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Evolução do padrão alimentar a longo prazo após cirurgia bariátrica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Embora a Cirurgia Bariátrica (CB) seja reconhecida como o tratamento mais eficaz no combate à obesidade, pouco se sabe sobre as alterações a longo prazo dos hábitos e padrões alimentares dos indivíduos intervencionados, nomeadamente ao nível do consumo alimentar e número de refeições realizadas e de que forma estas alterações poderão influenciar os parâmetros clínicos e antropométricos. Pretendeu-se caraterizar a evolução do padrão alimentar e dos parâmetros clínicos e antropométricos 5 anos após a realização de CB. Material e Métodos: Trata-se de um estudo observacional, longitudinal, retrospetivo e analítico. A população consistiu nos indivíduos submetidos a qualquer tipo de CB até Dezembro de 2010, no Hospital de Santa Maria (HSM). Foi administrado presencialmente um questionário com dados sociodemográficos, dados clínicos e antropométricos e aplicados três instrumentos validados para a população portuguesa: o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), o Questionário Alimentar às 24h anteriores (Recall 24h) e o Questionário de Frequência Alimentar (QFA). Resultados: Dos 73 elementos constituintes da população-alvo, aceitaram participar 45 e a amostra final foi constituída por 31 indivíduos. Após um seguimento médio de 5 anos, verificou-se uma evolução positiva em todas as comorbilidades estudadas, com diminuição de 25,7% na prevalência da hipertensão arterial (HTA), 16,1% na diabetes mellitus tipo 2 (DM2), 3,2% na dislipidémia e 29% na apneia de sono. Adicionalmente, ocorreu uma diminuição do peso médio na ordem dos 34kg e do Índice de Massa Corporal (IMC) na ordem dos 12,2kg/m2, com um ligeiro aumento 15 meses após a cirurgia. 64,5% da amostra atingiu uma percentagem de Excesso de Peso Perdido (%EPP) superior ou igual a 50%. Relativamente à prática de atividade física, 77,4% da amostra apresentava um nível de atividade física de intensidade baixa, verificando-se igualmente uma tendência para valores mais baixos de variáveis antropométricas com a prática de atividade física de intensidade média. Verificou-se uma diminuição significativa do consumo alimentar (3155,5kcal para 1930,6kcal), com diminuição da ingestão de 57g de proteína, 144,1g de hidratos de carbono e 50,4g de lípidos entre os dois momentos. A redução da ingestão de colesterol e de ácidos gordos monoinsaturados a serem determinantes para o peso e IMC atual. Para além disso, foi possível observar um consumo deficitário de vitamina D, Folato, Potássio e Cálcio. Conclusões: Os resultados do presente estudo vêm contribuir para a evidência acumulada de que a CB é atualmente o tratamento mais eficaz no combate à obesidade, contudo não é garantia de sucesso, sendo que os pacientes necessitam de acompanhamento a longo prazo por parte da equipa multidisciplinar. A amostra estudada apresentou reduções de peso significativas, taxas elevadas de melhoria e resolução das comorbilidades estudadas e diminuição do consumo alimentar entre os dois momentos estudados.
Autores principais:Costa, Catarina Borges, 1989-
Assunto:Obesidade Cirurgia bariátrica Padrões alimentares Resultados a longo termo Teses de mestrado - 2017
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: Embora a Cirurgia Bariátrica (CB) seja reconhecida como o tratamento mais eficaz no combate à obesidade, pouco se sabe sobre as alterações a longo prazo dos hábitos e padrões alimentares dos indivíduos intervencionados, nomeadamente ao nível do consumo alimentar e número de refeições realizadas e de que forma estas alterações poderão influenciar os parâmetros clínicos e antropométricos. Pretendeu-se caraterizar a evolução do padrão alimentar e dos parâmetros clínicos e antropométricos 5 anos após a realização de CB. Material e Métodos: Trata-se de um estudo observacional, longitudinal, retrospetivo e analítico. A população consistiu nos indivíduos submetidos a qualquer tipo de CB até Dezembro de 2010, no Hospital de Santa Maria (HSM). Foi administrado presencialmente um questionário com dados sociodemográficos, dados clínicos e antropométricos e aplicados três instrumentos validados para a população portuguesa: o International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), o Questionário Alimentar às 24h anteriores (Recall 24h) e o Questionário de Frequência Alimentar (QFA). Resultados: Dos 73 elementos constituintes da população-alvo, aceitaram participar 45 e a amostra final foi constituída por 31 indivíduos. Após um seguimento médio de 5 anos, verificou-se uma evolução positiva em todas as comorbilidades estudadas, com diminuição de 25,7% na prevalência da hipertensão arterial (HTA), 16,1% na diabetes mellitus tipo 2 (DM2), 3,2% na dislipidémia e 29% na apneia de sono. Adicionalmente, ocorreu uma diminuição do peso médio na ordem dos 34kg e do Índice de Massa Corporal (IMC) na ordem dos 12,2kg/m2, com um ligeiro aumento 15 meses após a cirurgia. 64,5% da amostra atingiu uma percentagem de Excesso de Peso Perdido (%EPP) superior ou igual a 50%. Relativamente à prática de atividade física, 77,4% da amostra apresentava um nível de atividade física de intensidade baixa, verificando-se igualmente uma tendência para valores mais baixos de variáveis antropométricas com a prática de atividade física de intensidade média. Verificou-se uma diminuição significativa do consumo alimentar (3155,5kcal para 1930,6kcal), com diminuição da ingestão de 57g de proteína, 144,1g de hidratos de carbono e 50,4g de lípidos entre os dois momentos. A redução da ingestão de colesterol e de ácidos gordos monoinsaturados a serem determinantes para o peso e IMC atual. Para além disso, foi possível observar um consumo deficitário de vitamina D, Folato, Potássio e Cálcio. Conclusões: Os resultados do presente estudo vêm contribuir para a evidência acumulada de que a CB é atualmente o tratamento mais eficaz no combate à obesidade, contudo não é garantia de sucesso, sendo que os pacientes necessitam de acompanhamento a longo prazo por parte da equipa multidisciplinar. A amostra estudada apresentou reduções de peso significativas, taxas elevadas de melhoria e resolução das comorbilidades estudadas e diminuição do consumo alimentar entre os dois momentos estudados.