Publicação
Uma incursão com os técnicos ao mundo das famílias multiproblemáticas : as suas emoções, optimismo e estratégias de coping
| Resumo: | A presente investigação tem como objectivo central investigar a possível relação entre as emoções experienciadas pelos técnicos que trabalham com famílias multiproblemáticas, o seu nível de optimismo/pessimismo e as estratégias de coping activadas perante situações de stress na intervenção com estas famílias. Foi também averiguada a influência de algumas das suas variáveis profissionais (tempo de serviço na área com famílias multiproblemáticas, número de famílias que os técnicos apoiam, número de tentativas de apoio por parte da instituição com as famílias e duração da intervenção mais longa de um técnico com uma família). A amostra é constituída por 16 participantes integrados em duas instituições que trabalham com este tipo de famílias, situadas em Lisboa e no Barreiro. Os resultados para esta investigação foram avaliados através da realização de uma entrevista, utilizando o método de Inquérito Apreciativo, e da aplicação dos seguintes instrumentos: Escala Perfil de Estados de Humor (POMS – Profile of Mood States de McNair, Lorr & Droppleman, 1989; versão adaptada por Viana, Almeida & Santos, 2001) para medir as emoções experienciadas; Teste de Orientação Prolongada de Vida – (ELOT - Extended Life Orientation Test de Chang, Maydeu-Olivares & D’Zurilla, 1997; versão adaptada por Perloiro, 2002) para avaliar o nível de optimismo/pessimismo e a Escala Brief-Cope (Carver, Scheier, e Weintraub, 1989; versão adaptada por Pais Ribeiro & Rodrigues, 2004) para medir as estratégias de coping usadas pelos técnicos. A análise dos resultados permitiu observar que as emoções experienciadas e o nível de optimismo/pessimismo diferem significativamente com as estratégias de coping activadas pelos técnicos. Quanto às variáveis profissionais, foi verificada a influência do tempo de serviço nas emoções experienciadas, no nível de optimismo e estratégias de coping activadas; influência do número de famílias no nível de optimismo e pessimismo e influência da duração da intervenção mais longa nas estratégias de coping adoptadas. |
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| Autores principais: | Baptista, Ana Filipa de Sousa Marques |
| Assunto: | Emoções Optimismo Pessimismo Coping Teses de mestrado - 2010 |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | A presente investigação tem como objectivo central investigar a possível relação entre as emoções experienciadas pelos técnicos que trabalham com famílias multiproblemáticas, o seu nível de optimismo/pessimismo e as estratégias de coping activadas perante situações de stress na intervenção com estas famílias. Foi também averiguada a influência de algumas das suas variáveis profissionais (tempo de serviço na área com famílias multiproblemáticas, número de famílias que os técnicos apoiam, número de tentativas de apoio por parte da instituição com as famílias e duração da intervenção mais longa de um técnico com uma família). A amostra é constituída por 16 participantes integrados em duas instituições que trabalham com este tipo de famílias, situadas em Lisboa e no Barreiro. Os resultados para esta investigação foram avaliados através da realização de uma entrevista, utilizando o método de Inquérito Apreciativo, e da aplicação dos seguintes instrumentos: Escala Perfil de Estados de Humor (POMS – Profile of Mood States de McNair, Lorr & Droppleman, 1989; versão adaptada por Viana, Almeida & Santos, 2001) para medir as emoções experienciadas; Teste de Orientação Prolongada de Vida – (ELOT - Extended Life Orientation Test de Chang, Maydeu-Olivares & D’Zurilla, 1997; versão adaptada por Perloiro, 2002) para avaliar o nível de optimismo/pessimismo e a Escala Brief-Cope (Carver, Scheier, e Weintraub, 1989; versão adaptada por Pais Ribeiro & Rodrigues, 2004) para medir as estratégias de coping usadas pelos técnicos. A análise dos resultados permitiu observar que as emoções experienciadas e o nível de optimismo/pessimismo diferem significativamente com as estratégias de coping activadas pelos técnicos. Quanto às variáveis profissionais, foi verificada a influência do tempo de serviço nas emoções experienciadas, no nível de optimismo e estratégias de coping activadas; influência do número de famílias no nível de optimismo e pessimismo e influência da duração da intervenção mais longa nas estratégias de coping adoptadas. |
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