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A inovação e o desenvolvimento tecnológico na indústria nacional de equipamentos para ambiente

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Resumo:Existem actualmente, em Portugal, condições favoráveis aos mercados ambientais, nomeadamente no domínio das industrias de bens de equipamento, equacionando-se a possibilidade de fortalecimento deste sector. Neste sentido, pretendeu-se contribuir para a sua caracterização em termos estruturais, de oportunidades e barreiras ao desenvolvimento das empresas. Conclui-se que as industrias de bens de equipamento, possuindo na generalidade mão obra intensiva pouco qualificada, e sem capacidade de internacionalização, assumem tipicamente modelos de gestão de curto prazo. Dependem tecnológicamente do exterior, nomeadamente nas areas quimica e biológica, apesar de existirem competências nas universidades e institutos de investigação. Para serem competitivas, devem ter maior capacidade para inovar, rapidez e flexibilidade de resposta, qualificações e canais de distribuição adequados. A I&DT é pouco expressiva, mas assumida como um investimento e considerando a óptica da prevenção da poluição, será incorporada em produtos e processos, reduzindo progressivamente o 'gap' existente. A curto prazo, contudo, devem haver efeitos de aprendizagem para fomentar processos de acumulação tecnológica, criando capacidades interpretativas associadas às tecnologias adquiridas, obtendo competências e vantagens competitivas. A politica industrial deve, por outro lado, estimular a oferta, promovendo a inovação, e também a procura, apoiando a difusão tecnológica.
Autores principais:Partidário, Paulo Jorge Sintra Almeida
Assunto:ambiente sector industrial bem de equipamento desenvolvimento acumulação tecnológica inovação I&D environment industrial sector equipment good development technological accumulation innovation
Ano:1994
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Existem actualmente, em Portugal, condições favoráveis aos mercados ambientais, nomeadamente no domínio das industrias de bens de equipamento, equacionando-se a possibilidade de fortalecimento deste sector. Neste sentido, pretendeu-se contribuir para a sua caracterização em termos estruturais, de oportunidades e barreiras ao desenvolvimento das empresas. Conclui-se que as industrias de bens de equipamento, possuindo na generalidade mão obra intensiva pouco qualificada, e sem capacidade de internacionalização, assumem tipicamente modelos de gestão de curto prazo. Dependem tecnológicamente do exterior, nomeadamente nas areas quimica e biológica, apesar de existirem competências nas universidades e institutos de investigação. Para serem competitivas, devem ter maior capacidade para inovar, rapidez e flexibilidade de resposta, qualificações e canais de distribuição adequados. A I&DT é pouco expressiva, mas assumida como um investimento e considerando a óptica da prevenção da poluição, será incorporada em produtos e processos, reduzindo progressivamente o 'gap' existente. A curto prazo, contudo, devem haver efeitos de aprendizagem para fomentar processos de acumulação tecnológica, criando capacidades interpretativas associadas às tecnologias adquiridas, obtendo competências e vantagens competitivas. A politica industrial deve, por outro lado, estimular a oferta, promovendo a inovação, e também a procura, apoiando a difusão tecnológica.