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Resolução de tarefas com problemas em contextos reais : um estudo numa turma de 11º ano

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este estudo visa compreender as potencialidades que as tarefas com contexto real apresentam na aprendizagem das progressões no 11.º ano. Pretendo, através deste estudo, descobrir que fatores ou junção deles tornam uma tarefa vantajosa para a aprendizagem dos alunos, dado que as tarefas são elementos essenciais à aprendizagem. Para isso, estudarei a reação dos alunos diante de questões de realidade, o impacto que essas questões têm nas discussões coletivas, que diferentes estratégias é que estas questões geram nos alunos e, sobretudo, quais as características que uma tarefa da realidade deve ter para responder aos objetivos da aula. A minha intervenção letiva foi realizada na Escola Secundária da Portela ao longo de doze aulas de 50 minutos ao 11.º B durante o 2.º semestre e percorreu a definição de uma sucessão por recorrência, o termo geral, monotonia e fórmula da soma dos n primeiros termos de uma progressão, tanto de progressões aritméticas como de progressões geométricas. A recolha de dados é composta por registos fotográficos de resoluções dos alunos e gravações de áudio de diálogos ocorridos durante a aula, tanto entre mim e os alunos no momento de discussão coletiva e nos lugares, como apenas entre os alunos. Também estão incluídas nos dados recolhidos as notas de campo que fui tirando e algumas produções escritas dos alunos. As conclusões deste estudo indicam que os alunos, desde os de pior aos de melhor desempenho, reagem bem às tarefas com contexto de realidade e que se envolvem nelas com facilidade, que este tipo de tarefa proporciona prolíferas discussões coletivas e que os alunos são engenhosos nas estratégias usadas na sua resolução. Apesar de haver alguns alunos que não gostam de realizar a interpretação dos problemas, todos eles ficaram a dominar os conceitos trabalhados. Por fim, identifiquei fatores que ajudam a que uma tarefa da realidade seja bem conseguida e ajude ao decorrer da aula, nomeadamente, apresentar problemas o mais realistas possíveis, perguntas que seriam feitas dentro do contexto real apresentado como se a situação estivesse de facto a acontecer e que o propósito de encontrar a solução no contexto seja claro.
Autores principais:Romeiras, Maria Francisca Bobone Calvão Rodrigues Malta
Assunto:Progressões (Matemática) Estratégias de ensino Resolução de problemas Matemática - Estudo e ensino Relatórios da prática de ensino supervisionada - 2023
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Este estudo visa compreender as potencialidades que as tarefas com contexto real apresentam na aprendizagem das progressões no 11.º ano. Pretendo, através deste estudo, descobrir que fatores ou junção deles tornam uma tarefa vantajosa para a aprendizagem dos alunos, dado que as tarefas são elementos essenciais à aprendizagem. Para isso, estudarei a reação dos alunos diante de questões de realidade, o impacto que essas questões têm nas discussões coletivas, que diferentes estratégias é que estas questões geram nos alunos e, sobretudo, quais as características que uma tarefa da realidade deve ter para responder aos objetivos da aula. A minha intervenção letiva foi realizada na Escola Secundária da Portela ao longo de doze aulas de 50 minutos ao 11.º B durante o 2.º semestre e percorreu a definição de uma sucessão por recorrência, o termo geral, monotonia e fórmula da soma dos n primeiros termos de uma progressão, tanto de progressões aritméticas como de progressões geométricas. A recolha de dados é composta por registos fotográficos de resoluções dos alunos e gravações de áudio de diálogos ocorridos durante a aula, tanto entre mim e os alunos no momento de discussão coletiva e nos lugares, como apenas entre os alunos. Também estão incluídas nos dados recolhidos as notas de campo que fui tirando e algumas produções escritas dos alunos. As conclusões deste estudo indicam que os alunos, desde os de pior aos de melhor desempenho, reagem bem às tarefas com contexto de realidade e que se envolvem nelas com facilidade, que este tipo de tarefa proporciona prolíferas discussões coletivas e que os alunos são engenhosos nas estratégias usadas na sua resolução. Apesar de haver alguns alunos que não gostam de realizar a interpretação dos problemas, todos eles ficaram a dominar os conceitos trabalhados. Por fim, identifiquei fatores que ajudam a que uma tarefa da realidade seja bem conseguida e ajude ao decorrer da aula, nomeadamente, apresentar problemas o mais realistas possíveis, perguntas que seriam feitas dentro do contexto real apresentado como se a situação estivesse de facto a acontecer e que o propósito de encontrar a solução no contexto seja claro.