Publicação
Penfigoide e esquemas terapêuticos
| Resumo: | Introdução: O penfigoide é uma dermatose bolhosa autoimune, que afeta, maioritariamente, indivíduos idosos, sendo caracterizado por várias variantes clínicas. Atualmente, os corticosteroides tópicos têm-se revelado a abordagem terapêutica de eleição. Objetivos: Caracterizar epidemiologicamente o penfigoide e a sua abordagem terapêutica. Materiais e Métodos: No estudo, foram incluídos 236 pacientes do Centro Hospitalar Lisboa Norte com diagnóstico de penfigoide, entre 2013 e 2022. Através dos registos clínicos, foram recolhidos dados como o sexo, idade, distribuição topográfica das lesões e a terapêutica administrada. Posteriormente, foram analisados estatisticamente. Resultados e Discussão: Ambos os sexos foram afetados de forma homogénea, tendo o penfigoide acometido, maioritariamente, indivíduos entre a 7ª e 8ª décadas de idade. 91,2% dos pacientes apresentaram lesões exclusivamente cutâneas, 7,0% na pele e mucosas e 1,8% nas mucosas oral e/ou ocular. O tronco surge como a localização cutânea mais afetada. A sintomatologia mais referida foi o prurido (79,1%), seguindo-se as bolhas (50,9%). As condições sistémicas mais verificadas foram a hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 e a dislipidemia. Os fármacos mais prescritos foram os corticosteroides, seguidos dos anti- histamínicos, antibióticos e dos imunossupressores. No âmbito da corticoterapia, o mais utilizado foi a prednisolona (90,5%) e o propionato de clobetasol (66,0%). Dos anti- histamínicos o mais prescrito foi a hidroxizina (57,9%), dos antibióticos a doxiciclina (42,3%) e, dentro dos imunossupressores, o fármaco de eleição foi a azatioprina (76,8%). O tempo médio de cura foi de 148 dias e 32,0% dos pacientes experienciaram episódios de recidiva. Os resultados obtidos estão em consonância, na sua maioria, com os encontrados na literatura. Conclusão: Neste estudo, a corticoterapia revelou-se a primeira linha de tratamento do penfigoide. Contudo, a utilização de antibióticos também foi bastante prevalente. |
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| Autores principais: | Ferreira, Leonor Gaspar |
| Assunto: | Teses de mestrado - 2023 Saúde Oral |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Introdução: O penfigoide é uma dermatose bolhosa autoimune, que afeta, maioritariamente, indivíduos idosos, sendo caracterizado por várias variantes clínicas. Atualmente, os corticosteroides tópicos têm-se revelado a abordagem terapêutica de eleição. Objetivos: Caracterizar epidemiologicamente o penfigoide e a sua abordagem terapêutica. Materiais e Métodos: No estudo, foram incluídos 236 pacientes do Centro Hospitalar Lisboa Norte com diagnóstico de penfigoide, entre 2013 e 2022. Através dos registos clínicos, foram recolhidos dados como o sexo, idade, distribuição topográfica das lesões e a terapêutica administrada. Posteriormente, foram analisados estatisticamente. Resultados e Discussão: Ambos os sexos foram afetados de forma homogénea, tendo o penfigoide acometido, maioritariamente, indivíduos entre a 7ª e 8ª décadas de idade. 91,2% dos pacientes apresentaram lesões exclusivamente cutâneas, 7,0% na pele e mucosas e 1,8% nas mucosas oral e/ou ocular. O tronco surge como a localização cutânea mais afetada. A sintomatologia mais referida foi o prurido (79,1%), seguindo-se as bolhas (50,9%). As condições sistémicas mais verificadas foram a hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo 2 e a dislipidemia. Os fármacos mais prescritos foram os corticosteroides, seguidos dos anti- histamínicos, antibióticos e dos imunossupressores. No âmbito da corticoterapia, o mais utilizado foi a prednisolona (90,5%) e o propionato de clobetasol (66,0%). Dos anti- histamínicos o mais prescrito foi a hidroxizina (57,9%), dos antibióticos a doxiciclina (42,3%) e, dentro dos imunossupressores, o fármaco de eleição foi a azatioprina (76,8%). O tempo médio de cura foi de 148 dias e 32,0% dos pacientes experienciaram episódios de recidiva. Os resultados obtidos estão em consonância, na sua maioria, com os encontrados na literatura. Conclusão: Neste estudo, a corticoterapia revelou-se a primeira linha de tratamento do penfigoide. Contudo, a utilização de antibióticos também foi bastante prevalente. |
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