo-se que, com o aumento da idade é maior a probabilidade de encontrar animais seropositivos. Dos seropositivos, 32,45% (12/37) foram positivos a IgG, 35,1% (13/37) foram positivos a IgM e 32,45% (12/37) foram positivos a IgG e IgM. Este estudo revelou que o herpesvírus canino é, como se suspeitava, um agente bastante prevalente, nos canis nacionais. |
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| Autores principais: | Dias, Mariana Anjo |
| Assunto: | Herpesvírus canino cadelas CHV-1 serologia qPCR imunofluorescência Canine herpesvirus bitches indirect imunofluorescence |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O herpesvírus canino tipo I (CHV-1) é um vírus, monotípico, pertencente à família Herpesviridae, subfamília Alphaherpesvirinae, género Varicellovirus, e que tem como hospedeiros, canídeos domésticos e selvagens. É responsável por induzir uma necrose hemorrágica sistémica fatal em cachorros com menos de três semanas de vida e por provocar sinais clínicos respiratórios, oculares e reprodutivos em cães adultos, sobretudo jovens e imunodeprimidos. Após o contacto com o vírus, este permanece latente nos tecidos linfoides e nervosos dos animais infetados, podendo haver períodos de reativação viral, geralmente associados a períodos de stress, tais como gestação, introdução de novos animais, doenças, entre outros. O objetivo deste estudo foi a deteção molecular do ácido nucleico do CHV-1 (por qPCR) e deteção de anticorpos específicos contra o vírus (por imunofluorescência indireta) em cadelas de canis da Grande Lisboa e do distrito de Coimbra, e avaliar se existe uma associação entre a infeção por CHV-1 e a dimensão do canil (nº de animais), número de gestações, idade, historial de problemas reprodutivos, presença de traqueobronquite infeciosa no efetivo e a fase do ciclo éstrico. As cadelas com potencial reprodutivo são um grupo de particular interesse, uma vez que cadelas gestantes sem títulos protetores de anticorpos (o que acontece geralmente no primeiro contacto destas com o vírus) podem sofrer abortos e infertilidade. Se estes títulos se mantiverem baixos ao longo da gestação o colostro ingerido pelos cachorros não lhes irá conferir proteção contra o CHV-1. A amostra deste estudo incluiu 49 cadelas de 11 criadores nacionais e de 2 associações de animais, às quais foi colhido sangue para análise serológica e 3 amostras por zaragatoa de secreções nasal, vaginal e ocular, para análise molecular por qPCR. Todas as amostras foram negativas na análise por qPCR, não sendo possível detetar qualquer ADN viral nas secreções analisadas, pelo que foi concluído que nenhuma das cadelas em estudo estava a excretar o vírus. A análise serológica revelou uma proporção de 75,5% de seropositivos e observou-se uma associação significativa (p=0.006), entre a seropositividade e a idade dos animais, concluindo-se que, com o aumento da idade é maior a probabilidade de encontrar animais seropositivos. Dos seropositivos, 32,45% (12/37) foram positivos a IgG, 35,1% (13/37) foram positivos a IgM e 32,45% (12/37) foram positivos a IgG e IgM. Este estudo revelou que o herpesvírus canino é, como se suspeitava, um agente bastante prevalente, nos canis nacionais. |
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