Publicação
Friend or foe : apoptosis-induced proliferation : implications for regeneration and cancer
| Resumo: | A apoptose é uma forma de morte celular cuidadosamente orquestrada e bem regulada, conservada entre as espécies. Ao contrário de outras formas de morte celular, como a necrose, a apoptose era originalmente considerada um mecanismo "silencioso" de eliminação celular, com comunicação e impacto mínimos na sua vizinhança. No entanto, ao longo da última década, houve uma mudança de mentalidade. A apoptose passou a ser considerada um processo dinâmico no qual as células apoptóticas comunicam extensivamente com as células vizinhas através da produção de vários sinais. Por exemplo, durante a proliferação compensatória, as células apoptóticas secretam fatores que estimulam a proliferação e a sobrevivência das células adjacentes, com o objetivo de preencher as lacunas deixadas pela morte celular. Este processo é referido como proliferação compensatória induzida pela apoptose (AiP). Tal comportamento das células apoptóticas tem um papel importante no que diz respeito à regeneração tecidual em vários modelos animais, desde a hidra aos mamíferos. Por outro lado, no caso do cancro, a AiP pode ser explorada por células tumorais, levando à tumorigénese ou recidiva após o tratamento, contradizendo a visão tradicional do papel da apoptose na supressão de tumores. Nesta revisão, irá ser resumido o que se sabe atualmente sobre o processo da apoptose e o seu efeito proliferativo nas células vizinhas, bem como sua relevância para as áreas da regeneração e do cancro. |
|---|---|
| Autores principais: | Saldanha, Lourenço Teles de Freitas |
| Assunto: | Apoptose Proliferação induzida pela apoptose Proliferação compensatória Regeneração Cancro |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A apoptose é uma forma de morte celular cuidadosamente orquestrada e bem regulada, conservada entre as espécies. Ao contrário de outras formas de morte celular, como a necrose, a apoptose era originalmente considerada um mecanismo "silencioso" de eliminação celular, com comunicação e impacto mínimos na sua vizinhança. No entanto, ao longo da última década, houve uma mudança de mentalidade. A apoptose passou a ser considerada um processo dinâmico no qual as células apoptóticas comunicam extensivamente com as células vizinhas através da produção de vários sinais. Por exemplo, durante a proliferação compensatória, as células apoptóticas secretam fatores que estimulam a proliferação e a sobrevivência das células adjacentes, com o objetivo de preencher as lacunas deixadas pela morte celular. Este processo é referido como proliferação compensatória induzida pela apoptose (AiP). Tal comportamento das células apoptóticas tem um papel importante no que diz respeito à regeneração tecidual em vários modelos animais, desde a hidra aos mamíferos. Por outro lado, no caso do cancro, a AiP pode ser explorada por células tumorais, levando à tumorigénese ou recidiva após o tratamento, contradizendo a visão tradicional do papel da apoptose na supressão de tumores. Nesta revisão, irá ser resumido o que se sabe atualmente sobre o processo da apoptose e o seu efeito proliferativo nas células vizinhas, bem como sua relevância para as áreas da regeneração e do cancro. |
|---|