Publicação
Distribuição espaço-temporal dos fogos ativos na Península Ibérica
| Resumo: | O fogo é uma variável climática com impactos frequentemente severos quer para o património natural, quer para a atividade humana. A Península Ibérica, tal como as outras regiões mediterrânicas, é uma região seriamente afetada por este agente, situação para a qual são essenciais esforços não só a nível da prevenção, combate e monitorização, mas também no sentido de se compreenderem as inter-relações entre o fogo e os diversos fatores que para ele contribuem, em particular os processos atmosféricos e a vegetação. Neste contexto, a deteção remota constitui uma ferramenta imprescindível, tendo tornado possível a monitorização e o registo global de fogos ativos, bem como a criação de bases de dados consolidadas que servem os diversos estudos e avanços que têm sido realizados nesta área. Neste trabalho procurou contribuir-se para uma melhor compreensão dos regimes de fogo na Península Ibérica, tomando em consideração o papel do tipo de vegetação presente na distribuição das ocorrências registadas. Para isso, determinaram-se regiões de estudo homogéneas a nível do coberto vegetal e da variabilidade intra-anual de ocorrências e realizou-se uma modelação estatística para estas regiões através de ajustes da distribuição generalizada de Pareto. Esta distribuição tem-se mostrado muito adequada à descrição do comportamento do fogo, em particular, da distribuição da sua dimensão e da sua duração, mostrando-se aqui também adequada à distribuição do número de ocorrências. A partir desta caracterização foi possível calcular o risco de incêndio mensal associado às regiões identificadas, o que, em trabalhos futuros, poderá constituir material para a elaboração de mapas estáticos de risco de incêndio. Os resultados poderão ainda ser integrados com informação meteorológica, enriquecendo os modelos de cálculo do risco de incêndio. |
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| Autores principais: | Fatela, Carla Lando da Costa |
| Assunto: | Fogo Deteção remota Vegetação Distribuição de Pareto Risco de incêndio Teses de mestrado - 2012 |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório da Universidade de Lisboa |
| Resumo: | O fogo é uma variável climática com impactos frequentemente severos quer para o património natural, quer para a atividade humana. A Península Ibérica, tal como as outras regiões mediterrânicas, é uma região seriamente afetada por este agente, situação para a qual são essenciais esforços não só a nível da prevenção, combate e monitorização, mas também no sentido de se compreenderem as inter-relações entre o fogo e os diversos fatores que para ele contribuem, em particular os processos atmosféricos e a vegetação. Neste contexto, a deteção remota constitui uma ferramenta imprescindível, tendo tornado possível a monitorização e o registo global de fogos ativos, bem como a criação de bases de dados consolidadas que servem os diversos estudos e avanços que têm sido realizados nesta área. Neste trabalho procurou contribuir-se para uma melhor compreensão dos regimes de fogo na Península Ibérica, tomando em consideração o papel do tipo de vegetação presente na distribuição das ocorrências registadas. Para isso, determinaram-se regiões de estudo homogéneas a nível do coberto vegetal e da variabilidade intra-anual de ocorrências e realizou-se uma modelação estatística para estas regiões através de ajustes da distribuição generalizada de Pareto. Esta distribuição tem-se mostrado muito adequada à descrição do comportamento do fogo, em particular, da distribuição da sua dimensão e da sua duração, mostrando-se aqui também adequada à distribuição do número de ocorrências. A partir desta caracterização foi possível calcular o risco de incêndio mensal associado às regiões identificadas, o que, em trabalhos futuros, poderá constituir material para a elaboração de mapas estáticos de risco de incêndio. Os resultados poderão ainda ser integrados com informação meteorológica, enriquecendo os modelos de cálculo do risco de incêndio. |
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