Publicação
Abordagem e maneio médico-cirúrgico de feridas abertas em cães e gatos : caracterização etiológica e estudo de padrões traumáticos
| Resumo: | Na prática clínica de pequenos animais, a observação de feridas abertas é um acontecimento bastante comum. A sua abordagem e maneio dependem, essencialmente, da natureza das lesões – cirúrgica, traumática, patológica e iatrogénica – e devem recair em duas áreas-chave fundamentais: o paciente e a ferida. O correto maneio de feridas é basilar na cicatrização de feridas, proporcionando as condições ideais para o decurso deste fenómeno. As principais opções de maneio consistem em distintos procedimentos médicos e cirúrgicos, nomeadamente lavagem, desbridamento, técnicas de encerramento e de cirurgia reconstrutiva, drenagem, pensos, medicação tópica e antibioterapia. O recurso a técnicas avançadas é normalmente reservado para o maneio de feridas crónicas. O estudo observacional realizado no Instituto Médico Veterinário (Lisboa) possibilitou a observação de 179 animais com feridas abertas. A incidência de feridas cirúrgicas (80%) foi notoriamente superior quando comparada com a incidência de feridas não cirúrgicas, isto é, feridas traumáticas (15%), patológicas (4%) e iatrogénicas (1%). A análise particular de cães (n = 15) e gatos (n = 12) com feridas traumáticas permitiu identificar padrões de traumatismo em ambas as espécies, bem como reconhecer uma maior predisposição de animais jovens, não esterilizados e com acesso ao exterior a eventos traumáticos (p <0,05). De facto, os padrões traumáticos assumem um papel relevante na abordagem e maneio de qualquer paciente traumatizado, na medida em que facultam importantes informações ao médico veterinário, com repercussões diagnósticas e terapêuticas a curto e longo prazo. |
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| Autores principais: | Lopes, Marina Alexandra Inácio |
| Assunto: | Ferida classificação de feridas cicatrização maneio de feridas traumatismo padrões traumáticos wound wound classification wound healing wound management trauma traumatic patterns |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Na prática clínica de pequenos animais, a observação de feridas abertas é um acontecimento bastante comum. A sua abordagem e maneio dependem, essencialmente, da natureza das lesões – cirúrgica, traumática, patológica e iatrogénica – e devem recair em duas áreas-chave fundamentais: o paciente e a ferida. O correto maneio de feridas é basilar na cicatrização de feridas, proporcionando as condições ideais para o decurso deste fenómeno. As principais opções de maneio consistem em distintos procedimentos médicos e cirúrgicos, nomeadamente lavagem, desbridamento, técnicas de encerramento e de cirurgia reconstrutiva, drenagem, pensos, medicação tópica e antibioterapia. O recurso a técnicas avançadas é normalmente reservado para o maneio de feridas crónicas. O estudo observacional realizado no Instituto Médico Veterinário (Lisboa) possibilitou a observação de 179 animais com feridas abertas. A incidência de feridas cirúrgicas (80%) foi notoriamente superior quando comparada com a incidência de feridas não cirúrgicas, isto é, feridas traumáticas (15%), patológicas (4%) e iatrogénicas (1%). A análise particular de cães (n = 15) e gatos (n = 12) com feridas traumáticas permitiu identificar padrões de traumatismo em ambas as espécies, bem como reconhecer uma maior predisposição de animais jovens, não esterilizados e com acesso ao exterior a eventos traumáticos (p <0,05). De facto, os padrões traumáticos assumem um papel relevante na abordagem e maneio de qualquer paciente traumatizado, na medida em que facultam importantes informações ao médico veterinário, com repercussões diagnósticas e terapêuticas a curto e longo prazo. |
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