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ADHOC
| Resumo: | Os objectos adaptados e feitos pelo utilizador têm vindo a expandir- se cada vez mais e começam a evidenciar-se com a vontade de ajudar a criar um mundo mais inclusivo. Estas adaptações já são muito normais e estão bem documentadas na medicina, onde há muitos pacientes que, para obterem um produto mais personalizado que falta no mercado e não está ajustado às suas necessidades, acabam por ser eles próprios a criá-lo. No entanto, há também algumas áreas que não estão tão estudadas, como o chão de fábrica. Assim, a empresa Fraunhofer realizou uma pesquisa na área do design espontâneo onde o objetivo era procurar estes exemplos de novas adaptações que partem dos trabalhadores no seu ambiente de trabalho, o chão de fábrica. Para atingir este objetivo, foi realizada uma pesquisa com base numa abordagem metodológica participativa no ambiente fabril, centrada nas necessidades dos respectivos utilizadores. As observações reflectiram as mais diversas necessidades deste grupo de trabalhadores, que foram analisadas e documentadas segundo o modelo de “Design espontâneo” da autora Madeleine Akrich, que as classifica de quatro formas diferentes (1 - Adaptação; 2 - Deslocamento; 3 - Extensão; 4 - Desvio) Todos os exemplos encontrados, foram também classificados pela equipa de investigação de acordo com os objectivos e motivações que surgiram por parte dos trabalhadores que os criaram, tais como melhorar o conforto, a ergonomia, a organização, etc. Após a identificação dos principais problemas nesta análise, iniciou-se um processo de design para melhorar as soluções que surgiram das observações espontâneas de design. Começaram por ser desenhados esboços de uma nova pega para uma ferramenta e uma solução para a organização e exposição das ferramentas. Por fim, procedeu-se à fase de prototipagem física e avaliação inicial com os utilizadores de uma pega para a ferramenta dos trabalhadores. Embora muito embrionário e apenas uma primeira abordagem, este design de produto representa um elemento que faz parte de um vasto e denso projeto de investigação que visa encontrar possíveis soluções futuras para alguns dos principais problemas encontrados. As observações do Design Espontâneo, seguindo as classificações de Akrich, foram úteis para produzir novas e melhores soluções a partir de problemas que resultam de uma conceção inadequada dos postos de trabalho. A partir da observação do design espontâneo, que provém das adaptações dos trabalhadores, encontrámos soluções em que o utilizador foi incluído, neste sentido, este design é inclusivo. São os trabalhadores que sentem os custos de um design de equipamento inadequado, são eles que permitiram um novo projeto de design de produto, baseado nas modificações que operaram. Assim, este projeto de investigação documenta e analisa essas adaptações - a que chamamos Design Espontâneo, obtém novos designs com base nessa análise e valida os novos designs com os trabalhadores. |
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| Autores principais: | Magalhães, Inês Maria Ortigão Osório |
| Assunto: | design espontâneo design de produto design centrado no humano ergonomia chão de fábrica spontaneous design product design human-centered design ergonomics shopfloor |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | Os objectos adaptados e feitos pelo utilizador têm vindo a expandir- se cada vez mais e começam a evidenciar-se com a vontade de ajudar a criar um mundo mais inclusivo. Estas adaptações já são muito normais e estão bem documentadas na medicina, onde há muitos pacientes que, para obterem um produto mais personalizado que falta no mercado e não está ajustado às suas necessidades, acabam por ser eles próprios a criá-lo. No entanto, há também algumas áreas que não estão tão estudadas, como o chão de fábrica. Assim, a empresa Fraunhofer realizou uma pesquisa na área do design espontâneo onde o objetivo era procurar estes exemplos de novas adaptações que partem dos trabalhadores no seu ambiente de trabalho, o chão de fábrica. Para atingir este objetivo, foi realizada uma pesquisa com base numa abordagem metodológica participativa no ambiente fabril, centrada nas necessidades dos respectivos utilizadores. As observações reflectiram as mais diversas necessidades deste grupo de trabalhadores, que foram analisadas e documentadas segundo o modelo de “Design espontâneo” da autora Madeleine Akrich, que as classifica de quatro formas diferentes (1 - Adaptação; 2 - Deslocamento; 3 - Extensão; 4 - Desvio) Todos os exemplos encontrados, foram também classificados pela equipa de investigação de acordo com os objectivos e motivações que surgiram por parte dos trabalhadores que os criaram, tais como melhorar o conforto, a ergonomia, a organização, etc. Após a identificação dos principais problemas nesta análise, iniciou-se um processo de design para melhorar as soluções que surgiram das observações espontâneas de design. Começaram por ser desenhados esboços de uma nova pega para uma ferramenta e uma solução para a organização e exposição das ferramentas. Por fim, procedeu-se à fase de prototipagem física e avaliação inicial com os utilizadores de uma pega para a ferramenta dos trabalhadores. Embora muito embrionário e apenas uma primeira abordagem, este design de produto representa um elemento que faz parte de um vasto e denso projeto de investigação que visa encontrar possíveis soluções futuras para alguns dos principais problemas encontrados. As observações do Design Espontâneo, seguindo as classificações de Akrich, foram úteis para produzir novas e melhores soluções a partir de problemas que resultam de uma conceção inadequada dos postos de trabalho. A partir da observação do design espontâneo, que provém das adaptações dos trabalhadores, encontrámos soluções em que o utilizador foi incluído, neste sentido, este design é inclusivo. São os trabalhadores que sentem os custos de um design de equipamento inadequado, são eles que permitiram um novo projeto de design de produto, baseado nas modificações que operaram. Assim, este projeto de investigação documenta e analisa essas adaptações - a que chamamos Design Espontâneo, obtém novos designs com base nessa análise e valida os novos designs com os trabalhadores. |
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