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Estudo retrospetivo da prevalência da periodontite na pós-graduação de periodontologia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:INTRODUÇÃO: Uma nova classificação das doenças periodontais mais atualizada, mais precisa no diagnóstico e de fácil implementação foi adotada em 2017 após o World Workshop. Esta é baseada num sistema de estadio e grau. Poucos estudos apresentam dados epidemiológicos da população portuguesa sobre o tema. OBJETIVO: O objetivo deste estudo é averiguar a severidade e extensão da periodontite, utilizando a classificação do Workshop de 2017 e analisar alguns fatores e comportamentos de risco, em doentes encaminhados para a Pós-graduação de Periodontologia na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa. MATERIAIS E MÉTODOS: Este estudo retrospetivo utilizou dados de fichas clínicas de 29 pacientes que compareceram na Pós-graduação de Periodontologia na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa entre agosto de 2019 e agosto de 2021. Cada paciente foi classificado de acordo com a classificação atual, aplicando os parâmetros clínicos recolhidos nos processos. RESULTADOS: Quanto ao estadio, 12 (41,4%) apresentavam periodontite com estadio III e 17 (58,6%) estadio IV. Em relação ao grau, 1 (3.5%) paciente apresentou grau A, 7 (24,1%) grau B e 21 (72.4%) grau C. Obteve-se relação estatisticamente significativa entre: furcas de grau III e mais hábitos tabágicos (X2= 0,44 e P=0,017) e presença bruxismo (X2= 0,468 e P=0,010); inversamente entre a HS e os hábitos tabágicos (X2= -0,398 e P=0,032) e a frequência de escovagem (P=0,005); a diabetes controlada e o IPP (X2= 0,374 e P=0,045). CONCLUSÃO: Os pacientes avaliados na clínica da Pós-graduação de Periodontologia da FMDUL, com diagnostico de periodontite apresentam estadios mais avançados. A idade, os hábitos tabágicos, a diabetes mellitus e o bruxismo apresentaram associações estatisticamente significativas com parâmetros clínicos de aumento de complexidade do tratamento da periodontite. A maior frequência de escovagem está associada a menores valores de hemorragia à sondagem.
Autores principais:Gomide, Lucas Mota
Assunto:Teses de mestrado - 2022 Saúde Oral
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:INTRODUÇÃO: Uma nova classificação das doenças periodontais mais atualizada, mais precisa no diagnóstico e de fácil implementação foi adotada em 2017 após o World Workshop. Esta é baseada num sistema de estadio e grau. Poucos estudos apresentam dados epidemiológicos da população portuguesa sobre o tema. OBJETIVO: O objetivo deste estudo é averiguar a severidade e extensão da periodontite, utilizando a classificação do Workshop de 2017 e analisar alguns fatores e comportamentos de risco, em doentes encaminhados para a Pós-graduação de Periodontologia na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa. MATERIAIS E MÉTODOS: Este estudo retrospetivo utilizou dados de fichas clínicas de 29 pacientes que compareceram na Pós-graduação de Periodontologia na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa entre agosto de 2019 e agosto de 2021. Cada paciente foi classificado de acordo com a classificação atual, aplicando os parâmetros clínicos recolhidos nos processos. RESULTADOS: Quanto ao estadio, 12 (41,4%) apresentavam periodontite com estadio III e 17 (58,6%) estadio IV. Em relação ao grau, 1 (3.5%) paciente apresentou grau A, 7 (24,1%) grau B e 21 (72.4%) grau C. Obteve-se relação estatisticamente significativa entre: furcas de grau III e mais hábitos tabágicos (X2= 0,44 e P=0,017) e presença bruxismo (X2= 0,468 e P=0,010); inversamente entre a HS e os hábitos tabágicos (X2= -0,398 e P=0,032) e a frequência de escovagem (P=0,005); a diabetes controlada e o IPP (X2= 0,374 e P=0,045). CONCLUSÃO: Os pacientes avaliados na clínica da Pós-graduação de Periodontologia da FMDUL, com diagnostico de periodontite apresentam estadios mais avançados. A idade, os hábitos tabágicos, a diabetes mellitus e o bruxismo apresentaram associações estatisticamente significativas com parâmetros clínicos de aumento de complexidade do tratamento da periodontite. A maior frequência de escovagem está associada a menores valores de hemorragia à sondagem.