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Medicamentos biológicos : presente e futuro

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Resumo:Os medicamentos biológicos marcaram o início de uma nova era, pela introdução de inovação a inúmeras patologias onde a seletividade, o baixo índice terapêutico e toxicidade permaneciam aquém do desejável com terapias convencionais. De facto, a possibilidade de usufruir de terapias dirigidas, abriu portas a uma nova realidade no setor oncológico e nas doenças inflamatórias. A imunoterapia, predominantemente dominada por anticorpos, implica um design racional de biofármacos. Mesmo assim alguns cromprometeram a eficácia devido às propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas. Por isso, com o fracasso em circuitos imunossupressivos, como o CTLA-4 e PD-1, foram surgindo novas classes de imunidade ativa capazes de originar vacinas personalizadas in situ. Assim, se destacaram agentes como os vírus oncolíticos, conjugados de anticorpos, nanoanticorpos, terapias celulares, vacinas e imunotoxinas. Onde o sucesso pré-clínico e clínico evidenciado tem sido muito encorajador. Para obter terapêuticas eficazes deve-se realçar a necessidade de um profundo conhecimento sobre a patofisiologia e o próprio mecanismo de ação dos biofármacos. Realça-se as propriedades de exaustão associada às células-T, influência de microambientes, modulação da tolerância e, papel de células-TREG. Além disso, existe a questão da variabilidade interindividual que promove a personalização da terapêutica. Para esse fim, será determinante a obtenção de informação genética e proteica, que encerra importantes conhecimentos sobre a função do tão complexo organismo humano. Perante o número de candidatos presentes em ensaios clínicos, prevê-se que as proteínas terapêuticas que vieram para ficar, vão expandir a medicina nos próximos tempos.
Autores principais:Santos, Susana Daniela Henriques dos
Assunto:Biológicos Anticorpo Biotecnologia Imunoconjugado Imunoterapia Mestrado Integrado - 2016
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Os medicamentos biológicos marcaram o início de uma nova era, pela introdução de inovação a inúmeras patologias onde a seletividade, o baixo índice terapêutico e toxicidade permaneciam aquém do desejável com terapias convencionais. De facto, a possibilidade de usufruir de terapias dirigidas, abriu portas a uma nova realidade no setor oncológico e nas doenças inflamatórias. A imunoterapia, predominantemente dominada por anticorpos, implica um design racional de biofármacos. Mesmo assim alguns cromprometeram a eficácia devido às propriedades farmacocinéticas e farmacodinâmicas. Por isso, com o fracasso em circuitos imunossupressivos, como o CTLA-4 e PD-1, foram surgindo novas classes de imunidade ativa capazes de originar vacinas personalizadas in situ. Assim, se destacaram agentes como os vírus oncolíticos, conjugados de anticorpos, nanoanticorpos, terapias celulares, vacinas e imunotoxinas. Onde o sucesso pré-clínico e clínico evidenciado tem sido muito encorajador. Para obter terapêuticas eficazes deve-se realçar a necessidade de um profundo conhecimento sobre a patofisiologia e o próprio mecanismo de ação dos biofármacos. Realça-se as propriedades de exaustão associada às células-T, influência de microambientes, modulação da tolerância e, papel de células-TREG. Além disso, existe a questão da variabilidade interindividual que promove a personalização da terapêutica. Para esse fim, será determinante a obtenção de informação genética e proteica, que encerra importantes conhecimentos sobre a função do tão complexo organismo humano. Perante o número de candidatos presentes em ensaios clínicos, prevê-se que as proteínas terapêuticas que vieram para ficar, vão expandir a medicina nos próximos tempos.