Publicação
A transição pós-soviética da Rússia : da instabilidade à afirmação como BRIC
| Resumo: | Vinte anos decorridos desde a dissolução da União Soviética e a consequente aplicação de políticas de ajustamento estrutural, é importante tentar compreender o processo pelo qual estes países passaram e aquilo que se pode retirar desta experiência, considerada em geral um fracasso da aplicação das políticas do Washington Consensus. O caso aqui estudado é o da Rússia, não um caso representativo e paradigmático de uma economia de transição, mas exactamente por isso interessante. Após ter passado por uma grave recessão transicional, trata-se do único dos 15 países que conseguiu recuperar e atingir elevados níveis de crescimento económico. Tendo como objectivo tentar compreender as especificidades que levaram a este trajecto, é nesta dissertação feita uma análise destas duas décadas, com base na abordagem e contraposição dos modelos teóricos de transição - o Washington Consensus e a Perspectiva Evolucionária-Institucionalista - e na economia institucional: a implementação das reformas, cujas limitações reforçam a perspectiva institucionalista, e as suas consequências; a crise de 1998, considerada "ponto de viragem"; e o período de recuperação, desde 1999 até à crise actual, destacando-se o contributo e dependência dos recursos energéticos para o forte crescimento mas também para a vulnerabilidade. |
|---|---|
| Autores principais: | Ferreira, Ana Bárbara Monteiro |
| Assunto: | Rússia Transições Económicas Economia Institucional Instituições Russia Economic Transitions Institutional Economics Institutions |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Vinte anos decorridos desde a dissolução da União Soviética e a consequente aplicação de políticas de ajustamento estrutural, é importante tentar compreender o processo pelo qual estes países passaram e aquilo que se pode retirar desta experiência, considerada em geral um fracasso da aplicação das políticas do Washington Consensus. O caso aqui estudado é o da Rússia, não um caso representativo e paradigmático de uma economia de transição, mas exactamente por isso interessante. Após ter passado por uma grave recessão transicional, trata-se do único dos 15 países que conseguiu recuperar e atingir elevados níveis de crescimento económico. Tendo como objectivo tentar compreender as especificidades que levaram a este trajecto, é nesta dissertação feita uma análise destas duas décadas, com base na abordagem e contraposição dos modelos teóricos de transição - o Washington Consensus e a Perspectiva Evolucionária-Institucionalista - e na economia institucional: a implementação das reformas, cujas limitações reforçam a perspectiva institucionalista, e as suas consequências; a crise de 1998, considerada "ponto de viragem"; e o período de recuperação, desde 1999 até à crise actual, destacando-se o contributo e dependência dos recursos energéticos para o forte crescimento mas também para a vulnerabilidade. |
|---|