Publicação
Estrongilidose em explorações equinas com vocação tauromáquica
| Resumo: | Portugal possui grande tradição na produção equina, nomeadamente na criação e trabalho de cavalos de toureio. Estes equinos são verdadeiros atletas e, como tal, especial atenção deve ser dada à sua saúde. As parasitoses gastrointestinais, em particular a estrongilidose, são uma ameaça constante e afectam a sua saúde, bem-estar e desempenho. Após o declínio, durante as últimas décadas, da infecção por grandes estrongilídeos, em consequência do uso generalizado e intensivo de anti-helmínticos, os ciatostomíneos tornaram-se o parasita gastrointestinal de equinos mais comum e importante. Este crescente relevo deve-se às suas elevadas prevalências em todo o mundo e ao desenvolvimento de resistências à maioria dos anti-helmínticos. Face a este problema, os proprietários dos cavalos e médicos veterinários devem estar mais atentos à biologia e epidemiologia dos estrongilídeos, de modo a desenvolverem um correcto programa de sanidade animal. Para um maior conhecimento da epidemiologia dos estrongilídeos em Portugal, foi realizado um estudo envolvendo 67 cavalos de vocação tauromáquica, distribuídos por 8 explorações localizadas no Ribatejo e Oeste. Durante um período de 11 meses (Julho de 2010 a Maio de 2011) foram colhidas amostras fecais de modo individual a cada cavalo em cada estação do ano e 1/2 dias antes e 2/3 dias depois de uma corrida de touros. Foram analisadas segundo as técnicas coprológicas quantitativas, pelo método de MacMaster, e qualitativas, por flutuação (Willis) e sedimentação natural. Foram ainda realizadas coproculturas para identificação de L3. Os cavalos de toureio analisados apresentaram um OPG médio de 396 e uma prevalência média anual de 66%, sendo que 91% do total de animais e 100% das explorações estavam parasitados pelo menos uma vez durante o período de estudo. O género Cyathostomum sensu latu foi o mais abundante (97.3%) e prevalente (53.9%). Nenhuma larva infectante do género Strongylus foi identificada. O Verão e o Outono foram as épocas em que se registaram valores máximos de OPG médio. Foram estudados 2 factores de risco na estrongilidose. A idade encontra-se negativamente correlacionada com número de OPG, havendo uma tendência para que as infecções moderadas e maciças estejam presentes nos animais mais jovens. O stress inerente a corrida de touros parece ser responsável pelo aumento de OPG observado após a actuação. Os resultados no presente trabalho revelaram que o parasitismo por estrongilídeos, nomeadamente por ciatostomíneos, em cavalos de toureio é extremamente importante e prevalente, e poderão auxiliar a elaboração de um adequado programa de controlo parasitários nestes cavalos. |
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| Autores principais: | Frouco, Gonçalo Daniel dos Santos |
| Assunto: | Estrongilídeos Cavalos de toureio Epidemiologia Corrida de touros Strongyles Bullfighting horses Epidemiology Bullfight |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | trabalho de fim de curso |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Portugal possui grande tradição na produção equina, nomeadamente na criação e trabalho de cavalos de toureio. Estes equinos são verdadeiros atletas e, como tal, especial atenção deve ser dada à sua saúde. As parasitoses gastrointestinais, em particular a estrongilidose, são uma ameaça constante e afectam a sua saúde, bem-estar e desempenho. Após o declínio, durante as últimas décadas, da infecção por grandes estrongilídeos, em consequência do uso generalizado e intensivo de anti-helmínticos, os ciatostomíneos tornaram-se o parasita gastrointestinal de equinos mais comum e importante. Este crescente relevo deve-se às suas elevadas prevalências em todo o mundo e ao desenvolvimento de resistências à maioria dos anti-helmínticos. Face a este problema, os proprietários dos cavalos e médicos veterinários devem estar mais atentos à biologia e epidemiologia dos estrongilídeos, de modo a desenvolverem um correcto programa de sanidade animal. Para um maior conhecimento da epidemiologia dos estrongilídeos em Portugal, foi realizado um estudo envolvendo 67 cavalos de vocação tauromáquica, distribuídos por 8 explorações localizadas no Ribatejo e Oeste. Durante um período de 11 meses (Julho de 2010 a Maio de 2011) foram colhidas amostras fecais de modo individual a cada cavalo em cada estação do ano e 1/2 dias antes e 2/3 dias depois de uma corrida de touros. Foram analisadas segundo as técnicas coprológicas quantitativas, pelo método de MacMaster, e qualitativas, por flutuação (Willis) e sedimentação natural. Foram ainda realizadas coproculturas para identificação de L3. Os cavalos de toureio analisados apresentaram um OPG médio de 396 e uma prevalência média anual de 66%, sendo que 91% do total de animais e 100% das explorações estavam parasitados pelo menos uma vez durante o período de estudo. O género Cyathostomum sensu latu foi o mais abundante (97.3%) e prevalente (53.9%). Nenhuma larva infectante do género Strongylus foi identificada. O Verão e o Outono foram as épocas em que se registaram valores máximos de OPG médio. Foram estudados 2 factores de risco na estrongilidose. A idade encontra-se negativamente correlacionada com número de OPG, havendo uma tendência para que as infecções moderadas e maciças estejam presentes nos animais mais jovens. O stress inerente a corrida de touros parece ser responsável pelo aumento de OPG observado após a actuação. Os resultados no presente trabalho revelaram que o parasitismo por estrongilídeos, nomeadamente por ciatostomíneos, em cavalos de toureio é extremamente importante e prevalente, e poderão auxiliar a elaboração de um adequado programa de controlo parasitários nestes cavalos. |
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