Publicação
Caracterização das populações linfocitárias em pacientes com lúpus eritematoso sistémico, e sua relação com a actividade da doença
| Resumo: | O Lúpus Sistémico Eritematoso (LES) é uma doença autoimune, o que significa que resulta do ataque do sistema imunológico ao próprio organismo. Pouco se sabe acerca dos seus mecanismos patogénicos, contudo pode-se afirmar que para além da susceptibilidade genética, os factores hormonais, ambientais e imunológicos estão envolvidos na origem da doença. Após diagnóstico do LES, deve-se avaliar a actividade da doença para se estabelecer a terapia adequada. Este trabalho pretende avaliar a actividade da doença e estabelecer uma relação com os valores das populações linfocitárias e de outros dados imunológicos, nomeadamente os factores C3 e C4 do complemento e a presença de autoanticorpos. Será feita a comparação em dois grupos, controlos e pacientes, com a finalidade de demonstrar a variação dos valores das populações linfocitárias e dos restantes parâmetros laboratoriais. A actividade da doença foi avaliada segundo o índice SLEDAI, tendo sido considerados três níveis de actividade, alta, moderada e sem actividade, com base na determinação de parâmetros laboratoriais e na caracterização clínica, sendo a amostra constituída por 36 pacientes com LES e 31 controlos. Foram classificados 9 pacientes com actividade considerada alta, 19 com moderada e 8 sem actividade da doença. Ao relacionar este índice com os valores das populações linfocitárias confirmou-se que quanto maior a actividade da doença menor o número absoluto das populações linfocitárias. Na avaliação dos dois grupos, obtiveram-se valores absolutos inferiores no grupo de pacientes em todas as subpopulações, embora na análise percentual se tenha obtido apenas nas populações CD4 e CD19 uma percentagem com diferença significativa, sendo menor o valor no grupo dos pacientes. Como os linfócitos CD4 direccionam a resposta imunitária, este facto pode explicar que os linfócitos B também se encontrem diminuídos. Os resultados obtidos poder-se-ão dever em parte à terapia administrada pelo que a avaliação destes valores com a evolução da doença serão de extrema utilidade. Os valores das fracções do complemento estão diminuídas em relação ao grupo controle e o anticorpo mais frequente no grupo dos pacientes foi o anti-dsDNA. No âmbito desta linha de pesquisa sugere-se a utilização dos linfócitos T auxiliares como uma ferramenta útil na avaliação da actividade da doença bem como na resposta à terapêutica |
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| Autores principais: | Rodrigues, Maria Marta Gericota e Alvim |
| Assunto: | Imunologia Lúpus eritematoso sistémico Linfócitos T Teses de mestrado |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O Lúpus Sistémico Eritematoso (LES) é uma doença autoimune, o que significa que resulta do ataque do sistema imunológico ao próprio organismo. Pouco se sabe acerca dos seus mecanismos patogénicos, contudo pode-se afirmar que para além da susceptibilidade genética, os factores hormonais, ambientais e imunológicos estão envolvidos na origem da doença. Após diagnóstico do LES, deve-se avaliar a actividade da doença para se estabelecer a terapia adequada. Este trabalho pretende avaliar a actividade da doença e estabelecer uma relação com os valores das populações linfocitárias e de outros dados imunológicos, nomeadamente os factores C3 e C4 do complemento e a presença de autoanticorpos. Será feita a comparação em dois grupos, controlos e pacientes, com a finalidade de demonstrar a variação dos valores das populações linfocitárias e dos restantes parâmetros laboratoriais. A actividade da doença foi avaliada segundo o índice SLEDAI, tendo sido considerados três níveis de actividade, alta, moderada e sem actividade, com base na determinação de parâmetros laboratoriais e na caracterização clínica, sendo a amostra constituída por 36 pacientes com LES e 31 controlos. Foram classificados 9 pacientes com actividade considerada alta, 19 com moderada e 8 sem actividade da doença. Ao relacionar este índice com os valores das populações linfocitárias confirmou-se que quanto maior a actividade da doença menor o número absoluto das populações linfocitárias. Na avaliação dos dois grupos, obtiveram-se valores absolutos inferiores no grupo de pacientes em todas as subpopulações, embora na análise percentual se tenha obtido apenas nas populações CD4 e CD19 uma percentagem com diferença significativa, sendo menor o valor no grupo dos pacientes. Como os linfócitos CD4 direccionam a resposta imunitária, este facto pode explicar que os linfócitos B também se encontrem diminuídos. Os resultados obtidos poder-se-ão dever em parte à terapia administrada pelo que a avaliação destes valores com a evolução da doença serão de extrema utilidade. Os valores das fracções do complemento estão diminuídas em relação ao grupo controle e o anticorpo mais frequente no grupo dos pacientes foi o anti-dsDNA. No âmbito desta linha de pesquisa sugere-se a utilização dos linfócitos T auxiliares como uma ferramenta útil na avaliação da actividade da doença bem como na resposta à terapêutica |
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