Publicação
Competências Táticas de Liderança na Operacionalização da Estratégia Organizacional em Unidades de Saúde
| Resumo: | Para responder à disponibilização, qualidade e equidade dos cuidados de saúde, os governos reformulam políticas nos sistemas de saúde apontando para a otimização dos recursos. A liderança enquanto forma dinamizadora das organizações pode incrementar a operacionalização das estratégias decorrentes das linhas políticas e moderadas pela Administração Pública. Este estudo visa caraterizar o estado atual do Setor da Saúde na Administração Pública, identificando quais as competências de liderança assumidas pela linha tática, enquanto Dirigentes Intermédios. Dito de outra forma, como percecionam a estratégia das organizações de saúde onde exercem e quais as suas competências formativas para o exercício do cargo. Enquanto problemática, a reorientação dos vários processos de centralização/descentralização das diversas organizações do Serviço Nacional de Saúde, implica diferentes abordagens. Na identificação das competências de liderança, pretende verificar-se quais as que se associam às diferentes estratégias e quais as que estão presentes em alinhamentos estratégicos ideais, ou seja, cuja perceção está mais associada à estratégia instituída. O estudo tem uma abordagem hipotético-dedutiva de teor quantitativo, com três questionários visando os papéis de liderança; comportamento organizacional estratégico; e descrição sociodemográfica. Realizado em Portugal Continental, o universo é composto por todas as entidades que prestam cuidados em Unidades de Saúde de Cuidados Primários e/ou Hospitalares que integrem o SNS. A amostra comporta responsáveis técnicos máximos de direção intermédia destes dois tipos de Unidades, isto é, os seus Dirigentes Intermédios. Os Resultados mostram-nos que em Portugal há um desalinhamento entre as estratégias percecionadas pelos Dirigentes Intermédios e as instituídas. Mostram-nos ainda que as competências de liderança mais expressivas não se apresentam alinhadas com as estratégias e que existe igualmente um défice formativo destes dirigentes nas áreas de gestão/administração. Apesar destes desalinhamentos, os procedimentos que envolvem a liderança e os saberes técnicos nas áreas da gestão/administração, podem ser ministrados, a estes dirigentes, de maneira a prepará-los para que respondam de forma mais eficiente na implementação das diretrizes estratégicas que lhes são confiadas. |
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| Autores principais: | Antunes, Paulo Fernando Gonçalves Amaral |
| Assunto: | Liderança Estratégia Dirigentes Intermédios Organizações de Saúde Competências de gestão ou administração Leadership Strategy Middle Managers Health Organizations Management or Administration skills |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Para responder à disponibilização, qualidade e equidade dos cuidados de saúde, os governos reformulam políticas nos sistemas de saúde apontando para a otimização dos recursos. A liderança enquanto forma dinamizadora das organizações pode incrementar a operacionalização das estratégias decorrentes das linhas políticas e moderadas pela Administração Pública. Este estudo visa caraterizar o estado atual do Setor da Saúde na Administração Pública, identificando quais as competências de liderança assumidas pela linha tática, enquanto Dirigentes Intermédios. Dito de outra forma, como percecionam a estratégia das organizações de saúde onde exercem e quais as suas competências formativas para o exercício do cargo. Enquanto problemática, a reorientação dos vários processos de centralização/descentralização das diversas organizações do Serviço Nacional de Saúde, implica diferentes abordagens. Na identificação das competências de liderança, pretende verificar-se quais as que se associam às diferentes estratégias e quais as que estão presentes em alinhamentos estratégicos ideais, ou seja, cuja perceção está mais associada à estratégia instituída. O estudo tem uma abordagem hipotético-dedutiva de teor quantitativo, com três questionários visando os papéis de liderança; comportamento organizacional estratégico; e descrição sociodemográfica. Realizado em Portugal Continental, o universo é composto por todas as entidades que prestam cuidados em Unidades de Saúde de Cuidados Primários e/ou Hospitalares que integrem o SNS. A amostra comporta responsáveis técnicos máximos de direção intermédia destes dois tipos de Unidades, isto é, os seus Dirigentes Intermédios. Os Resultados mostram-nos que em Portugal há um desalinhamento entre as estratégias percecionadas pelos Dirigentes Intermédios e as instituídas. Mostram-nos ainda que as competências de liderança mais expressivas não se apresentam alinhadas com as estratégias e que existe igualmente um défice formativo destes dirigentes nas áreas de gestão/administração. Apesar destes desalinhamentos, os procedimentos que envolvem a liderança e os saberes técnicos nas áreas da gestão/administração, podem ser ministrados, a estes dirigentes, de maneira a prepará-los para que respondam de forma mais eficiente na implementação das diretrizes estratégicas que lhes são confiadas. |
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