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Perspetivas e contributos de jovens casais portugueses para o desenho de um programa de educação conjugal : estudo exploratório qualitativo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A comunidade científica tem-se interessado pelo estudo das relações conjugais, tendo em conta a importância da sua qualidade no bem-estar individual bem como o aumento do número de divórcios. Em vários países têm-se desenvolvido programas de Educação Conjugal (EC) com o objetivo de promover o desenvolvimento de competências nos casais antes de se instalarem eventuais crises e ruturas, com todas as implicações que daí advêm. Contudo, ainda pouco se sabe relativamente às perspetivas dos casais face à EC, que podem ser essenciais na melhoria de programas já existentes e na construção, divulgação, recrutamento e implementação de novos programas na área da prevenção relacional. Através de entrevistas semi-estruturadas, procuramos compreender as perceções de nove jovens casais face às diferentes componentes de um programa, integrando-as com a investigação existente. Segundo os resultados, em síntese, os casais apresentam atitudes favoráveis face à participação num programa de EC e identificam possíveis obstáculos à participação (e.g., custos, falta de conhecimento e preconceito em relação a estas iniciativas); consideram importante incluir temas relativos aos processos relacionais, como a comunicação, e relativos à gestão prática do quotidiano; quanto à estrutura, apontam como mais-valia o formato e partilha em grupo, tal como a possibilidade de tomar contacto com exemplos e experiências de outros casais participantes e externos ao programa; salientam ainda a importância de existir alguma flexibilidade quanto ao horário e momento do programa, sugerindo também a inclusão de momentos mais informais; quanto à equipa, identificam vantagens em ter uma equipa multidisciplinar e a poderem ser casais a facilitar o programa; por fim, os casais referem ser fundamental divulgar a iniciativa em plataformas online, recorrendo, por exemplo, a redes sociais, e divulgar também em locais frequentados por jovens através de comunicações, panfletos e cartazes. Outras implicações do estudo, assim como limitações e possíveis direcções futuras são ainda apontadas.
Autores principais:Martins, Catarina Sofia Canelas
Assunto:Relações conjugais Casamento - psicologia Coabitação Programas de prevenção Metodologia qualitativa Teses de mestrado - 2014
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:A comunidade científica tem-se interessado pelo estudo das relações conjugais, tendo em conta a importância da sua qualidade no bem-estar individual bem como o aumento do número de divórcios. Em vários países têm-se desenvolvido programas de Educação Conjugal (EC) com o objetivo de promover o desenvolvimento de competências nos casais antes de se instalarem eventuais crises e ruturas, com todas as implicações que daí advêm. Contudo, ainda pouco se sabe relativamente às perspetivas dos casais face à EC, que podem ser essenciais na melhoria de programas já existentes e na construção, divulgação, recrutamento e implementação de novos programas na área da prevenção relacional. Através de entrevistas semi-estruturadas, procuramos compreender as perceções de nove jovens casais face às diferentes componentes de um programa, integrando-as com a investigação existente. Segundo os resultados, em síntese, os casais apresentam atitudes favoráveis face à participação num programa de EC e identificam possíveis obstáculos à participação (e.g., custos, falta de conhecimento e preconceito em relação a estas iniciativas); consideram importante incluir temas relativos aos processos relacionais, como a comunicação, e relativos à gestão prática do quotidiano; quanto à estrutura, apontam como mais-valia o formato e partilha em grupo, tal como a possibilidade de tomar contacto com exemplos e experiências de outros casais participantes e externos ao programa; salientam ainda a importância de existir alguma flexibilidade quanto ao horário e momento do programa, sugerindo também a inclusão de momentos mais informais; quanto à equipa, identificam vantagens em ter uma equipa multidisciplinar e a poderem ser casais a facilitar o programa; por fim, os casais referem ser fundamental divulgar a iniciativa em plataformas online, recorrendo, por exemplo, a redes sociais, e divulgar também em locais frequentados por jovens através de comunicações, panfletos e cartazes. Outras implicações do estudo, assim como limitações e possíveis direcções futuras são ainda apontadas.