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O papel da coletomia na colite ulcerosa : caso clínico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A doença inflamatória intestinal engloba a doença de Crohn e a colite ulcerosa, esta última apresenta-se com maior extensão e gravidade em idade pediátrica. Apesar da evolução da terapêutica médica e da introdução de diversos agentes biológicos, a coletomia continua a desempenhar um papel terapêutico, principalmente nos casos de maior gravidade. A propósito de um caso clínico, o objetivo foi efetuar uma revisão da literatura desta patologia em crianças, com destaque do tratamento cirúrgico. Caso clínico: Descreve-se o caso de um doente que aos 11 anos foi diagnosticado com colite ulcerosa extensa com pancolite (PUCAI 65 – grave), na Unidade de Gastroenterologia Pediátrica de um hospital terciário. Ao longo de 3 anos, apesar das várias opções de tratamento médico, o doente manteve-se com doença grave (PUCAI > 65) e com necessidade de internamento. Assim, foi decidido, em equipa multidisciplinar, submeter o doente a coletomia com anastomose anal com bolsa ileoanal posterior. Discussão: É reforçada a importância da coletomia como terapêutica alternativa na colite ulcerosa em idade pediátrica. As crianças com colite ulcerosa ativa têm risco de crescimento e puberdade tardios, sendo a cirurgia necessária para garantir uma melhor qualidade de vida, além que a cirurgia tardia em casos refratários à terapêutica médica está associada a um risco aumentado de complicações no pós-operatório. Apesar da falta de ferramentas padronizadas em relação à decisão de coletomia, foi encontrado consenso geral sobre as indicações cirúrgicas. A técnica ideal continua discutível, embora a maioria dos centros realizem protocoletomia com anastomose anal com bolsa ileoanal.
Autores principais:Lopes, Andreia Patrícia Fernandes
Assunto:Colite ulcerosa Coletomia Anastomose Cirurgia Pediatria
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Lisboa
Idioma:português
Origem:Repositório da Universidade de Lisboa
Descrição
Resumo:Introdução: A doença inflamatória intestinal engloba a doença de Crohn e a colite ulcerosa, esta última apresenta-se com maior extensão e gravidade em idade pediátrica. Apesar da evolução da terapêutica médica e da introdução de diversos agentes biológicos, a coletomia continua a desempenhar um papel terapêutico, principalmente nos casos de maior gravidade. A propósito de um caso clínico, o objetivo foi efetuar uma revisão da literatura desta patologia em crianças, com destaque do tratamento cirúrgico. Caso clínico: Descreve-se o caso de um doente que aos 11 anos foi diagnosticado com colite ulcerosa extensa com pancolite (PUCAI 65 – grave), na Unidade de Gastroenterologia Pediátrica de um hospital terciário. Ao longo de 3 anos, apesar das várias opções de tratamento médico, o doente manteve-se com doença grave (PUCAI > 65) e com necessidade de internamento. Assim, foi decidido, em equipa multidisciplinar, submeter o doente a coletomia com anastomose anal com bolsa ileoanal posterior. Discussão: É reforçada a importância da coletomia como terapêutica alternativa na colite ulcerosa em idade pediátrica. As crianças com colite ulcerosa ativa têm risco de crescimento e puberdade tardios, sendo a cirurgia necessária para garantir uma melhor qualidade de vida, além que a cirurgia tardia em casos refratários à terapêutica médica está associada a um risco aumentado de complicações no pós-operatório. Apesar da falta de ferramentas padronizadas em relação à decisão de coletomia, foi encontrado consenso geral sobre as indicações cirúrgicas. A técnica ideal continua discutível, embora a maioria dos centros realizem protocoletomia com anastomose anal com bolsa ileoanal.